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Old 14th February 2009, 14:39   #1
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Default São Paulo - Copa 2014

SÃO PAULO 2014



Thread sobre a candidatura da Cidade de São Paulo para a copa de 2014.

Aqui iremos reunir a estrutura atual e futura da cidade para a copa, bem como todas as idéias e projetos referentes a copa de 2014...
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Old 14th February 2009, 14:46   #2
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Estádios de Futebol


A princípio a copa de 2014 será realizada no estádio do morumbi que será completamente reformado para se adequar as exigências da FIFA...

Tudo indica que o projeto do Morumbi 2014 será o do famoso arquiteto Ruy Ohtake


Morumbi por Ruy Ohtake


Thread sobre o estádio - http://www.skyscraperlife.com/projet...tml#post579541






Arena Palestra Itália


Thread do Projeto - São Paulo (SP) / Arena Palestra Itália / Estádio do Palmeiras





Principais Obras de Infra-Estrutura


* Rodo Anel


Thread - São Paulo & Região Metropolitana(SP) / SP-021 / Rodoanel Mário Covas


O Rodoanel Mário Covas é a obra de infra-estrutura mais importante para o Estado. Está sendo construído em torno da Região Metropolitana de São Paulo com o objetivo de aliviar o intenso tráfego, sobretudo de caminhões, nas duas vias marginais da cidade - Pinheiros e Tietê - facilitando o acesso à metrópole. No total, terá 175 km de extensão.


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* Trem Bala


Thread - São Paulo (SP) a Rio de Janeiro (RJ) / Trem Bala


Trem de alta velocidade ligando São Paulo ao Rio de Janeiro





Metro - Linha 4


Thread - São Paulo (SP) / Metro de São Paulo - Linha 4


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Last edited by paolapoa; 14th February 2009 at 15:24..
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Old 14th February 2009, 14:57   #3
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Revista Exame
13/02/09

As dez obras para a Copa que podem mudar a cara de São Paulo


Governos prometem evitar erros do Pan-2007 e deixar como legado da Copa obras que ajudarão a resolver os problemas da cidade


O Pan-2007 é o exemplo de tudo o que o Brasil não deve fazer nos preparativos para a Copa de 2014. Cálculos preliminares do Tribunal de Contas da União mostram que o gasto público para a realização dos jogos no Rio de Janeiro chegaram a 3,6 bilhões de reais - ou 500% a mais que o previsto inicialmente. O Pan mais caro da história não trouxe as benfeitorias que se previa à cidade. O dinheiro foi gasto principalmente na construção de novas instalações esportivas - mesmo quando era possível reformar as existentes.

Considerado o maior "elefante branco" do Pan, o estádio João Havelange (também conhecido como Engenhão), por exemplo, consumiu 380 milhões de reais. O estádio foi construído a poucos quilômetros do Maracanã, em uma zona considerada pouco segura pelos cariocas. Após o Pan-2007, o Engenhão foi concedido ao Botafogo por um prazo de 20 anos em troca de um aluguel mensal de 36 mil reais.

Por esse valor, o poder público levará cerca de 880 anos para recuperar o dinheiro investido. Com a priorização da construção de instalações esportivas, faltou dinheiro para obras importantes para a cidade, como a despoluição da baía de Guanabara e a construção de uma linha de metrô.

As cidades que abrigarão os jogos da Copa só serão confirmadas em 20 de março, mas cinco sedes já são consideradas óbvias: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Brasília. Ao menos em São Paulo, o poder público diz ter aprendido a lição do Pan-2007.

O estádio do Morumbi será reformado com o investimento de 135 milhões pelo São Paulo Futebol Clube e por empresas parceiras - sem a utilização de dinheiro público. Como o projeto aproveita a estrutura já existente, a reforma do Morumbi tem o menor orçamento entre as 17 arenas que ainda concorrem para abrigar partidas da Copa.

Sem a necessidade de gastar com instalações esportivas, o governador José Serra (PSDB) tem afirmado que só vai colocar dinheiro em projetos para a Copa que beneficiem a população, antes e depois do evento. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) diz que os investimentos públicos em infra-estrutura na cidade devem alcançar 20 bilhões de reais até 2014.

A maior parte desse dinheiro será utilizada na melhoria da mobilidade urbana, um do grandes defeitos da cidade, segundo a Fifa. "A melhoria da mobilidade urbana é melhor legado que a cidade de São Paulo pode ter da Copa porque aumentaria dramaticamente a produtividade dos trabalhadores e das empresas", diz Fernando Leme Fleury, professor da Business School São Paulo e consultor na área de infra-estrutura.

São Paulo ainda disputa com Brasília e Belo Horizonte o direito de abrigar a partida de abertura da Copa - a final deve ocorrer no Maracanã, principalmente para que o Brasil tenha a chance de sepultar o trauma de perder em casa na final da Copa de 1950.

