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| A Favor | | 11 | 78.57% |
| Contra | | 3 | 21.43% |
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| Melhorias nas cidades Candidatas * Expansão do Aeroporto Internacional Tom Jobim, que terá capacidade de 25 milhões de passageiros até 2016 * Expansão da rede ferroviária no valor de 1.1 bi * Expansão da Linha 1 do metrô * Criação dos corredores BRT (Corredor T5, Barra-Zona Sul e Ligação C) * Expansão da malha viária em 167 km * Criação da Agência Antidoping Brasileira e aumento na infraestrutura do laboratório credenciado do Rio de Janeiro (Ladetech) * Melhora na qualidade do ar * Programa de despoluição da Baía de Guanabara e das lagoas da Barra * Reflorestamento da Floresta da Tijuca, com plantio de 24 milhões de árvores * Recuperação da zona portuária, que se transformaria em destino turístico * Construção do X-Park, que depois dos Jogos vira parque público de esportes radicais em Deodoro * Aumento nos programas sociais do Governo Federal Segundo Tempo e Mais Educação Chicago* Adoção de sistemas de uso de água responsável e programa para limitar a emissão de carbono * Reforma do aeroporto O'Hare, que ganhará um novo terminal (obra começou em 2001) * Expansão de linhas de metrô e reformas dos principais terminais de ônibus, trem e metrô * Restauração da área portuária, para construção do parque olímpico Tóquio* Restauração da zona portuária para construção da principal área de competição * Expansão do Aeroporto Internacional de Tóquio * Plano de infraestrutura da cidade, de 10 anos, prevê anéis viários no entorno da zona urbana (Inter-City, Shinkuku, Shinagawa), além da construção de mais uma rodovia * 1000 hectares de área verde serão plantados Madri* Nova linha de trem urbano no noroeste da cidade, com parada na zona de competição de Ifema * Trem bala ligando Madri às vizinhas Mérida e Valência, que receberão competições * Novas estações do metrô, incluindo uma na área da Vila Olímpica * A cidade ainda tem cinco projetos de novas estradas, interligando as cidades que irão receber eventos * Construção de quatro hospitais e 55 centros de saúde até 2016
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| Zero Hora 19 de fevereiro de 2009 | N° 15884 Projeto do Rio é o mais caro entre as concorrentes O orçamento apresentado pela candidatura do Rio de Janeiro à sede da Olimpíada de 2016 é – disparado – o maior entre as quatro concorrentes. A previsão é de US$ 14,42 bilhões em gastos, e a maior parte da verba virá dos cofres dos governos. Chicago, Madri e Tóquio projetaram, respectivamente, investimentos de US$ 4,82 bi, US$ 6,11 bi e US$ 6,42 bi. Os valores e planos estão nos dossiês entregues ao Comitê Olímpico Internacional (COI), na Suíça. A cidade escolhida será anunciada pela entidade dia 2 de outubro, em Copenhague (Dinamarca). – Não podemos fazer comparação pura e simplesmente de quanto um gastou, quanto o outro deixou de gastar, como se fosse uma corrida financeira de candidaturas – disse Carlos Arthur Nuzman, presidente do comitê de candidatura. – As cidades e as necessidades são diferentes, e as aplicações são completamente diferentes. Em reais, hoje, a Olimpíada do Rio custaria R$ 33,9 bilhões. É nove vezes mais do que foi gasto nos Jogos Pan-Americanos de 2007. Orçado em R$ 409 milhões, o evento custou R$ 3,7 bilhões. A previsão é de que R$ 23,2 bilhões (80%) sejam gastos com infraestrutura e serviços públicos. O comitê não informou qual a participação de cada esfera de poder (federal, estadual e municipal). Os gastos do comitê organizador estão estimados em R$ 5,6 bilhões. Desses, 31% devem vir do COI e de seus patrocinadores, 45% da iniciativa privada e 24% dos governos – município, Estado e União entrariam com um terço cada um. Em relação às instalações esportivas apresentadas no dossiê, o comitê diz que 54% delas já existem, 20% serão temporárias