Autoridades combatem erosão costeira em dez praias algarvias As autoridades ambientais pretendem fazer obras em cerca de dez praias algarvias, para evitar os efeitos da erosão costeira, no âmbito de um plano de requalificação do litoral português.
Segundo fonte da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, citada pela agência Lusa, o plano de intervenção prevê o reforço da costa com alimentações de areias.
Não foi quantificado o montante de investimento na região do Algarve, mas, a nível nacional, será de 300 a 400 milhões de euros. As praias com os investimentos mais vultuosos são D. Ana (Lagos), Amado, Careanos e Três Castelos (Portimão) e Senhora da Rocha (Lagoa).
No passado dia 12 foram demolidas quatro construções de apoio aos veraneantes na Praia de Manta Rota, na zona leste (Sotavento) da região, um ano depois das três primeiras demolições.
O projecto de requalificação do litoral sotaventino vai continuar até 2009, no âmbito do Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) Vilamoura/Vila Real de Santo António.
Para o prof. Alveirinho Dias, da U. do Algarve, a Praia de Faro é o caso mais preocupante.
Em declarações à Lusa, o especialista atribuiu a diminuição do desassoreamento não só ao efeito de retenção de areias da Barra de São Luís, reaberta há cerca de sete anos, mas também à diminuição da agitação marítima nos últimos anos.
Os principais problemas da costa sul, explica, foram provocados pela acção do homem, nomeadamente na construção dos molhes de Quarteira e Vilamoura, que retêm as areias no seu movimento natural de Oeste para Leste.
Um dos efeitos dessa intervenção foi o desassoreamento acelerado da Praia de Vale de Lobo — pondo em risco um campo de golfe —, que tem sido compensado por recargas constantes de areias.
Alveirinho Dias lamenta que o Estado não tenha verbas para pagar as indemnizações aos proprietários a quem permitiu construir em zonas de arriba nos anos de crescimento desordenado do turismo algarvio. |