Entre os pontos fortes de São Paulo, estão a rede hoteleira e hospitalar, a existência de um aeroporto internacional, a maior malha de voos do país, uma polícia treinada para grandes eventos, um centro de negócios importante para patrocinadores e uma mão-de-obra no setor de serviços bastante qualificada. Ainda a favor de São Paulo estão as boas chances de José Serra vencer a eleição presidencial em 2010 e ocupar o cargo de presidente durante a Copa de 2014.

Por outro lado, Brasília não tem problemas de mobilidade urbana comparáveis aos de São Paulo e, como capital do país, abriga o centro de poder político. Por esse motivo, São Paulo apresentou à Fifa um dossiê com 34 cadernos e 28 DVDs em que se compromete a ampliar um de seus aeroportos, construir uma nova avenida nas proximidades do Morumbi e terminar a construção da linha 4-Amarela do Metrô, cuja estação final estará localizada a cerca de 1 km do estádio.

Outras obras que poderão ficar prontas até 2014 e que de alguma forma poderão tornar São Paulo mais preparada para receber a Copa são o Rodoanel, o Expresso Aeroporto, o trem-bala entre Rio e São Paulo, a revitalização da região central da cidade e a Arena Palestra Itália. "É uma grande oportunidade para resolvermos nossos problemas de infra-estrutura", diz o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf.

Além dos ganhos de produtividades gerados pela redução dos congestionamentos, São Paulo também pode ficar com uma boa parte do enorme faturamento que uma Copa costuma trazer a uma cidade. Na Alemanha, apenas o faturamento da Fifa chegou a 8 bilhões de euros. Na África do Sul, os pacotes para assistir a todas as fases do Mundial custam cerca de 30 mil dólares. O dinheiro dos ingressos, da venda dos direitos de transmissão das partidas e das cotas de patrocínio são da Fifa.

As cidades podem faturar alto com o turismo e com a organização das "fun fests" - ou festas em locais públicos onde milhares de pessoas assistem aos jogos em telões. Na Copa da Alemanha, estima-se que 18 milhões de pessoas assistiram aos jogos em "fun fests" - enquanto apenas 3,3 milhões compraram ingressos para os estádios. Em São Paulo, a prefeitura analisa realizar esses eventos no vale do Anhangabaú, avenida Paulista, parque do Ibirapuera ou praça Campos de Bagatelle.

Se São Paulo obtiver o direito de sediar a partida de abertura, a cidade teria a chance de se mostrar para o mundo como uma centro turístico e cultural. Nos dias que antecedem o Mundial, a imprensa do mundo inteiro estará na cidade sem partidas oficiais para cobrir e terá tempo para mostrar atrações da cidade, como restaurantes, teatros, museus, cinemas e shoppings.

Outro legado para a cidade - e para o Brasil também - seria a valorização do futebol brasileiro. Estádios maiores e mais confortáveis poderiam atrair um número maior de pessoas, aumentar a receita dos clubes e ajudar a reter craques que hoje migram muito jovens para o exterior.

Os direitos de transmissão dos jogos e os patrocínios aos clubes têm crescido exponencialmente nos últimos anos - e poderiam ter um novo impulso. "A Copa é a grande oportunidade de darmos um novo salto", diz o advogado Ivandro Sanchez, especialista em contratos de futebol do escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice.

O grande obstáculo a ser vencido é a falta de organização do poder público. O Brasil foi confirmado como sede da Copa de 2014 em outubro de 2007 e, de lá para cá, poucos avanços foram vistos. O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, esbanja otimismo: "Ainda temos tempo.

A seis anos da Copa, nenhum país no mundo já tinha tudo pronto para o evento." Ele tem razão, mas não há tempo a perder, principalmente em tempos de crise e escassez do crédito.
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13/02/09

Cinco obras da Copa estão com projeto pronto, mas a execução é indefinida

Não há data certa para o início da construção da Arena Palestra Itália, do Expresso Aeroporto e da avenida perimetral nem para a ampliação dos aeroportos e a revitalização do Centro - mas os projetos já estão prontos



Cinco das dez principais obras em São Paulo para a Copa do Mundo já têm projetos bastante detalhados de construção. Faltam apenas pequenos ajustes para que os projetos comecem a sair do papel:


1 - Arena Palestra Itália

O Palmeiras planeja construir um dos estádios mais modernos do Brasil no mesmo local onde está hoje o Parque Antarctica. O clube já não alimenta esperanças de abrigar um jogo da Copa de 2014 após a Prefeitura de São Paulo, o governo paulista e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) terem indicado para a Fifa o estádio do Morumbi como palco das partidas na cidade.

Dirigentes palestrinos, no entanto, ficariam bastante contentes se o novo estádio, batizado provisoriamente de Arena Palestra Itália, fosse escolhido para abrigar jogos da Copa das Confederações em 2013 ou servisse de centro de treinamento para alguma seleção de futebol - de preferência, a italiana.

Dentro do raio de 100 km de distância da capital, há cinco estádios aptos a comportar treinos e amistosos das seleções visitantes: Pacaembu (São Paulo), Jundiaí, Barueri, Campinas e Santos.