e apenas 26% teriam que ser construídas. Já as despesas com reformas no Maracanã, escolhido como palco de abertura e encerramento da Olimpíada, devem ser mínimas. Isso porque o estádio deverá passar por obras ao custo aproximado de R$ 400 milhões para a Copa do Mundo de 2014. Orçamento / Diferença (*) Rio / US$ 14,42 / – Chicago / US$ 4,82 bi / 199,17% Madri / US$ 6,11 bi / 136,01% Tóquio / US$ 6,42 bi / 124,61% (*) Percentual do Rio acima dos gastos previstos pelas outras candidatas Vilas olímpicas trazem peculiaridades de candidatas Nenhum projeto reflete tanto o espírito de cada cidade quanto as vilas olímpicas. Elas trazem peculiaridades que se aproximam do estilo de vida e do projeto de cada uma das candidatas. Rio – Terá, por exemplo, a Rua Carioca, que reproduzirá em seu percurso atrações “vibrantes’’ e “acolhedoras’’ da cidade. Ela estará localizada bem no centro da Vila e contará com bares, restaurantes e lojas. A Vila também contará com mais de 17,7 mil camas, comparada às 16 mil exigidas pelo COI e às 8 mil pedidas para a Paraolimpíada. Além disso, assegura uma praia privada para os atletas. Chicago – Oferece a mesma regalia, à beira de lago, e a possibilidade de os atletas ficarem conectados à internet em qualquer ponto da Vila. Tóquio – Promete um clima mais zen. O comitê local fez adaptações de acordo com ideias de esportistas japoneses, que sugeriram, entre outras coisas, a criação de “oásis” espalhados pela vila, onde é possível relaxar. Outra exigência foi a aquisição de elevadores rápidos para evitar o desperdício de tempo, cardápios bem variados e maior número de restaurantes. Madri – Baseia-se “em filosofia de cidade mediterrânea compacta”, para facilitar o relacionamento entre os atletas.
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| UOL 01/04/2009 - 07h01 Na contramão de Obama, grupo faz protesto contra Chicago-2016 A candidatura do Rio de Janeiro para ser sede dos Jogos Olímpicos de 2016 tem um importante aliado e de onde menos poderia se esperar. Se por um lado a cidade de Chicago - uma das três concorrentes da capital fluminense - conta com o apoio do novo presidente norte-americano Barack Obama, por outro tem um grupo de moradores da própria cidade que é contra a realização da Olimpíada. O comitê "No Chicago Games" reúne pessoas da cidade que são contra os gastos envolvidos para a disputa dos Jogos de 2016. Eles pretendem fazer uma série de protestos entre os dias 2 e 8 de abril, quando uma comissão do Comitê Olímpico Internacional (COI) estará no local para avaliar a candidatura. O principal argumento dos articuladores do movimento é que a maior cidade do estado do Illinois tem outras necessidades prioritárias para o gasto do dinheiro público. "Precisamos de melhores hospitais, moradias, escolas e trens. Brigue, fale alto, proteste, cale a candidatura de Chicago. Eles jogam, nós pagamos", diz o cartaz do movimento. O blog do movimento também recolhe diversas notícias que saem nos jornais locais sobre os custos com a candidatura, considerados por eles abusivos caso a cidade seja escolhida. "Ao invés de gastar dezenas de milhões de dólares tentando trazer os Jogos Olímpicos para cá, porque não limpamos nossa própria casa, tirando políticos corruptos e trazendo um pouco de sanidade fiscal para nossa cidade", diz uma das mensagens. Outro ponto de discordância do movimento é o gasto estimado com a candidatura. Apesar de Chicago ter o menor orçamento previsto entre as cidades finalistas (US$ 4,7 bilhões contra US$ 6,1 bi de Madri, US$ 6,3 bi de Tóquio, e US$ 14,4 bi do Rio de Janeiro), os protestantes usam como exemplo outras Olimpíadas para mostrar que os custos sempre acabam multiplicados em relação aos números iniciais. "Estão vendendo para os cidadãos de Chicago as mesmas meias-verdades que contaram para o povo de Vancouver em 2002. Nenhumas das previsões econômicas, das promessas