Aprígio Santos projecta shopping
Aprígio Santos pretende construir um centro comercial, perto do acesso urbano à A14. O investimento previsto é de 85 milhões de euros e criará 1.700 postos de trabalho.
A empresa Aprígius, de Aprígio Santos, tem projectada a construção de um centro comercial com 125 lojas, creche, salas de cinema, clínica privada, espaços lúdicos, restauração, entre outras valências. Segundo o DIÁIRO AS BEIRAS apurou, o empreendimento reserva uma área considerável para comerciantes da Figueira que ali pretendam instalar–se.
O projecto do presidente da Naval prevê um investimento global que ronda os 85 milhões de euros e a criação de 1.700 novos postos de trabalho. Os terrenos onde o empresário ambiciona construir o centro comercial, com 30 mil metros quadrados de área útil, localizam-se nas traseiras do quartel militar, perto do acesso urbano à A14.
Com remetente da Direcção Regional de Economia - entidade a que a Aprígius enviou o pedido de autorização –, a proposta já deu entrada na edilidade figueirense, quinta-feira última. “Trata-se de um projecto de âmbito regional. Como tal, implica a apreciação por parte de diversas entidades, entre as quais a autarquia da Figueira”, declarou Duarte Silva, presidente da câmara.
ACIFF vota contra
Os terrenos do empresário Aprígio Santos encontram-se numa mancha verde onde a autarquia vai construir um parque de lazer urbano. Duarte Silva confirma, recusando–se, porém, a fazer comentários acerca da posição que a câmara vai tomar. “Primeiro temos de apreciar o projecto, para podermos emitir um parecer”, explicou. A câmara tem agora 25 dias para se pronunciar.
Da parte de Aprígio Santos, ouvimos a promessa de que poderá prestar declarações sobre o assunto durante a próxima semana. Entretanto, a direcção da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF), uma das entidades chamadas a pronunciar-se, aprovou, por unanimidade, uma declaração que rejeita o empreendimento.
Fernando Cardoso, presidente daquela estrutura empresarial, sintetiza os argumentos que conduziram à tomada de posição: “Estamos contra por razões de natureza económica e urbanística. Este projecto prejudica o comércio e a restauração locais e descaracteriza a cidade. Além disso, não traz qualquer mais-valia”.
http://www.asbeiras.pt/?area=destaqu...71&ed=14102006