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| Nos ultimos tempos vem se discutindo muito sobre os problemas no trânsito das principais cidades do Brasil... Porto Alegre nos ultimos anos tem apresentado um crescimento rápido rumo ao caos completo... Alguns especialistas calculam que se nada for feito rapidamente, em 15 anos a cidade para... Parece um tempo longo, mas ao vermos a realidade nacional é preocupante... Obras pequenas costumam levar anos para serem implantadas o que dirá grandes mudanças... Mas o fato é que todas as cidades do país precisam se preocupar com esse problema e buscar soluções o mais rápido possível... Criei esse thread para que se possa discutir a situação do trânsito, se apresentar idéias e projetos referentes a isso...
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| SkyScraperLife | ||
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| Zero Hora 15 de maio de 2008 | N° 15602 Capital deve ganhar Plano Cicloviário Vantagens da bicicleta foram citadas ontem por especialista de Brasília em debate sobre mobilidade urbana De um universo de 2 milhões de viagens realizadas diariamente na Capital por diferentes meios de transporte, 30 mil são feitas de bicicleta. Com a intenção de beneficiar essa população de ciclistas, a prefeitura deve lançar, nos próximos dias, o Plano Cicloviário para a cidade. As vantagens da bicicleta, como alternativa para fugir do trânsito, foi um dos temas abordados no Fórum Porto Alegre, Uma Visão de Futuro, realizado ontem, na Capital. De acordo com o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Luiz Afonso Senna, a idéia do Plano Cicloviário surgiu a partir de um estudo que apontou locais com maior concentração de ciclistas. Foram identificados 490 quilômetros de potencial para ciclovias e ciclofaixas. - Poucas pessoas se arriscam a andar de bicicleta e temos apenas alguns trechos para isso, perto de parques. A proposta é criar uma ciclovia mais útil, em rotas de trabalhadores - destaca. Os trabalhadores que percorrem as ruas da Capital sobre duas rodas - para economizar o dinheiro da passagem, chegar antes ao destino ou fugir do ônibus lotado - precisam desviar da violência e dos perigos do trânsito. Para o jardineiro Paulo Ricardo Pinto, 46 anos, a bicicleta é vantajosa, mas a atenção deve ser redobrada. - A gente tem que cuidar o trânsito e a violência. Já fui assaltado quatro vezes - lembra. Há 14 anos ele sai de casa, na Parada 56, em Alvorada, rumo ao bairro Sarandi, na Capital, e segue ao trabalho de bicicleta. Além da rapidez, outra vantagem apresentada por Paulo são os R$ 127 que sobram todo mês, equivalente ao valor das passagens de ônibus que ele deixa de pagar. Bicicleta é ideal para quem mora próximo ao trabalho O uso de bicicletas no dia-a-dia, como faz o jardineiro Paulo, é uma possibilidade que se acena para milhares de trabalhadores que devem seguir uma tendência do futuro: morar próximo ao local de trabalho. A alternativa, principalmente para fugir do trânsito congestionado das cidades, foi destacada ontem, pelo secretário de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente do Distrito Federal, Cassio Taniguchi, especialista no assunto. Por parte do poder público, planejamento antecipado seria a saída. Ele foi um dos convidados do debate sobre mobilidade urbana, primeiro dos quatro encontros do fórum, que teve a participação da governadora Yeda Crusius e do prefeito José Fogaça. A partir das discussões, em setembro, deverá ser organizada a carta Porto Alegre do Futuro, que busca criar o Instituto Porto Amanhã.
