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| Jornal Do Comércio 19/12/2008 Praça homenageia Revolução Farroupilha O Centro de Porto Alegre conta agora com uma grande homenagem às tradições libertárias dos gaúchos. Foram concluídas oficialmente, nesta sexta-feira, as obras de revitalização da praça Revolução Farroupilha, que fica junto à estação da Trensurb e ao Mercado Público. "Não estamos rememorando uma guerra, mas sim um sentimento que marca a alma do povo gaúcho", destaca o prefeito da Capital, José Fogaça. No local, um mural com três metros de altura por 16,5 de comprimento retrata os principais personagens e frases das diferentes etapas da guerra. A obra de Danúbio Gonçalves, com 550 lajotas, foi batizada como Memorial da Epopéia Rio-Grandense, Missioneira e Farroupilha. "Tem um sentido totalmente didático. Fiz questão de colocar muito texto e imagens que retratassem a história do nosso Estado", ressalta o artista. No lado esquerdo da obra estão ilustradas as Missões de Sepé Tiaraju, o começo de todo o histórico gaúcho. Passa pela luta entre os espanhóis e os índios guaranis, por Guiseppe Garibaldi, pelos Lanceiros Negros, pela Proclamação da República Rio-Grandense e finaliza com Bento Gonçalves. "Nenhuma outra obra que fale sobre a revolução inclui os Lanceiros Negros, que tiveram grande importância na guerra. Coloquei para mostrar às pessoas que utilizam o trem e passam pela praça a verdadeira história do Rio Grande." "É um espelho onde a alma gaúcha se reflete", salientou o poeta Luiz Coronel. "É também um resgate da história do povo negro. Mostra o orgulho que temos de sonhar com uma sociedade que viva em paz", declarou o presidente da Trensurb, Marco Arildo Cunha. As obras de revitalização da praça custaram cerca de R$ 372 mil, recursos do governo federal, e foram feitas em parceria entre prefeitura e União. A reforma também garantiu melhores condições de acessibilidade aos portadores de deficiência, com a instalação de rampas. Além disso, o espaço para o comércio interno foi ampliado. "Em todo o mundo, as estações de trem servem também como oportunidade de negócios", lembrou o ministro das Cidades, Marcio Fortes. Diariamente, em torno de 60 mil pessoas passam pela estação Mercado da Trensurb. Entretanto, os trabalhos ainda não estão concluídos totalmente. "Falta terminar o outro túnel. Em função da época natalina, começamos e paramos na metade para não atrapalhar o trânsito. Vamos retomar no dia 6 de janeiro do ano que vem", explica o presidente da Trensurb. A previsão de Cunha é de que a estação seja inaugurada em 2 de março de 2009, quando a empresa de trens urbanos completa 24 anos de existência.
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| Zero Hora 26 de dezembro de 2008 | N° 15830 Viaduto busca reconhecimento Comércio e moradores se mobilizam para que o Otávio Rocha seja patrimônio nacionalSob os arcos do Viaduto Otávio Rocha, um dos principais cartões postais de Porto Alegre, surge um movimento para tentar revitalizar o local. Comerciantes e moradores da redondeza começaram nos últimos meses uma série de iniciativas para tentar transformar a obra em patrimônio histórico nacional e, com isso, conseguir recursos para recuperá-la. Inaugurado em 1932 e considerado um dos monumentos arquitetônicos mais importantes de Porto Alegre, o viaduto na Avenida Borges de Medeiros está jogado às traças. Infiltrações, calçadas quebradas, iluminação deficiente, falta de segurança e pichações por todos os cantos escondem a beleza do local, reinaugurado há pouco mais de sete anos. À noite, os principais freqüentadores são moradores de rua. Para tentar reverter a situação, os comerciantes que trabalham nas lojas da Borges se uniram a moradores. Foi criada Associação Representativa e Cultural dos Comerciantes do Viaduto Otávio Rocha (ARCCOV), que completa um ano. Um dos primeiros objetivos é torná-lo patrimônio histórico nacional. O viaduto já é tombado pelo município. Isso facilitará a busca por recursos para a restauração da área. – Precisamos recuperar esse local que é lindo. É um ponto turístico, mas do jeito que está não atrai as pessoas, nem turistas nem os próprios moradores da cidade. O turista chega ali (na Duque de Caxias) e não desce as escadarias – diz Adacir Flores, dono de uma loja de livros usados e presidente da ARCCOV. Os documentos para tombar a obra deverão ser encaminhados no início do ano ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A intenção é fazer do local parte de um roteiro cultural no Centro. – O viaduto é muito importante. Depois da sua construção, Porto Alegre começou a ser considerada uma cidade moderna – observa Rita Chang, presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural. Os comerciantes também lutam para baixar o valor do aluguel cobrado pela prefeitura. Querem redução de 50%. Atualmente, cerca de 70% dos 24 espaços locados estão com o pagamento atrasado. O valor da locação varia de R$ 350 a R$ 900, conforme o tamanho. – Estamos como se fosse embaixo de uma ponte. As pessoas não vêm nas lojas e por isso nosso movimento só diminui. Se o viaduto estivesse em bom estado atrairia mais pessoas – reclama Alfredo Rodrigues da Silva, 76 anos e há 37 com uma loja de cópia no local. As principais reivindicações são a colocação de câmeras de vigilância e novo revestimento nas paredes para evitar pichações. Da criação à reforma - 1925 – O Viaduto Otávio Rocha é projetado por Manoel Itaquy e tem os primeiros trabalhos de implantação iniciados. - 1928 – Em dezembro, começam as obras, quando Alberto Bins é o intendente do município. - 1954 – Na gestão do intendente Ildo Menegheti, o viaduto recebe o nome de Otávio Rocha. - 1971 – É construída a maior parte das lojas do viaduto. Hoje são 34, e 24 estão ocupadas. - 1988 – É tombado pelo município, seguindo parecer do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural. - 1997 – Primeira etapa da reforma, com investimento de R$ 275 mil. Foram feitos reparos na estrutura com lavagem geral, recuperação de calhas e tubos de coletas de água, impermeabilização e correção de fissuras. - 1998 – A restauração do sistema de iluminação pública teve instalação de lâmpadas mais eficientes, deixando o viaduto mais claro e com uma redução no consumo de energia elétrica de até 50%. É realizada também a substituição da rede de energia e a restauração dos postes e dos archotes. - 1999 – Começa a terceira e última etapa de recuperação. São reformados os passeios públicos, o revestimento, o piso, as esquadrias e as instalações elétrica e hidráulica de todas as lojas. - 2001 – A recuperação é concluída, e o viaduto da Borges, como é chamado pelos porto-alegrenses, é reinaugurado.
