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| Super Moderator ![]() Join Date: Mar 2008 Location: Porto Alegre, Brasil
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| Revista Exame 26.06.2008 “São Paulo ainda não é global” Especialista explica por que a maior metrópole brasileira ainda não está na lista de cidades mais atraentes para os investidores estrangeiros Ao longo deste século, a competição por investimentos não se dará mais entre países, mas, sim, entre cidades. Nessa grande disputa global, Londres tem sido a mais bem-sucedida. Um dos responsáveis por essa façanha é o britânico Michael Charlton, que preside a agência de atração de investimentos Think London. 1 - O seu trabalho é vender a cidade de Londres mundo afora. Quem são hoje os seus principais concorrentes? Tradicionalmente, competíamos com outras cidades européias, como Paris e Munique. Hoje, o importante para as companhias é encontrar talento e as melhores condições para fazer negócios, onde quer que estejam. Por isso, nos últimos três anos, entraram na lista algumas metrópoles do mundo emergente. 2 - Quais metrópoles do mundo emergente se destacam? Já concorremos com cidades como Xangai, na China, e Mumbai, na Índia, para atrair algumas empresas. Mas devo dizer que, até agora, nunca competimos com São Paulo. A cidade ainda é um centro regional para a América Latina, e não um centro global. 3 - O que São Paulo precisa fazer para tornar-se um destino mais atraente para os empresários estrangeiros? O governo tem de permitir que os negócios aconteçam mais facilmente, o que significa menos regras e regulamentações. Para ter uma idéia, é possível abrir uma empresa em Londres em apenas um dia. Mas acho que o próprio crescimento da economia brasileira vai ajudar a mudar o status de São Paulo. Fizemos um estudo e constatamos que nos próximos dez anos a metrópole deve estar entre os nossos grandes concorrentes. 4 - Londres é considerada a melhor cidade do mundo ?para fazer negócios. O que faz com que a metrópole ocupe essa posição? Um motivo determinante é a abertura da cidade para os investimentos. Apesar da globalização, muitos países têm se fechado cada vez mais. Por exemplo, nos Estados Unidos, o governador do estado de Missouri se manifestou contra a compra da americana Anheuser-Busch pela européia Inbev. Isso nunca aconteceria em Londres. 5 - Em geral, Londres passa a imagem de uma cidade cara. Isso faz com que fique mais difícil promovê-la? Não vou fingir que Londres não é cara. Ao contrário, posicionamos a cidade como um produto “premium”. Então, vale a mesma regra de outros produtos: você pode comprar uma bolsa Gucci ou qualquer outra bolsa mais barata. Um endereço em Londres adiciona credibilidade às empresas e as possibilita, por sua vez, cobrar mais por seus produtos e serviços. 6 - Qual a relevância das empresas de países emergentes para Londres? Cerca de 75% das empresas que atraímos são de países desenvolvidos, mas a participação dos emergentes vai aumentar no futuro. Há dois anos, criamos um programa específico chamado Touchdown, que já existe na China, na Índia e no México e estamos lançando agora no Brasil. Damos assistência para que as companhias que queiram se internacionalizar optem por Londres. 7 - Quais empresas brasileiras vocês já atraíram? Ajudamos a Petrobras a abrir uma nova subsidiária e o banco Bradesco a se estabelecer em Londres, por exemplo. São grandes empresas. Esperamos, agora, atrair as médias, como já fizemos com várias companhias chinesas e indianas.
__________________ Ao matar seus demônios, cuidado para não destruir o que há de melhor em você. | |||||||||||
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