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| Ainda este ano Porto Alegre terá sua rede de ciclovias Entrevista com o Secretário Luiz Afonso Senna. Como anda o Plano Cicloviário de Porto Alegre ? Ainda este ano teremos 18 kms, pequena parte da rede de ciclovias, inclusive com bicicletários, que implantaremos em Porto Alegre. O projeto de engenharia básica estará concluído dentro de três semanas. O governo do PT disse que implantou redes de ciclovias na cidade. Não são redes, mas trilhas, no caso o chamado Caminho dos Parques. A que se deve esta preocupação do atual governo municipal ? As cidades precisam desta alternativa de transporte, lazer e esporte. Além disto, ao financiar a III Perimetral, o BID exigiu como contrapartida a implantação de uma rede de ciclovias, mas os governos anteriores não tocaram o projeto. E o dinheiro ? Muita coisa sairá de medidas compensatórias para os casos de grandes empreendimentos na cidade.
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| Porto Alegre deverá ser segunda cidade do país a utilizar semáforos inteligentes Cidade estuda equipamentos que regulam tempo da troca na sinalização de luz automaticamente. Estão em estudo na Capital equipamentos capazes de fazer a contagem no número de veículos a passar por um semáforo e, a partir dessa informação, alterar de forma automática o tempo para a troca na sinalização de luz (verde, amarelo e vermelho). Quatorze controladores desse tipo, de tecnologia australiana, serão instalados para um período de teste na Terceira Perimetral, nos trechos da Avenida Dom Pedro II e Avenida Carlos Gomes. Segundo Thales Roberto Farias, responsável pela equipe de programação semafórica da EPTC, a parte física e de informática do sistema já está pronta. O que falta para os testes iniciarem é o sistema de comunicação de dados entre o controlador e a central, que já está sendo desenvolvido pela PROCEMPA e deve funcionar com fibra ótica. O aparelho não é visível, o único indício de que ele está presente é o laço magnético – igual ao dos pardais – no chão, poucos metros antes do semáforo. O sistema será previamente instruído para alterar o tempo de sinal verde de acordo com o número de carros que está passado. Porto Alegre será a segunda cidade do país a utilizar este sistema, ele já esta presente em Osasco, no interior de São Paulo. No mundo, cerca de 70 cidades utilizam o sistema SCATS. Hoje, Porto Alegre tem controladores “semi-inteligentes” em 90% da cidade. Eles recebem multiprogramações, ou seja, conforme o horário, podem variar o tempo na troca da sinalização. A comunicação deles com a central é feita através da linha telefônica e a cabo, sistemas que não são rápidos suficiente para o uso dos novos controladores.
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| Zero Hora 18 de maio de 2008 | N° 1560 Como fazer o trânsito andar Ainda há tempo para Porto Alegre tomar a próxima saída e evitar o gigantesco congestionamento que se forma no horizonte viário das principais cidades brasileiras. Embora o trânsito da Capital tenha se complicado velozmente nos últimos três anos, como monstra o estudo de um pesquisador da Fundação Dom Cabral, de Minas Gerais, o autor do trabalho envolvendo quatro metrópoles garante que os porto-alegrenses têm as melhores chances de escapar do pior. Ao realizar medições de tráfego e entrevistar 350 motoristas em Porto Alegre, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo, o engenheiro especialista em logística Paulo Resende lançou um alerta de que o tráfego paulistano pode congelar dentro de cinco anos, por exemplo, e o da Capital gaúcha em até 15 anos. Se em 2005 um carro estragado na BR-116 próximo ao aeroporto Salgado Filho levava três minutos e meio para gerar uma fila de cem metros, no ano passado esse tempo caiu para quase dois minutos. A boa notícia é que os gaúchos contam com as melhores possibilidades de driblar os engarrafamentos entre as regiões pesquisadas. - Porto Alegre é uma cidade mais espalhada do que as outras, o valor da desapropriação para obras é mais baixo e a situação do trânsito ainda não é tão caótica - argumenta Resende. Dados do questionário aplicado