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| Zero Hora 29 de dezembro de 2008 | N° 15833 Campanha para revitalizar viaduto no Centro Comunidade pretende tornar o Otávio Rocha em patrimônio nacionalSob os arcos do Viaduto Otávio Rocha, um dos principais cartões-postais de Porto Alegre, surge um movimento para tentar revitalizar o local. Comerciantes e moradores da redondeza começaram nos últimos meses uma série de iniciativas para tentar transformar a obra em patrimônio histórico nacional e, com isso, conseguir recursos para recuperá-la. Inaugurado em 1932 e considerado um dos monumentos arquitetônicos mais importantes da Capital, o viaduto na Avenida Borges de Medeiros está jogado às traças. Infiltrações, calçadas quebradas, iluminação deficiente, falta de segurança e pichações por todos os cantos escondem a beleza do local, reinaugurado há pouco mais de sete anos. À noite, os principais freqüentadores são moradores de rua. Para tentar reverter a situação, os comerciantes que trabalham nas lojas da Borges se uniram a moradores. Foi criada Associação Representativa e Cultural dos Comerciantes do Viaduto Otávio Rocha (ARCCOV), que completa um ano. Um dos primeiros objetivos é torná-lo patrimônio histórico nacional. O viaduto já é tombado pelo município. Isso facilitará a busca por recursos para a restauração da área. – Precisamos recuperar esse local que é lindo. É um ponto turístico, mas do jeito que está não atrai as pessoas, nem turistas nem os próprios moradores da cidade. O turista chega ali (na Duque de Caxias) e não desce as escadarias – diz Adacir Flores, dono de uma loja de livros usados e presidente da ARCCOV. Os documentos para tombar a obra deverão ser encaminhados no início do ano ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A intenção é fazer do local parte de um roteiro cultural no Centro. – Depois da construção, Porto Alegre começou a ser considerada uma cidade moderna – observa Rita Chang, presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural.
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| Prefeitura de Porto Alegre 14 de janeiro de 2009 General Câmara e Praça da Matriz têm edital para obras Empresas interessadas em participar da licitação para as obras de reurbanização da Rua General Câmara e da Praça da Matriz devem entregar suas propostas até segunda-feira, 19. O edital de licitação foi publicado no dia 17 de dezembro, no Diário Oficial de Porto Alegre (Dopa). O investimento de mais de R$ 2,4 milhões vem através de uma parceria firmada entre os governos municipal e federal, por meio dos programas Viva o Centro, da Secretaria do Planejamento Municipal (SPM), Secretaria Municipal da Cultura (SMC) e Monumenta, do Ministério da Cultura (MinC). Obras - Para a revitalização da General Câmara, estão previstas a troca da pavimentação, a ampliação das calçadas, melhorias na iluminação e a criação de um espaço destinado a exposições de obras literárias, que será intitulado Largo dos Livreiros, em frente à biblioteca pública. Na Praça da Matriz, a troca da pavimentação, a restauração do monumento Júlio de Castilhos e a qualificação da arborização são as melhorias previstas. De acordo com o gerente do Viva o Centro, Glênio Bohrer, as duas obras consolidam a urbanização desses importantes espaços públicos. “As obras da General Câmara e da Praça da Matriz darão maior acessibilidade para essas áreas, possibilitando aos cidadãos porto-alegrenses maior segurança, principalmente à noite”, afirma. Mais detalhes sobre o edital podem ser encontrados na edição do Dopa do dia 17, ou pelo site Diário Oficial de Porto Alegre
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| Zero Hora 21 de janeiro de 2009 | N° 15855 Praça XV será aberta ao trânsito de veículos Atualmente utilizada pelos camelôs, a área junto à Praça XV, no Centro da Capital, deve se transformar em estacionamento. Os vendedores serão transferidos para o Centro Popular de Compras (CPC), liberando o local para a Área Azul, sistema municipal de estacionamento rotativo. Segundo o anúncio da prefeitura, o local contará com 37 vagas de Área Azul. O acesso será feito pela Rua Marechal Floriano, junto ao cruzamento com a Avenida Júlio de Castilhos. A saída do estacionamento ficará pela Avenida Otávio Rocha até a Doutor Flores. A circulação de automóveis, hoje proibida neste trecho das 9h às 19h, ficará liberada durante todo o dia. O início das operações depende da transferência dos camelôs para o Centro Popular de Compras (CPC). Por meio do Programa Viva o Centro, a prefeitura elabora um projeto de remodelação de toda a praça e as vias da região formadas pelas vias Dr. Flores, Marechal Floriano, Júlio de Castilhos e General Vitorino. O projeto prevê a reabertura de ruas e avenidas ao trânsito de veículos.
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