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| Zero Hora 29 de maio de 2008 | N° 15616 Azenha terá nova cara Associação apresenta projeto de revitalização da avenida a autoridades nesta quinta-feira Uma nova fase da Avenida Azenha começará oficialmente nesta quinta-feira, 29 de maio. Às 19h30min, o projeto Comércio de Rua Bairro Azenha - Um Bairro de A a Z será apresentado a diversos segmentos do poder público, na sede do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio Grande do Sul, na Avenida Erico Verissimo. O conceito de shopping ao ar livre conduziu a elaboração do plano de revitalização da avenida, realizado pela Associação Empresarial Nova Azenha (ANA) em parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Ainda sem data prevista, a reforma da fachada de 25 estabelecimentos, com co-patrocínio do Sebrae, marcará o início das obras. - É um projeto para, no mínimo, 10 anos - adianta o presidente da ANA, Ari Bortolotto. Foram convidados para a reunião secretarias estaduais e municipais, deputados, vereadores e empresários da Capital. A idéia é proporcionar uma visão geral do projeto. Posteriormente, cada órgão será contatado individualmente. Durante reunião de Bortolotto com o prefeito José Fogaça, no dia 15 de maio, foi considerada a possibilidade da criação de um comitê para intermediar o diálogo entre a ANA e a prefeitura. O primeiro passo será a renovação estética do comércio. A restauração das fachadas preservará características históricas. Melhorar a acessibilidade, alargar calçadas em alguns trechos e criar novas áreas de estacionamento também são prioridades. A partir da concordância das empresas responsáveis, a fiação elétrica e de telefonia se tornará subterrânea. Além disso, pórticos e totens serão colocados nas principais entradas do bairro, como as avenidas Bento Gonçalves, Ipiranga, João Pessoa, Oscar Pereira e Princesa Isabel. Todas essas propostas necessitam passar pelos órgãos responsáveis. Como forma de aperfeiçoar a gestão empresarial os lojistas receberam cursos, palestras e consultorias no ano passado. - O comércio de rua sobreviveu aos shoppings, mas precisa se atualizar. Os empresários têm de trabalhar em conjunto - avalia Bortolotto. Promoções coletivas em datas especiais e divulgação do logotipo do projeto em sacolas, adesivos e camisetas serão ferramentas para integrar os comerciantes. Entre as etapas de execução menos imediatas, estão previstos área específica para camelôs, espaços de lazer e cultura e a ligação das avenidas Azenha e Florianópolis.
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| Zero Hora 30 de junho de 2008 | N° 15648 Burocracia retarda projeto de ciclovias Projeto, que prevê 18 quilômetros de pistas exclusivas para bicicletas, tem de ser apreciado pela Câmara Municipal Entregue à Câmara de Vereadores na semana passada, o Plano Cicloviário da Capital, na melhor das hipóteses, deverá ser votado só no final de agosto. O exame do projeto depois do recesso parlamentar depende de os vereadores conseguirem firmar um acordo que acelere a tramitação da proposta. Sem acordo, a tendência é de que a avaliação fique para o primeiro semestre de 2009. Apesar de o prefeito José Fogaça ter anunciado que parte dos primeiros 18 quilômetros de ciclovias poderiam ser implantados ainda em 2008, dificilmente algum metro de pista exclusiva para bicicletas previsto no plano sairá do papel dentro de um prazo inferior a 12 meses. Além da tramitação na Câmara, empecilhos burocráticos aumentam a espera para a cidade receber a benfeitoria. Honrosa exceção seria a ciclovia da Avenida Diário de Notícias, no bairro Cristal, implantada em contrapartida à construção do BarraShoppingSul. Para a prefeitura, o aval da Câmara é uma necessidade política. A administração tem autonomia para construir equipamentos que facilitem a vida de ciclistas - a implantação de ciclovias, inclusive, está prevista no Plano Diretor da Capital. O exame do projeto pelos vereadores, no entanto, tem duplo papel para o Executivo. Como dificilmente a matéria enfrentará rejeição, a apreciação da Câmara confere maior legitimidade ao plano, que deverá contar com recursos da iniciativa privada para a implantação. Ao mesmo tempo, dá mais tempo para que o município reserve dinheiro para o investimento - cada quilômetro de ciclovia terá um custo médio de R$ 150 mil, aproximadamente R$ 2,7 milhões no total. Depois de aprovado, licitação de projeto leva seis meses No Legislativo, mesmo tratando-se de um plano de fácil aceitação, o andamento pode durar meses, principalmente quando houver o exame nas comissões que tenham afinidade com a matéria. Em ano eleitoral, a possibilidade de o projeto permanecer tempo extra na gaveta fica ainda maior. De olho nos obstáculos que podem tornar ainda mais demorada a construção de ciclovias, o vereador Mauro Zacher (PDT) procura no regimento da Câmara mecanismos que possam dar maior rapidez à passagem do texto. A intenção dele é fazer com que as comissões elaborem um só parecer. Segundo o vereador, se a sugestão for aceita, o tempo necessário para o aval das comissões será menor. - São décadas de promessas para os usuários de bicicletas de Porto Alegre - diz Zacher, que presidiu audiência pública na Câmara, na quarta-feira passada. Se tudo correr bem, com o projeto aprovado pela Câmara, a administração municipal que assumir em 2009 terá condições de iniciar os trabalhos em janeiro com o Plano Cicloviário em cima da mesa - o que representa uma nova etapa na espera da cidade por ciclovias. - A licitação leva um prazo de cerca de seis meses - diz o arquiteto da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) Régulo Ferrari, coordenador do grupo técnico que acompanhou a elaboração do plano.