a quase uma centena de motoristas na cidade revelam que a maior parte enfrenta dois congestionamentos e perde duas horas por isso todos os dias. E mostram uma contradição: embora 48% apostem no transporte público como solução, apenas 3% usam ônibus ou trem. O secretário municipal de Mobilidade Urbana, Luiz Afonso Senna, garante que a cidade não será imobilizada: - Porto Alegre não vai parar. Para cumprir a promessa, Senna confia na recente recuperação da capacidade de investimento da prefeitura. Confira, nesta reportagem, caminhos apontados por Resende, Senna e por João Fortini Albano, professor do Laboratório de Sistemas de Transportes da Escola de Engenharia da UFRGS, para Porto Alegre escapar da tranqueira - sem apelar para medidas drásticas como pedágios ou restrições de circulação. A curto prazo Reescalonamento de horários Uma alternativa para combater o excesso de lentidão nos horários de pico é estabelecer mudanças de horários em repartições públicas, comércio, serviços, escolas, entre outros setores, a fim de evitar a coincidência de horários de entrada e saída. Assim, o fluxo de veículos ficaria melhor distribuído ao longo do dia, facilitando a circulação. Isso vem sendo aplicado em algumas cidades da Europa e dos Estados Unidos. Washington, por exemplo, conseguiu bons resultados. Prós: é uma alternativa barata e de aplicação rápida, sem depender de liberações de verbas, licitações e obras. E ajuda a combater o principal problema do tráfego, que é a concentração de veículos nos horários de pico. Contras: o principal entrave a sua aplicação é convencer empresas e organizações a mudar horários. Muitas vezes, elas são resistentes a mudanças. A aplicação depende de um acordo social costurado pelas prefeituras. Direção social Depois da disseminação do conceito de direção defensiva, cujo objetivo é evitar acidentes, um novo conjunto de regras começa a ganhar força em cidades acossadas pelos congestionamentos: a direção social. Trata-se de dirigir de forma a contribuir para a diminuição dos engarrafamentos. Por exemplo: dar sinal sempre antes de dobrar uma esquina, para que o motorista que vem atrás não precise reduzir a velocidade por não saber que atitude você vai tomar. Ou se manter na pista adequada pelo menos meio quilômetro antes de sair da via, para não trocar de faixa em cima da hora. Prós: melhora o trânsito sem depender de investimentos em infra-estrutura e, além de facilitar a circulação, ajuda a evitar acidentes. Contras: como qualquer campanha de conscientização, depende de uma eficaz divulgação e da disposição de motoristas muitas vezes rebeldes em seguir as regras. A médio prazo Sinaleiras inteligentes Muitas vezes, carros que seguem por uma via de grande movimento precisam parar no sinal vermelho mesmo que, na via perpendicular, não existam automóveis passando. Um sistema automático que dosa o tempo da sinaleira conforme o fluxo é a saída para evitar paradas desnecessárias. As informações sobre o tráfego são colhidas por sensores no asfalto ou com auxílio de câmeras e transmitidas para uma central que ajusta o tempo das sinaleiras conforme a demanda. Já está sendo instalado em Belo Horizonte. Em Porto Alegre, deve ser feito um projeto experimental. Prós: ajuda a otimizar o fluxo nas vias sem necessidade de mudanças estruturais de ampliação de capacidade. Embora o custo seja estimado em pelo menos alguns milhões de reais para uma cobertura razoável da cidade, ainda é mais barato do que obras pesadas de infra-estrutura. Contras: exige capacidade de investimento e algum tempo para a implantação do sistema. Transp. público/ônibus e lotações O sistema de transporte público porto-alegrense ainda é classificado de ocioso por especialistas. Apesar de ser considerado eficiente em comparação com outras capitais, o conjunto de ônibus e lotações da Capital ainda não atrai em número suficiente os usuários a partir da classe média. Um dos projetos nessa área é o Portais da Cidade - que criará estações de transbordo nas proximidades do Centro e facilitará a ligação com outras regiões da cidade. Espera-se que a licitação seja lançada nos próximos meses, e as obras, concluídas em