de transparência, ou de desenvolvimento ambiental e social se tornaram verdade", afirmou o economista Christopher Shaw, principal articulador do movimento contra os Jogos de Inverno em 2010 na cidade canadense. "Os moradores de Vancouver nesse momento gostariam de não ter apoiado a candidatura aos Jogos. As pessoas de Chicago ainda têm a chance de evitar os erros que nós cometemos", completou o canadense, autor do livro "O Circo dos Cinco Anéis: Mitos e Verdades sobre os Jogos Olímpicos". Para recolher fundos para o movimento, o "No Chigago Games" disponibilizou em seu site oficial um link onde as pessoas podem fazer doações ou até mesmo comprar camisetas com os dizeres oficiais da campanha. "Precisamos imprimir folhetos, alugar equipamento de som, pagar por correspondências e mandar um videorrepórter para entrevistar pessoas enganadas em Vancouver", afirma a mensagem sobre as doações. Nem apoio de Obama ajuda candidatura Assim que foi eleito presidente dos Estados Unidos no ano passado, Barack Obama já levantou a bandeira dos Jogos Olímpicos em sua cidade, pregando ajuda do governo para isso, para alegria dos organizadores da candidatura de Chigago. "Os Estados Unidos se sentiriam honrados em ter mais uma vez a oportunidade de sediar os Jogos e servir o movimento olímpico. Como presidente eleito, eu vejo as Olimpíadas como a oportunidade de nossa nação dar as boas-vindas às outras nações do mundo e fortalecer as nossas amizades ao redor do globo", disse Obama na época. Mas nem assim a candidatura norte-americana conseguiu empolgar. Segundo o site Games Bids, a cidade de Chicago é a que tem menos chances de ser sede em 2016 com 58.37 pontos em um ranking que avalia as condições de cada uma das candidatas, atrás de Madri (58.73), Rio de Janeiro (59.95), e Tóquio (61.41).
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| UOL 03/04/2009 - 12h29 Candidatura do Rio para Jogos Olímpicos é assunto de Estado, diz Lula LONDRES - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na manhã de hoje, em Londres, que a candidatura do Rio de Janeiro para ser sede da Olimpíada de 2016 será tratada como um assunto de Estado pelo governo brasileiro. Ele fez a afirmação ao visitar as obras do Parque Olímpico de Stratford, área leste da capital inglesa, que vai sediar os Jogos Olímpicos de 2012. De acordo com Lula, os recursos para preparar a cidade para o evento podem sair dos bancos públicos federais. Lula afirmou que, em conjunto com o governo estadual e a prefeitura do Rio, vai "assumir a realização da Olimpíada como compromisso do Estado brasileiro". Acrescentou que a verba para construção de um futuro complexo esportivo pode sair do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Ele disse também que, pela característica geográfica, a América do Sul deve sediar a competição esportiva. "Os Jogos Olímpicos não podem ser privilégio apenas do que eles consideram o mundo desenvolvido. A Olimpíada é um momento esportivo sem precedência na história do mundo e a América Latina, e sobretudo a América do Sul, tem o direito de sediar uma Olimpíada, sobretudo o Brasil, que tem mais de quinze mil quilômetros de fronteiras com países da América do Sul." O objetivo da visita de Lula ao Parque Olímpico de Stratford foi conferir o andamento das obras que começaram em julho do ano passado e podem servir de modelo para que o Rio de Janeiro sedie as Olimpíadas de 2016. O Rio de Janeiro é uma das cidades que estão na disputa para ser sede dos Jogos Olímpicos de 2016. As outras candidatas são Chicago (Estados Unidos), Tóquio (Japão) e Madri (Espanha). Durante a visita ao canteiro de obras do Parque Olímpico em Stratford, Lula estava acompanhado do ministro do Esporte, Orlando Silva, do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Artur Nuzman, do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e do prefeito da cidade, Eduardo Paes.