Se a Arena Palestra Itália sair do papel, o estádio será o favorito para abrigar os treinamentos do cabeça-de-chave que jogar em São Paulo. O novo Palestra custará cerca de 250 milhões de reais e terá sua capacidade aumentada para 42 000 pessoas.

A execução da obra ficará a cargo da WTorre Empreendimentos, uma das maiores construtoras de imóveis comerciais do Brasil. O contrato assinado em julho de 2008 prevê que o Palmeiras cederá o uso da superfície por 30 anos à construtora, que, em troca, terá de arcar com todo o investimento para a construção e a administração do estádio. O projeto é assinado pelo arquiteto português Tomás Taveira, que desenhou três estádios em Portugal construídos para a Eurocopa de 2004.

A WTorre espera iniciar a construção da arena no final deste ano. A conclusão demoraria mais 28 meses, período em que o Palmeiras deverá mandar seus jogos em estádios como o Pacaembu, o Morumbi e a Arena Barueri. As atuais arquibancadas, em forma de ferradura, serão fechadas, passando a constituir um círculo completo.

Em cima, será construído um segundo anel sobre o qual haverá uma cobertura. Só o gramado permaneceria descoberto, conforme aconselha a Fifa. Não haverá pista de atletismo, que afasta o público dos gramados e torna menos interessante a experiência de assistir aos jogos no estádio.

O diretor-superintendente da WTorre Empreendimentos, Solano Neiva, planeja alcançar uma rentabilidade de ao menos 15% ao ano com o estádio. Nos jogos em que o mando de campo é do Palmeiras, toda a bilheteria será do clube, com exceção da parcela da renda destinada a cobrir as despesas de utilização (cerca de 25 mil reais por partida).

Nos jogos de outros times, o aluguel entrará no caixa da construtora. Outra forma de a WTorre levantar receitas será com a construção de 200 camarotes com capacidade para abrigar um total de 2.000 pessoas. O direito de se sentar nesses locais seria comercializado com empresas. Também haverá 10 mil cadeiras cativas que poderiam ser adquiridas por torcedores, gerando receitas para a construtora.

O nome do estádio também será negociado com alguma empresa, como foi feito na Europa com a Allianz Arena (um acordo entre a seguradora Allianz e o clube alemão Bayern de Munique) e o Emirates Stadium (nome adquirido pela companhia aérea Emirates junto ao time inglês Arsenal).

Atual patrocinadora do Palmeiras, a fabricante de eletroeletrônicos Samsung tem o direito de preferência para atrelar sua marca ao estádio. O advogado Ivandro Sanchez, especialista em contratos de futebol no escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice, afirma que batizar o estádio com uma marca só funciona quando o nome é dado logo a partir da primeira partida. "Seria impossível mudar o nome do estádio do Morumbi hoje, 50 anos após sua construção. Ninguém falaria o novo nome", afirma.

A WTorre também seguirá a recomendação da própria Fifa de construir uma arena multiuso, que possa ser utilizada para partidas de outros esportes ou para shows musicais. Atrás do campo, haverá uma estrutura coberta para shows com capacidade para abrigar até 15 000 pessoas sem prejudicar o gramado.

"Essa é uma forma de viabilizar financeiramente o empreendimento. São necessários cerca de cem eventos por ano para tornar o investimento lucrativo - e o Palmeiras só mandará ali umas 50 partidas por ano", afirma Ivandro Sanchez.

A construtora também espera abrigar sob as arquibancadas do estádio e nas imediações outros estabelecimentos comerciais, como restaurante panorâmico, auditório e estacionamento com 1.400 vagas. O plano diretor da cidade de São Paulo, no entanto, estabelece um limite para a área construída equivalente a 30% do terreno total.

Solano Neiva, da WTorre, defende que a Câmara dos Vereadores de São Paulo aumente esse teto para 50%. "Isso já foi feito para hotéis e hospitais e deveria ser estendido para estádios, como acontece em outras cidades do mundo", afirma.

"Fica impossível cumprir todas as exigências da Fifa, ampliar as áreas de circulação, ter arquibancadas sem pontos cegos, destinar 2.000 lugares para a imprensa, ter rotas de fuga para evacuação em no máximo oito minutos e ainda construir outros equipamentos no estádio com essa legislação arcaica."

Neiva diz que a Câmara pode colocar em votação um projeto que faria essa mudança nos próximos meses, mas que, por enquanto, vai tocar o projeto respeitando a normas atuais. A construção de novos estabelecimentos comerciais e a realização de um número maior de eventos seriam bastante importantes para viabilizar o projeto da WTorre, principalmente nesse momento de crise.

Com o crédito caro e escasso, os custos de captação de dinheiro para a construção do estádio deverão ser elevados. A WTorre garante que o projeto continua de pé apesar da mudança do cenário econômico. A meta de obter uma rentabilidade de 15% ao ano, no entanto, ficou mais distante.