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| Zero Hora 16 de outubro de 2008 | N° 15760 Praça dá novo visual para a Estação Mercado Espaço sobre terminal da Trensurb terá homenagem à Revolução Farroupilha Entrou em fase final a remodelação da Estação Mercado da Trensurb, no centro da Capital. O local por onde passam cerca de 60 mil pessoas por dia ainda está com cara de canteiro de obras, mas nas próximas semanas o visual começará a mudar. Prevista inicialmente para setembro, a inauguração da Praça da Revolução Farroupilha – sobre o terminal de embarque – está marcada para 15 de novembro. Os operários trabalham na finalização do piso e na colocação da iluminação. – Os meses de agosto e setembro foram muito chuvosos, o que atrasou o planejamento. Agora, as obras estão em bom andamento – diz Lino Fantuzzi, responsável pela reforma. Na praça, a parede com 16,5 metros de comprimento e três metros de altura, onde será fixado um painel sobre a história da Revolução Farroupilha, está pronta. No início de novembro, o pintor bageense Danúbio Gonçalves colocará ali as figuras pintadas em lajotas de porcelanato. Elas irão mostrar textos e figuras sobre as batalhas lideradas por Bento Gonçalves. – Por ali passa muita gente que não conhece parte dessa história. Será um importante local de conhecimento – conta Danúbio, descendente de Bento Gonçalves. Após a inauguração da praça, o trabalho ficará concentrado nos acessos da Avenida Júlio de Castilhos junto ao Mercado Público. O local onde ficavam terminais de ônibus foi isolado com tapumes em setembro. Ali, serão instalados um elevador para o acesso de deficientes físicos, escadas rolantes e piso especial para cegos. – A expectativa é estar com toda a revitalização concluída até o Natal – prevê Glênio Bohrer, gerente do programa Viva o Centro, que acompanha o projeto realizado pela Trensurb em parceria com a prefeitura. Em função das obras, a passagem de pedestres para quem sai da estação do trem é confusa. Quem sobe as escadas e quer atravessar a Júlio de Castilhos em direção ao Mercado Público encontra dificuldades. O mais indicado é ir até a faixa de segurança próximo à Praça Parobé ou caminhar até a Avenida Borges de Medeiros. A prefeitura acredita que os transtornos são momentâneos enquanto os acessos da Júlio estão fechados. A mudança dos terminais de ônibus junto ao Mercado também provocam dúvidas. Cinco linhas passaram para o trecho aberto na Avenida Borges de Medeiros.
