O director do Estoril Open em ténis, João Lagos, recebeu hoje com tristeza a notícia da exclusão do projecto do complexo na zona ribeirinha de Pedrouços, mas recusa liminarmente a alternativa de Barcarena.
O presidente da Administração do Porto de Lisboa (APL), Manuel Frasquilho, revelou à agência Lusa que a reconversão da zona ribeirinha vai excluir o projecto idealizado por João Lagos para as novas instalações do Estoril Open, alegando problemas com a legislação relativa aos terrenos e a oposição do município de Oeiras, presidido por Isaltino Morais.
O edil já reagiu com satisfação a esta decisão da APL, lembrando à Lusa que se mantém em estudo "há vários anos" o "projecto para um grande complexo de ténis" na zona de Barcarena, ideia que João Lagos rejeita, embora esteja aberto a outras soluções.
"Não associo o meu nome a disparates", frisou João Lagos, em declarações à Lusa, destacando que o projecto de Barcarena está idealizado para "terrenos que não têm dimensão suficiente para um torneio da envergadura do Estoril Open".
João Lagos não se quer responsabilizar por uma gestão "que dê problemas todos os dias" e dar a cara por uma "exploração falida", mas aceita conversar com Isaltino Morais para encontrarem, em conjunto, uma outra solução.
"Se dependesse só de mim, já havia uma solução. Vou manter-me fiel na defesa das minhas convicções e o projecto de Barcarena não tem viabilidade. Neste momento, não tenho qualquer alternativa, mas quem sabe dentro de 15 dias...", ironizou João Lagos, acrescentando que está obrigado a ter "uma grande capacidade de imaginação".
Para o director do Estoril Open, Barcarena foi uma alternativa aventada "há seis anos ou mais" e que "abortou" por nunca se ter chegado a uma decisão definitiva ao longo deste período.
"O facto de o problema se ter arrastado até foi positivo, pois serviu-me para chegar à conclusão de que Barcarena é uma solução inviável. O mundo evolui, o tempo passou e o projecto desactualizou- se. No presente, tenho a plena convicção de que esse local não serve", reiterou o empresário.
Quanto ao futuro do torneio português, João Lagos voltou a recordar que o calendário do circuito "continua a fazer dieta" e até 2009 sofrerá um "emagrecimento" que pode colocar em risco o Estoril Open.
"Estou a ver que o problema das infra-estruturas do torneio é só meu e até hoje não consegui resolvê-lo. A solução da zona ribeirinha era maravilhosa e proporcionaria a Portugal, e ao concelho de Oeiras, um dos melhores e mais bonitos complexos de ténis do Mundo", lamentou João Lagos.
O empresário garante que "toda a gente ganhava" com a solução de Pedrouços, mas agora vê-se forçado a regressar à estaca zero:"quando chegar a Portugal (está em viagem no estrangeiro) vou inteirar- me das razões desta decisão. Penso que mereço a atenção de uma satisfação pessoal".
Fonte: Lusa
http://infordesporto.sapo.pt/Informa...207_357766.asp