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| UOL 02/05/2009 - 17h41 Após sabatinas e visita maquiada, COI elogia candidatura Rio-2016 A comissão de inspeção do Comitê Olímpico Internacional (COI) cumpriu o protocolo neste sábado e, após o fim de uma semana de trabalhos no Brasil, elogiou o Rio de Janeiro. O mesmo já tinha sido feito em Chicago e Tóquio, as duas primeiras visitas do time, que a partir de segunda-feira inspeciona Madri. O resultado dessas viagens será um relatório, entregue aos eleitores que irão decidir, no dia 2 de outubro, onde serão realizados os Jogos Olímpicos de 2016. "Estamos muito inmpressionados com o que o Rio pode oferecer ao movimento olímpico. Em nossa estadia, vimos a unidade do time de candidatura sob liderança do COB e o alinhamento dos três níveis de governo com o presidente Lula, o governador (Sérgio) Cabral e o prefeito (Eduardo) Paes. O trabalho do comitê de candidatura foi profissional, mostrou trabalho duro e foram hospitaleiros", definiu Nawal El Moutawakel, chefe da comitiva do COI. O elogio ao Rio chega após uma visita marcada pela maquiagem da cidade, com remoção de sem-tetos e ambulantes e tour pelas sedes durante um feriado praticamente sem trânsito. Protestos, como os que aconteceram nos EUA e no Japão, foram discretos. O único que foi ao Copacabana Palace foi o relações públicas Eduardo José, com um cartaz em inglês contra a escolha do Rio para os Jogos. Em entrevista ao diário Lance, ele afirmou que recebeu uma proposta de emprego de um representante da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) para parar de protestar. Quem também mostrou descontentamento foi um grupo de velhinhas, que faz hidroginástica no parque aquático Júlio Delamare. Elas foram às ruas de preto no sábado, quando a comissão de inspeção visitou as instalações. O Júlio Delamare será demolido para a adequação do Maracanã à Copa do Mundo. Fora as senhoras e os envolvidos, a visita mostrou uma cidade quase vazia ao COI. Feriado de 1º de maio, poucas pessoas foram às ruas para acompanhar os estrangeiros, que rodaram pela cidade, por cerca de 9 horas, em um ônibus movido a biodiesel. Apesar de uma semana de campanha pela TV para a população vestir verde-amarelos, não aconteceram manifestações espontâneas de apoio. A comissão foi recepcionada, em todas as instalações, por pessoas com a camisa do Rio-2016, convocadas pelo comitê organizador. Durante a viagem, foi impossível vedar as janelas para problemas da cidade. No trajeto entre Copacabana e Barra, passaram ao lado, por exemplo, da favela da Rocinha. Ao longo da linha amarela, no caminho para o Engenhão, cortaram a Cidade de Deus. Esse fato fez o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, declarar que "nada tinha sido escondido". Apesar disso, a Folha de S.Paulo presenciou a remoção de sem-teto em áreas do centro da cidade, no Aterro do Flamengo e na região do Maracanã. No primeiro vídeo mostrado à comissão, inclusive, comunidades carentes não foram mostradas. Um contato mais próximo com esse universo aconteceria neste sábado, no morro Santa Marta, que é comandado pela polícia, mas os membros do COI acabaram declinando o convite, feito pelo governador Sérgio Cabral. Ainda para impressionar os 13 membros da comissão, chefiados pela campeã olímpica marroquina Nawal El Moutawakel, o Rio-2016 desfilou uma série de autoridades. A principal delas foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Sempre com o discurso de união dos três níveis de governo, participaram das sabatinas ministros do governo federal, cinco no total, e secretários estaduais e municipais. Até mesmo Pelé apareceu. Ele jantou com os membros do COI no morro da Urca, na quinta-feira, e os recepcionou no Maracanã, na sexta. "Sai com vários cartões. Eles querem voltar à cidade, mas quando não estiverem a trabalho". Se esses planos se confirmarem, os que voltarem ao Brasil poderão ver um Rio sem maquiagem.
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