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| Zero Hora 02 de novembro de 2008 | N° 15777 122 mil passageiros abandonam os ônibus As roletas dos ônibus estão se movimentando menos na Região Metropolitana. Em cinco anos, 84,6 mil pessoas deixaram de andar de ônibus na Capital e outras 37,4 mil em 12 municípios vizinhos, totalizando 122 mil, uma queda de 8,9% no volume de passageiros pagantes transportados por dia. É como se toda a população de Sapucaia do Sul migrasse para outros meios de transporte. Ofenômeno coincide com a expansão da frota de veículos, mas é atribuído também a outros fatores. A evolução da comunicação, especialmente a disseminação do telefone celular e da internet, encurtou distâncias. A população dos municípios da Região Metropolitana ainda passou a depender menos de Porto Alegre, relação também observada entre os bairros da Capital e o Centro. – O crescimento das cidades fez com que se descentralizasse a oferta de serviços, o comércio e o acesso à saúde, diminuindo a necessidade de grandes deslocamentos. É um fenômeno nacional – avalia o geógrafo Danilo Landó, que há 20 anos estuda o transporte metropolitano na Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan). Apesar de considerar o sistema de transporte público de Porto Alegre um dos mais eficientes do país, a pesquisadora Christine Nodari, do Laboratório de Sistemas de Transporte da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), vê problemas que desestimulam os usuários: – São poucas as linhas radiais para deslocamentos transversais, e a maioria dos ônibus tem tráfego misto, circulam tanto nos corredores como nas pistas destinadas aos demais veículos. Isso não livra os ônibus dos congestionamentos e da impontualidade, que provoca a falta de confiabilidade da população. Como as tarifas são definidas com base na divisão do custo das empresas pelo número de passageiros pagantes, o volume de isenções e benefícios afeta diretamente o setor. Na Capital, quase 30% dos passageiros cruzam as roletas sem pagar ou com desconto de 50% (estudantes). – Os outros 70% dos passageiros são os que bancam o serviço. Se todos pagassem, a tarifa de Porto Alegre cairia dos atuais R$ 2,10 para entre R$ 1,50 e R$ 1,70 – projeta o gerente-geral da Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP), Luiz Mário Magalhães Sá. Para manter o sistema viável, sem elevar ainda mais a tarifa devido à perda de passageiros, as empresas reduzem a frota e esticam o intervalo entre as viagens. Na Capital, eram realizadas 609,9 mil viagens por mês em 2005. Dois anos depois, o volume foi reduzido em 4,3 mil, uma queda de 0,7% em todas as linhas. Nas linhas intermunicipais, a frota das empresas vinculadas à Associação dos Transportadores Intermunicipais Metropolitanos de Passageiros (ATM) encolheu 6% nos últimos cinco anos. Por isso, o usuário não percebe ônibus menos lotados. – Os números da perda de passageiros são perversos. Tentamos controlar o consumo de combustível com veículos mais novos e regulados, mas o custo é alto. É um ciclo ruim: a tarifa fica mais alta e afugenta ainda mais o passageiro. O ideal seria a redução de tributos, como o ICMS que incide sobre a tarifa, aumentando em 2,4% o valor final – resume o gerente-geral da ATM, Erico Michels.
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| Zero Hora 02 de novembro de 2008 | N° 15777 160 carros e motos a mais por dia nas ruas O ronco dos motores está mais forte nas ruas e nas estradas da Região Metropolitana. Impulsionados pelo crescimento econômico registrado entre 2003 e 2007, milhares de gaúchos abandonaram o transporte público para se deslocar de carro ou moto. Em meia década, a frota de carros e motos cresceu 15,3% na Capital e 31,3% nos 12 municípios vizinhos. Apenas no ano passado, 160 carros por dia surgiram nas ruas da região. O aquecimento do mercado automobilístico tem relação direta com o aumento da renda do brasileiro e o bom desempenho das empresas gaúchas no período, superior à média nacional nos últimos cinco anos. – Isso se reflete na economia, impulsionando o consumo de bens como automóveis e motocicletas. O crescimento econômico beneficiou muito as micro e as pequenas empresas. Como 81% delas estão localizadas no Interior, na Região Sul, não me surpreende que a frota tenha aumentado mais na Região Metropolitana do que em Porto Alegre – avalia o economista Alfredo Meneghetti Neto, da Fundação de Economia e Estatística (FEE). Nas ruas e avenidas, o estrangulamento do trânsito se intensificou em meia década. Além de mais extensos, os congestionamentos passaram a ser registrados em novas vias e em horários antes improváveis. Foi-se o tempo em que a tranqueira se limitava ao início da manhã, meio-dia e fim da tarde. – Espero que essa tendência (de redução de passageiros e de crescimento da frota) se atenue nos próximos anos. Não incorporo a palavra caos para me referir ao trânsito por acreditar que não chegaremos a isso em Porto Alegre. Vai haver uma adequação, pois, com muitos carros nas ruas, parte das pessoas migrará de