2 - Ampliação e modernização dos aeroportos

A Copa pode servir como uma grande justificativa para São Paulo resolver seu antigo gargalo aeroportuário. A cidade foi palco do maior acidente da história da aviação brasileira em 2007, quando um Airbus da TAM atravessou a pista do aeroporto de Congonhas e colidiu com um prédio, matando 199 pessoas.

A tragédia mostrou a necessidade da ampliação da capacidade aeroportuária da cidade, com a construção de um novo aeroporto ou a ampliação de Cumbica (Guarulhos) ou Viracopos (Campinas), permitindo que Congonhas seja desafogado. Cerca de um ano e meio após o acidente, no entanto, nenhum projeto saiu do papel.

Os governos federal e estadual sonham em ampliar o aeroporto de Cumbica com a construção de uma terceira pista de pousos e decolagens. A obra permitiria aumentar a capacidade anual de transporte de 20 milhões para 30 milhões de passageiros.

A localização também favorece o investimento em Cumbica. O aeroporto está localizado a pouco menos de 30 km do Centro de São Paulo e, em cerca de três anos, poderá já estar ligado à região central da cidade por meio de um Trem Expresso.

No entanto, por descuido dos governos nas últimas décadas, a área onde seria construída a terceira pista foi invadida. Hoje seria necessário desapropriar cerca de 30 mil pessoas que não querem deixar o local. Disputas judiciais em torno da posse do terreno poderiam levar anos para serem resolvidas.

Além disso, o projeto da terceira pista também enfrentaria dificuldades na obtenção de licenças ambientais. Esses dois obstáculos podem ser vencidos, mas dificilmente até 2014. A data também parece apertada para a construção de um novo aeroporto nos arredores da cidade. Diversas cidades gostariam de abrigar o novo aeroporto - entre elas, Jundiaí e Itapecerica da Serra - mas nenhuma possui um projeto pronto e com licenças ambientais garantidas.

Por isso, especialistas apostam que o governo deverá investir suas fichas em Viracopos. O aeroporto serve hoje principalmente para aviões de carga. O projeto de ampliação, entretanto, prevê o aumento da capacidade de transporte de passageiros dos atuais 1,5 milhão de pessoas para 8 milhões. O governo poderia atender ao pedido da Fifa de concluir a ampliação do aeroporto até 2013, quando ocorrerá a Copa das Confederações.

As principais vantagens de Viracopos são a existência do espaço necessário para a ampliação sem a necessidade de desapropriações, o aproveitamento da infra-estrutura já existente e a excelente visibilidade da pista - onde dificilmente há neblina, ao contrário de Cumbica. Já os principais obstáculos seriam:

1) acostumar os paulistanos a utilizar um aeroporto localizado a mais de 90 km do centro da cidade;

2) adequar a malha aérea nacional e internacional, bastante concentrada em Congonhas e Cumbica. “O governo poderia vencer esse obstáculo com a inclusão de uma perna para Campinas no projeto de trem-bala que vai ligar São Paulo ao Rio de Janeiro”, diz o presidente do Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco), José Roberto Bernasconi. Por enquanto, no entanto, nem o próprio projeto do trem-bala está fechado.

Já o aeroporto de Congonhas deverá ser ampliado nos próximos anos, mas sem o aumento da atual capacidade de transporte de passageiros. A Prefeitura de São Paulo e o Governo do Estado negociam com o Ministério da Defesa e a Infraero (empresa que administra os aeroportos) a ampliação das duas pistas em cerca de 1.100 metros, com maiores áreas de escape. A obra custaria cerca de 400 milhões de reais e aumentaria a segurança nos pousos e decolagens. A prefeitura faria as desapropriações e o governo federal seria responsável pela construção das pistas.

3 - Construção do Expresso Aeroporto

O governo paulista espera que até 2012 esteja em operação a linha de trem que vai ligar o Centro de São Paulo ao aeroporto de Cumbica (Guarulhos). Com a ferrovia de 28 km, o paulistano conseguirá chegar ao aeroporto em apenas 20 minutos - e sem o risco de perder o embarque no avião devido a congestionamentos de vias.

O projeto do Expresso Aeroporto, como vem sendo chamado, já está pronto e prevê que a obra será erguida por uma empresa privada. A concessionária terá de investir 1,4 bilhão de reais na construção da linha. Em troca, o vencedor da licitação poderá cobrar até 35 reais por passagem entre a Estação da Luz, no Centro, e o aeroporto de Cumbica.

O governo estima que inicialmente 19 mil pessoas usarão o serviço por dia. A tarifa de 35 reais é superior ao que se cobra hoje pelo serviço de ônibus entre a região central da cidade e o aeroporto, mas é bem inferior ao que se pagaria para ir de táxi.

O Expresso Aeroporto terá uma linha subterrânea entre as estações Luz e Belém, na região central de São Paulo, e depois passará a ser de superfície. Na região do parque do Tietê, os trilhos serão construídos em uma via elevada com o objetivo de reduzir o impacto ambiental.

