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Old 10th November 2006, 22:40   #1
daniel322
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Default Siza intervem na Alta de Coimbra

A futura biblioteca da Faculdade de Direito foi ontem dada a conhecer. Siza Vieira, autor do projecto, explicou detalhadamente as intervenções que vão ser realizadas.



Siza Vieira esteve ontem em Coimbra para apresentar o estudo prévio da futura biblioteca da faculdade de Direito da UC.
O futuro espaço que, segundo o reitor Seabra Santos “ainda não tem data prevista para o início da obra”, vai ficar implantado no terreno agora ocupado pela Faculdade de Farmácia. Também as casas dos Melos e dos Contadores estão inseridos neste projecto. Aliás a entrada principal do futuro espaço irá ser feita pela Casa dos Melos.
Com o auditório da reitoria “recheado” de alunos, o arquitecto explicou que a obra “procura responder às necessidades e exigências do Programa, onde para além das grandes dimensões de alguns espaços”, nomeadamente a Grande Sala e o Arquivo, “importa a complexidade das ligações entre serviços e espaços e respectivas circulações”.
Segundo Siza Vieira explicou “a cartografia e iconografia disponíveis” levaram à opção por uma proposta “de edificação com uma presença mínima”, com o intuito de minizar o impacto com as construções existentes. Desta forma, “procurou-se uma intervenção que não perturbasse o pano de fundo da Sé Velha e, simultaneamente, libertasse a vista da fachada norte do edifício da Reitoria”.
Salientando que “dos problemas que este projecto tem é a pouca altura que se dispõe”, o arquitecto portuense, explicou que as grandes dimensões dos espaços a construir “implicaram que se optasse por uma construção não em altura mas, pelo contrário, em escavação”.
Aliás, a questão da escavação e da eventualidade de virem a ser encontrados vestígios arqueológicos suscitaram algumas questões na assistência. Siza Vieira esclareceu: “Em relação aos riscos a construir num terreno como este, há cuidados especiais a ter mas não há riscos, apenas exigem um determinado projecto mas tudo isso se resolve”. O arquitecto salientou ainda o facto de não estar nada “assustado com esses problemas pois há uma equipa de técnicos” a trabalhar. Aliás, Ribeiro Lopes, arquitecto presente na apresentação, destacou que “vai ser realizada uma prospecção por geo-radar para se saber onde poderá ser necessário realizar intervenção arqueológica”.
A futura bilioteca vai possuir cinco pisos, três dos quais subterrâneos. O acesso principal irá ser feito pelo piso zero, espaço onde se localizam também os serviços de direcção e administração, a sala de utilizadores de informática, assim como as ligações aos pisos 1 e -1. Neste último está prevista a existência de um átrio de atendimento e consulta de catálogos a partir da qual se acede à grande sala, à sala de trabalhos de grupo, audiovisuais e reservados. Neste átrio também se localiza o gabinete do bibliotecário. A sala da grande leitura, que possui capacidade para 200 lugares, disponibiliza 1922 metros de prateleira para livros, organiza-se em dois pisos. No piso -2 não há acesso ao público e no -3 vão localizar-se os serviços de apoio e manutenção.
Porque é preciso “equilibrar o que é novo com o que é recuperado”, Siza Vieira disse ainda que, nesta fase de estudo prévio, “estão reunidas as condições mínimas de conforto”.
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Coimbra
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