novo para o transporte público – projeta o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Luiz Afonso Senna. Com a turbulência global intensificada nos últimos meses, o cenário já é outro no mercado automobilístico. Segundo Meneghetti, a restrição do crédito, o aumento das taxas de juro dos financiamentos e as interrupções da produção – como as férias coletivas anunciadas quinta-feira pela General Motors na fábrica de Gravataí – atestam a retração: – Em 2009, não veremos o mesmo comportamento em relação à compra de veículos. A tendência é que os índices de crescimento se reduzam pela metade. A preferência pelo transporte individual em detrimento do transporte coletivo também é reflexo do nível de comodidade do serviço oferecido pelas empresas públicas e concessionárias, na avaliação do engenheiro civil João Hermes Junqueira, coordenador do curso de Engenharia Civil da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e especialista em trânsito, transporte e construção de estradas. – O desejo de todas as pessoas é ter seu próprio transporte. Se o transporte coletivo não atende ao nível de qualidade exigido pelo usuário, ele migra para o particular mesmo tendo que pagar mais por isso. Mesmo que haja congestionamento, é melhor estar dentro do carro ouvindo rádio que fazendo o mesmo dentro de um ônibus cheio de gente. É assim que as pessoas pensam – analisa o engenheiro. Entre os problemas listados estão os intervalos cada vez maiores entre as viagens de algumas linhas, a lotação dos ônibus e o desconforto nas viagens mais longas. Um dos pontos positivos apontados é a modernização da frota. A ajuda que poucos dão Algumas mudanças de hábitos simples, adotadas por uma minoria, são as saídas mais fáceis para tentar desafogar o trânsito desde agora: > Faça pequenos deslocamentos a pé ou de bicicleta. São opções que não poluem, além de mais saudáveis > Deixe o veículo na garagem e use o transporte coletivo sempre que possível. Se todos abrissem mão do carro uma única vez entre segunda e sexta-feira, a redução do tráfego nas ruas seria de 20% > Atualmente, a ocupação média de cada carro é de apenas 1,4 pessoa por veículo. Dê carona a amigos e colegas de trabalho quando os horários e trajetos forem semelhantes. Pais podem fazer um revezamento para levar os filhos ao colégio. Cada um fica responsável pelo transporte de um grupo de crianças em um dia da semana, por exemplo > Ao sair de carro, reúna o máximo possível de afazeres para um mesmo deslocamento. Exemplo: faça compras, corte o cabelo e passe na locadora em uma única viagem > Ao optar pelo transporte público, aproveite o trajeto para ler, estudar, telefonar. Seu tempo estará sendo melhor aproveitado O cenário provável daqui a 20 anos Se a frota de carros e motos continuar aumentando ao ritmo de 15% ao ano, em duas décadas Porto Alegre estará assim: > Em 2028, mais de 880 mil carros e motos estarão rodando pelas vias da cidade. O volume de veículos em circulação terá dobrado em relação ao de 2004 > Nas ruas e avenidas, o impacto será grande, com transtornos muito superiores aos registrados hoje. O engenheiro Mauri Panitz, consultor de engenharia de trânsito, prevê que, nesse cenário hipotético, os índices de poluição, acidentes e congestionamentos serão elevados, mesmo com carros de tamanho inferior aos atuais > Nos deslocamentos realizados atualmente em 30 minutos, o tempo gasto não apenas tende a dobrar, mas triplicar ou quadruplicar, segundo Panitz. Por exemplo, se a Avenida Protásio Alves estiver congestionada, a lentidão se espalhará inclusive por vias adjacentes sem histórico de fluxo intenso > Nos ônibus, se a queda de 10,1% a cada cinco anos se mantiver, o volume de passageiros cairá para 490 mil por dia em 2028. É exatamente a metade do transportado em 1998 As soluções possíveis em 2028 Sugestões para amenizar o impacto do fluxo intenso nas ruas da Capital se o número de veículos particulares não parar de crescer: > Com fluxo intenso de carros em diversos horários do dia, a saída é investir em transporte público. Além de ampliar o conforto dos ônibus, as estações do metrô – atuais e futuras – deverão contar com bicicletários e estacionamentos para os veículos dos usuários > Uma das idéias de Mauri Panitz é criar um grande estacionamento na Zona Sul ligado a um terminal hidroviário. Os motoristas deixariam seus carros no local para fugir do congestionamento das vias terrestres e continuariam o deslocamento até o Centro em uma embarcação > Para desafogar o trânsito, a sugestão é transformar determinadas avenidas em vias de trânsito rápido. Uma possibilidade seria reduzir o número de cruzamentos e interrupções provocadas por sinaleiras em vias como a Terceira Perimetral > Nem tudo requer obras e investimentos, conforme o especialista. Algumas mudanças são apenas de gerenciamento, como a proibição de estacionamento em vias arteriais – a Ipiranga, por exemplo. Com mais uma faixa destinada ao trânsito, é possível aumentar a vazão em 2 mil veículos por hora
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