Pelo projeto atual, paralelamente à linha que chegará ao aeroporto haverá outra, que custará mais 1 bilhão de reais e ligará o centro de São Paulo aos bairros mais populosos de Guarulhos. Esse trem terá vagões mais populares, vai parar em diversas estações e não será tão rápido.

O sistema será gerido pela CPTM - e não pela empresa que vencer a licitação do trem para Cumbica. No entanto, a concessionária do Expresso Aeroporto vai subsidiar a construção da linha para Guarulhos com o investimento de 120 milhões de reais.

A licitação do Expresso Aeroporto deve acontecer no segundo semestre. O governo estadual já gostaria de já ter realizado o leilão, mas faltaram entendimentos com a União. O governo Lula prefere que o trem-bala que vai ligar São Paulo e Rio de Janeiro pudesse também ter ramais ligando os aeroportos de Viracopos (Campinas) e Cumbica (Guarulhos) às regiões centrais da capital paulista.

Já o governo de São Paulo acha que o Expresso Aeroporto deve ser um projeto independente do trem-bala por dois motivos:

1) As estações em aeroportos poderiam reduzir demais a velocidade das viagens com o trem-bala;

2) O projeto do Expresso Aeroporto está mais adiantado. No entanto, o governo Lula pode bloquear o projeto de trem para Guarulhos porque uma estatal federal, a Infraero (que administra aeroportos), será responsável pela construção da estação de desembarque dentro de Cumbica. Um acordo é esperado para os próximos meses, pelo bem da Copa e dos paulistanos.

4 - Revitalização do Centro

Caso seja confirmada como principal ponto de embarque e desembarque do Expresso Aeroporto e do trem-bala na cidade de São Paulo, a estação da Luz, no região central da cidade, terá de sair das trevas. "Executivos vão ser o principal público desses trens.

É um usuário que precisa se sentir seguro na chegada a São Paulo", afirma Fernando Leme Fleury, professor da Business School São Paulo e consultor em infra-estrutura. O sonho da Prefeitura de São Paulo é promover uma profunda transformação no bairro da Luz, assim como foi feito em Puerto Madero, uma antiga zona portuária de Buenos Aires remodelada na década passada.

O projeto Nova Luz prevê a revitalização de 2,25 milhões de metros quadrados em plena "Cracolândia". A Prefeitura aprovou em 2005 a legislação que declarou a área de utilidade pública e criou as condições para o início das desapropriações.

Empresas privadas, principalmente as ligadas às áreas de cultura e tecnologia, ganharam enormes incentivos fiscais para instalar escritórios no local. A legislação permite às empresas transformar até 80% do valor investido em imóveis na região da Luz em créditos tributários que poderão ser utilizados para o abatimento de parcelas representativas dos tributos municipais - como o Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto sobre Serviços (ISS).

Apesar da agressividade dos incentivos fiscais, o projeto de revitalização da Luz ainda não deslanchou. Apenas 16 empresas já assinaram contratos para se instalar na região. Entre elas, estão a IBM, a Microsoft e a Atento. A Prefeitura tem enfrentado dificuldades para retirar os atuais moradores da região.

Para atacar o problema, o secretário municipal das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, afirma que vai negociar com a Câmara dos Vereadores a aprovação de uma nova lei de concessões urbanas. A proposta é permitir a venda para empresas privadas de áreas que ainda não foram desapropriadas.

O comprador ganharia o poder de desapropriação da Prefeitura e teria o direito de negociar diretamente com os moradores a desocupação dos imóveis. Entre as causas da própria lentidão, a Prefeitura aponta a necessidade de abrir licitação para a contratação dos peritos que farão a avaliação dos imóveis e as restrições impostas por lei para fechar acordos com os proprietários - por exemplo, pagando valores pouco superiores ao do laudo de avaliação.

Desde 2005, a Prefeitura só conseguiu desapropriar cerca de 10% da área planejada. "Ninguém no mundo faz um projeto como esse em menos de dez anos", afirma Matarazzo."Com a aprovação dessa lei, queremos desapropriar toda a região até o final do ano."

A primeira fase da revitalização do bairro já está sendo implementada por meio de ações do poder público. O policiamento foi reforçado para combater o tráfico de drogas. Autoridades também têm fechado dezenas de bares, hotéis e empresas de ônibus que funcionam irregularmente na região.

Nos próximos anos, a Prefeitura instalará na região as novas sedes para a Subprefeitura da Sé e a Secretaria de Serviços, o Museu da Criança, a base da Guarda Civil Metropolitana, a Prodam (Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Município), uma escola técnica e um parque.

A região já abriga importantes atrações culturais, como a Sala São Paulo, a Pinacoteca do Estado, a Estação Júlio Prestes e o Museu da Língua Portuguesa. A Prefeitura promete também reformar as calçadas, trocar os sistemas de iluminação pública e plantar árvores.