dois anos. Prós: o uso do transporte público é apontado pela maioria dos especialistas como medida fundamental para desafogar as cidades. Qualquer investimento nessa área é bem-vindo. Contras: o sucesso depende da adesão da população. É preciso criar um sistema atrativo (rápido, limpo, pontual) para estimular os motoristas a deixarem o carro na garagem. Ciclovias Faixas de circulação exclusivas para bicicletas podem ajudar a aliviar o tráfego ao substituir os carros. Na sexta-feira, o prefeito José Fogaça recebeu o Plano Diretor Cicloviário de Porto Alegre, identificando 495 quilômetros de ruas e avenidas favoráveis à circulação de bicicletas. Em cidades européias, essa é uma prática que ganha cada vez mais força. Em Paris, é possível até contar com bicicletas de uso público (foto acima). Prós: além de favorecerem o trânsito, as bicicletas reduzem a emissão de poluentes. O custo de implantação também é inferior ao de grandes obras viárias. Contras: é uma solução apenas para médias distâncias, para quem precisa percorrer até cinco, seis quilômetros. A longo prazo Obras de ampliação de capacidade A construção de viadutos (foto abaixo, as obras do viaduto Leonel Brizola, na zona norte da Capital), ampliação de vias e alargamento de cruzamentos são algumas das obras de infra-estrutura que aumentam a capacidade física da malha viária. O problema é que, no Brasil, devido à falta de recursos, esses investimentos são feitos quando o trânsito já ameaça parar. Assim, logo que a obra é concluída, a saturação já está a caminho novamente. A Terceira Perimetral porto-alegrense é um exemplo. A saída seria fazer as obras antes que elas se tornassem obrigatórias, para prevenir os problemas em vez de remediá-los. Em Porto Alegre, a concretização da 4ª Perimetral - tendo como eixo principal a Avenida Manoel Elias - seria um exemplo. Prós: Na Capital, essas obras são consideradas mais viáveis do que em outras capitais como Rio ou São Paulo por ser uma cidade menos concentrada e apresentar valor mais baixo para desapropriações. Contras: costumam exigir um alto valor de investimento. Isso acaba adiando sua realização até a situação se tornar insustentável. Nesse caso, sua vida útil acaba encurtada. Transporte público/Metrô Embora a simples existência de um metrô subterrâneo não seja garantia de um trânsito organizado no futuro, ele é considerado pré-requisito para o crescimento de qualquer metrópole pela capacidade de transferir grande parte do movimento da superfície para o subsolo. Nova York é um exemplo de grande cidade que não teria conseguido se desenvolver sem esse tipo de transporte. Outras cidades brasileiras, como Belo Horizonte, Salvador, Recife e Fortaleza, estão à frente de Porto Alegre na implantação de linhas de metrô. Prós: é um meio de transporte eficiente, não estando sujeito a congestionamentos, e de grande capacidade. É considerado uma necessidade para o futuro. Contras: é um investimento de grande monta, podendo chegar a quase R$ 2 bilhões para a implantação de uma linha de dimensões razoáveis. Ainda exige quase uma década de obras e conjunção política de município, Estado e governo federal para dar conta do tamanho do investimento. Corredores expressos Uma saída para problemas crônicos de engarrafamento é a transformação de algumas vias em corredores expressos. Isso significa eliminar as sinaleiras e os cruzamentos ao longo do trajeto para aumentar a velocidade média do fluxo. O acesso a ruas e avenidas, por isso, é feito por meio de rampas. No Brasil, a Linha Vermelha (que liga o centro do Rio à Baixada Fluminense) e a Marginal Tietê, em São Paulo, são vias desse tipo. Na Região Metropolitana, a BR-116 é um exemplo citado por alguns especialistas como candidata à transformação em via expressa. Prós: é uma maneira de aumentar a capacidade de vias antes que elas saturem por completo, a um custo mais baixo do que construir uma avenida ou rodovia alternativa - embora essas iniciativas possam se complementar. Contras: é uma saída pontual para apenas algumas vias, e exige investimentos de valor considerável para construir rampas de acessos.
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