Para garantir a ocupação do local também durante a noite, a Prefeitura negocia com incorporadoras a construção de imóveis residenciais na região. Por meio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), do Governo do Estado, serão erguidos dois prédios destinados a abrigar famílias com renda entre três e seis salários mínimos. "Vamos transformar essa zona, que estava abandonada há 30 anos, em um dos melhores bairros da cidade", garante Matarazzo. Que a Luz esteja com ele.

5 - Avenida perimetral sul

A principal obra viária nas proximidades do estádio do Morumbi será a construção da avenida perimetral sul. A via correrá paralela à avenida Giovanni Gronchi e vai ligar o estádio à ponte João Dias (na marginal Pinheiros), cruzando a favela de Paraisópolis.

A Prefeitura de São Paulo deve investir cerca de 50 milhões de reais na obra. O projeto já está pronto e inclui a reurbanização de favelas, a remoção de famílias em áreas de risco e a canalização de córregos. "A prefeitura deve aproveitar para resolver o problema de enchentes no bairro", diz o presidente do Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco), José Roberto Bernasconi.

O início das obras ainda depende do avanço da atual fase de desapropriações. A expectativa é de que a avenida esteja pronta em 2013 - portanto, antes da Copa das Confederações. Em sua lista de recomendações para a Copa, a Fifa lembra que todo o público vai chegar e sair dos estádios praticamente ao mesmo tempo nos dias de jogos. A avenida perimetral sul é a grande aposta para que as quase 70 000 pessoas que assistirão aos jogos não fiquem estancadas em congestionamentos.
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13/02/09

Três obras para a Copa já começaram a sair do papel

Estádio do Morumbi, linha 4 do Metrô e trecho sul do Rodoanel devem ficar prontos bem antes de 2014


Entre as dez principais obras que podem mudar a cara de São Paulo até a Copa de 2014, apenas três já saíram da fase de projeto e estão com a construção avançada:

1 - Estádio do Morumbi

O projeto de reforma do estádio do Morumbi para a Copa de 2014, assinado pelo arquiteto Ruy Ohtake, é, acima de tudo, austero. Para atender a todas as exigências da Fifa e aumentar o conforto dos torcedores, o gasto é estimado em cerca de 135 milhões de reais, o menor valor entre as 17 arenas que ainda concorrem para abrigar partidas da Copa.

O dinheiro deve vir exclusivamente de empresas privadas. Assim que todos os contratos de parceria tiverem sido assinados, o clube promete buscar também um investidor para a construção de uma cobertura sobre as arquibancadas.

Os próprios dirigentes são-paulinos, no entanto, são prudentes e não garantem a execução dessa obra até a Copa. Segundo a Prefeitura de São Paulo, o Morumbi já atende hoje 84% das exigências da Fifa. A falta de um grande estacionamento para o público é considerada a principal deficiência do estádio.

A Fifa afirma que, em condições ideais, uma arena com capacidade para abrigar 60 mil pessoas - portanto, um pouco menor que o Morumbi - deveria ter ao menos 10 mil vagas para carros e 500 para ônibus.

O projeto do São Paulo não é tão ambicioso. O clube quer construir um estacionamento com 3.600 vagas em terrenos em volta da praça Roberto Gomes Pedrosa, localizada em frente ao estádio do Morumbi, no início da avenida Jorge João Saad. Ali seria erguido um prédio-estacionamento de cinco andares. Os terrenos foram desapropriados há mais de 20 anos e poderiam ser doados pela prefeitura ao Metrô.

De acordo com os planos do São Paulo, o Metrô cederia essa propriedade para a CCR, a maior concessionária de rodovias do Brasil e também a vencedora da licitação para a operação e manutenção da linha 4-Amarela do Metrô pelos próximos 30 anos. Caberia à CCR construir o estacionamento, que, além de atender ao público dos jogos, também poderia ser utilizado como bolsão para os passageiros que utilizarem a estação São Paulo-Morumbi da linha 4 do Metrô.

A estação deve ser inaugurada em 2012 e está localizada a cerca de 1 km do estacionamento. Para o São Paulo, no entanto, seria possível criar um serviço de vans que cumpririam o trajeto entre a estação e o estacionamento durante os horários de funcionamento dos trens.

"Essa opção é bem mais viável do que desapropriar casas e prédios nas proximidades da estação São Paulo-Morumbi", diz o diretor de marketing do São Paulo Futebol Clube, Adalberto Dellape. O clube conta com o apoio da CCR para a obra porque a empresa tem como uma de suas acionistas controladoras a Camargo Corrêa.

Essa empresa já participa da reforma do estádio do Morumbi e tem interesse na melhoria da infra-estrutura do bairro por possuir diversos empreendimentos imobiliários na região, incluindo o shopping Jardim Sul. Além do edifício-garagem, o São Paulo ainda planeja ter 600 vagas de estacionamento dentro do estádio, que poderiam abrigar os veículos das delegações, imprensa, autoridades, VIPs e representantes da Fifa - como exige o comitê organizador da Copa.

Interior do estádio

A principal parceira do São Paulo para a modernização do estádio é a Visa. A empresa de cartões de crédito comprou o direito de comercializar nos próximos anos quase 30 mil dos até 69 mil ingressos que podem ser vendidos no Morumbi. O torcedor poderá comprar os tíquetes pela internet e pagar apenas com os cartões da Visa.

Os compradores não vão receber os ingressos em casa. O próprio cartão de crédito será passado nas catracas, que liberarão ou não o ingresso no estádio. "Isso acaba com ingresso falso, cambistas, filas quilométricas e a falta de respeito com os torcedores", diz Percival Jatobá, diretor-executivo de produtos da Visa.

Em troca do direito de exclusividade na venda dos ingressos, a empresa deverá arcar com cerca de 30% dos gastos com o aumento do conforto no estádio. Serão instalados novos assentos, banheiros semelhantes aos de shoppings, lounges e praças de alimentação.

O andar térreo do Morumbi já estará totalmente remodelado a partir do dia 30 de abril, com a eliminação dos pontos cegos apontados pelo comitê organizador da Fifa. Com as obras, a capacidade do anel inferior será reduzida para 9 mil lugares.

A Rede Globo é outra parceria do São Paulo na remodelagem do Morumbi. A emissora vai investir nas entradas do estádio. Já a sala de imprensa será reformada com ajuda da Fifa. O clube busca ainda um parceiro para reformar seu memorial, que servirá também para receber a imprensa nos dias de jogos da Copa.

No andar térreo, além do bar temático, do memorial e da livraria já existentes, o clube espera alugar espaços para a construção de uma churrascaria, uma academia de ginástica, uma rede de cinemas e um sushi bar. Outra iniciativa é a ampliação do número de camarotes alugados para a empresas, que garantem uma receita fixa ao clube mesmo que o torcedor não vá ao estádio.

"O São Paulo está tentando tornar mais lucrativo o seu maior patrimônio, que é o estádio do Morumbi", diz o advogado Ivandro Sanches, especialista na redação de contratos que envolvem o futebol do escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice.

Outras melhorias exigidas pela Fifa são a construção de estruturas redundantes de energia e de telecomunicações, melhorias do sistema de ventilação, reformas das instalações destinadas aos times e às autoridades e a colocação de placas em inglês.

A cobertura do estádio seria o último passo. Com custo estimado entre 60 milhões e 70 milhões de reais, a cobertura seria feita com um material plástico parecido com o que foi utilizado na Allianz Arena, o estádio do alemão Bayern de Munique.

Seguindo as orientações da Fifa, o Morumbi não seria totalmente coberto. Apenas a parte das arquibancadas ganharia a proteção contra a chuva. A obra também exigiria a troca do sistema de refletores que iluminam o gramado. "Mas isso é um sonho ", diz Adalberto Dellape, diretor de marketing do São Paulo.

"Primeiro vamos fazer tudo o que a Fifa exige e só depois negociaremos a cobertura." O clube mais bem-organizado do país parece já ter entendido que o momento de crise exige redução de custos e pés no chão.

2 - Linha 4-Amarela do Metrô

A polêmica linha 4-Amarela do Metrô é a principal aposta do Governo de São Paulo para desafogar o trânsito na zona oeste da cidade, onde está localizado o estádio do Morumbi. São 12,8 km de trilhos que seguirão em via subterrânea por um traçado parecido com o das avenidas Francisco Morato, Rebouças e Consolação.

O consórcio Via Amarela, responsável pela construção da linha, diz que 80% da obra já está concluída. A previsão é entregar em dezembro de 2009 as três primeiras estações: Butantã, Faria Lima e Paulista. Em março de 2010, será a vez de inaugurar as estações Luz, República e Pinheiros.

As quatro últimas estações, que ficarão para 2012, são Higienópolis-Mackenzie, Oscar Freire, Fradique Coutinho e São Paulo-Morumbi. Essa última ficará a uma distância de pouco mais de 1 km do estádio do Morumbi, no cruzamento das avenidas Jorge João Saad e Francisco Morato.

O plano do governo paulista prevê investimentos de 17 bilhões de reais em transportes metropolitanos entre 2007 e 2010, quando a cidade passará a ter 304 km de trilhos da CPTM, 84 km do Metrô e 65 km de corredores de ônibus.

Somente a linha Amarela terá investimentos de cerca de 1,5 bilhão de dólares, que foram financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco Mundial (Bird), empresas privadas e o governo estadual. O túnel de 7,4 km entre as estações Faria Lima e Luz será construído com um "megatatuzão", uma máquina de 1.800 toneladas e 75 metros de comprimento capaz de escavar 14 metros por dia a uma profundidade média de 30 metros.

Quando toda a obra estiver concluída, cerca de 970 mil pessoas poderão ser transportadas por dia. A operação da linha 4 será feita por meio uma Parceria Público-Privada (PPP) com o consórcio ViaQuatro, da concessionária de rodovias CCR.

A empresa deverá investir cerca de 5 bilhões de reais nos próximos 30 anos na manutenção e modernização da linha. A CCR promete utilizar trens com ar-condicionado e baixo nível de ruído, além de permitir o uso de telefones celulares e conexão à internet por rede wi-fi dentro dos túneis.

A obra começou a ser construída em 2004 e parte das estações já deveria estar em operação. Em janeiro de 2007, o desabamento da estação Pinheiros deixou sete mortos e levou à interrupção das obras no local por um ano e quatro meses.

A 1ª Vara Criminal do Fórum de Pinheiros analisa processo movido pelo Ministério Público Federal contra um ex-diretor do consórcio Via Amarela e mais 12 pessoas devido à abertura da cratera, mas, até o momento, ninguém foi responsabilizado pelo acidente.

O consórcio diz que o atraso de 20 meses no cronograma inicial de entrega das obras deve-se apenas à demora nas desapropriações feitas pelo Governo do Estado e descarta novos atrasos na construção. Tomara que a promessa não vá para o buraco.

3 - Rodoanel - trecho sul

O trecho sul do Rodoanel é a grande obra de infra-estrutura da Grande São Paulo que está mais próxima da conclusão. O trecho começou a ser construído em julho de 2007 e deve ser inaugurado em novembro, segundo a Dersa.

O prazo de conclusão foi antecipado em 19 meses em relação ao cronograma inicial. A rapidez na construção deve-se ao bem-sucedido programa de desapropriações feito pelo governo do estado. Cerca de 11 milhões de metros quadrados de propriedades precisaram ser desapropriados para a construção da estrada - e 94% das indenizações foram pagas por meio de processos administrativos, evitando demoradas ações judiciais.

Durante a Copa, o trecho sul do Rodoanel deve ser bastante utilizado por turistas que viajarão de navio, já que ajudará a ligar o terminal de passageiros do porto de Santos ao estádio do Morumbi. O presidente da Associação Brasileira de Representantes de Empresas Marítimas (Abremar), Eduardo Nascimento, diz que nas últimas Copas houve uma grande oferta de pacotes de cruzeiros marítimos adaptados ao cronograma de partidas.

No Brasil, onde a maioria das cidades que sediarão os jogos estará localizada nas proximidades do litoral, não será diferente. Mesmo nas prováveis sedes localizadas em pontos mais distantes do litoral, como Belo Horizonte (MG) e Brasília (DF), ainda seria fácil viajar de avião a partir de alguma cidade litorânea.

O presidente da Abremar acredita que a Copa será também uma boa oportunidade para o Brasil construir novos terminais de passageiros para cruzeiros, principalmente nas capitais nordestinas. Hoje apenas os portos de Santos e do Rio de Janeiro possuem a infra-estrutura adequada para o embarque e desembarque.

Eduardo Nascimento também defende a mudança na legislação que obriga os navios que fizerem ao menos duas escalas em cidades brasileiras a contratar mão-de-obra brasileira e a pagar impostos no Brasil. Ele lembra que a Copa será disputada durante o inverno brasileiro e que os navios deverão vir do hemisfério Norte exclusivamente para acompanhar os jogos. Com a legislação atual, no entanto, o custo dos pacotes, que já é alto, deverá ficar ainda mais salgado.

O trecho sul do Rodoanel também deve contribuir para a redução dos congestionamentos em São Paulo por retirar da cidade boa parte dos caminhões que se dirigem ao porto de Santos. A Dersa estima que, a cada dia, 300 mil veículos deixem de passar pela marginal Pinheiros e 85 mil veículos evitem a avenida dos Bandeirantes após a inauguração do trecho sul.

Com a via, estarão interligadas sete das dez principais rodovias que chegam à capital paulista: Bandeirantes, Anhanguera, Castello Branco, Raposo Tavares, Régis Bittencourt, Imigrantes e Anchieta. Ficará faltando apenas a ligação com as rodovias Ayrton Senna, Dutra e Fernão Dias, que será feita por meio do trecho leste.

O trecho sul tem 61 km e custou 5 bilhões de reais para os cofres do governo do Estado de São Paulo (que pagou dois terços do total) e a União (que arcou com o restante). Quase 20 km foram construídos em pontes e viadutos para reduzir o impacto ambiental em áreas de mananciais da cidade.

A ponte que vai atravessar a represa Billings tem quase dois km de extensão e cerca de 14 metros de altura. O governo de São Paulo ainda não decidiu se espera a obra ser concluída para fazer a concessão à iniciativa privada. Não está descartado que o leilão seja realizado ainda neste ano.

Segundo os analistas da corretora Link, a CCR, principal empresa de concessões rodoviárias do Brasil, é a favorita para administrar o trecho sul do Rodoanel. Por já ser a concessionária que gerencia o trecho oeste, a CCR poderá fazer "uma oferta agressiva no leilão sem comprometer sua disciplina de capital".
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