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| Zero Hora 04 de outubro de 2009 | N° 16114 O que ganha o país Amplitude do impacto dos Jogos deverá dar visibilidade ao país, favorecer a atração de investidores e incentivar o esporte como educação Organizar os Jogos Olímpicos, como fará o Rio em 2016, representará chances de crescimento que vão muito além da Ponte Rio-Niterói. Os números explicam: a participação do esporte nos R$ 2,9 trilhões do Produto Interno Bruto de 2008 deverá passar de 2% para cerca de 5% em 2016, ano em que o Banco Mundial prevê a economia brasileira como a quinta maior do planeta. Quem sustenta este raciocínio é João Henrique Areias, professor de MBA em Gestão e Marketing Esportivo da Trevisan Escola de Negócios, no Rio. Com larga experiência na área, o candidato a presidente do Flamengo na eleição de 7 de dezembro vê o Brasil como abençoado por receber na mesma década os dois maiores eventos esportivos do mundo, a Copa de 2014 e a Olimpíada. – Estamos falando de sete anos. Teremos crescimento muito grande. Este processo já começou – disse Areias em entrevista por telefone duas horas após a confirmação da vitória carioca. Para o especialista, os Jogos estabelecem uma espécie de círculo virtuoso que beneficia as cidades-sede. Ampliam o número de praticantes e fãs de esporte. São uma opção à “monocultura do futebol”, característica típica brasileira, e criam mercado à parte. Havendo demanda, surgem novas equipes, o que exige melhorias em infraestrutura. É o caminho para um maior interesse da mídia, o que incentiva condições seguras para investidores privados. Daí em diante, a roda gira. Já há avanços. Presidente da Confederação Brasileira de Basquete, o gaúcho Carlos Nunes estava em Paris na sexta-feira. Após encontro com a Federação Internacional de Basquete, garantiu ter assegurado o pré-olímpico de 2011 e os mundiais sub-15 masculino e feminino (em 2010 ou 2011). A intenção é dar a partida na formação de seleções competitivas para 2016. A boa notícia do Rio 2016 está no fato de que os lucros saem da esfera esportiva. O Ministério do Esporte estima a criação de até 120 mil empregos por ano no país até os Jogos, por exemplo. Para Areias, existe tanta disputa pela organização (o Rio gastou pelo menos R$ 138 milhões na campanha) porque o retorno compensa. Cresce, por exemplo, em visibilidade internacional, atrai investidores, faz obras de infraestrutura (em especial, na cidade escolhida), incentiva o esporte como ferramenta educacional e em uma particularidade brasileira: a profissionalização das modalidades. Mas Areias lamentou que o salto de gestão não tenha acontecido após o Pan de 2007, no Rio: – É preciso mudar o modelo. A Copa e a Olimpíada aceleram isso. Entramos definitivamente no século 21. Por fim, fica a lembrança quanto à fiscalização do investimento público nos Jogos: R$ 25 bilhões. Areias acha possível que tudo dê certo, no esforço capaz de aproximar cada vez mais o Brasil da condição de potência. Mas há de se manter os pés no chão, como disse o príncipe Albert, de Mônaco, um dos eleitores do COI: – O país organizará os dois maiores eventos do mundo e precisará se concentrar para isso. SEUL 1988 Nem sempre o que é feito é usado mais tarde. Mas algumas cidades souberam aproveitar a oportunidade: - Revitalizou a região do Rio Han, uma das principais da cidade, e atraiu turistas com obras e publicidade espontânea – no ano seguinte aos Jogos, o número de visitantes cresceu quase 17% BARCELONA 1992 - Revitalizou a zona portuária, que virou um baladado complexo comercial e turístico, e diversos monumentos históricos - Tinha fama apenas como polo de negócios e tornou-se o principal destino turístico do país - Criou infraestrutura de apoio, como hotéis de luxo e cerca de 200 quilômetros de metrô ATLANTA 1996 - Utilizou um modelo de uso frequente da iniciativa privada e quase tudo foi desmontado depois do evento SYDNEY 2000 - Deixou o parque olímpico abandonado por três anos até que um projeto de salas comerciais movimentasse a região, mas beneficiou-se com o aumento do turismo e das melhorias de infraestrutura na cidade ATENAS 2004 - Ganhou uma rede de metrô moderna e investiu em novos estádios e ginásios. Mas a maioria das arenas – 21 de um total de 22 – está ociosa PEQUIM 2008 - Fez um megaprojeto de reurbanização e também a mais cara olimpíada da história, com gasto estimado em US$ 40 bilhões. Foram construídos, por exemplo, o maior terminal de aeroporto do mundo e 87 quilômetros de metrô. Mas o investimento em controle de poluição não foi suficiente. Mais é necessário - Enfrenta problemas em alguns estádios. O famoso Ninho do Pássaro tem um fluxo diário de “apenas’ 20 mil pessoas, o que dá para manter o custo – no limite.
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| UOL 04/10/2009 - 09h37 Governo e COB divergem sobre "projeto de potência olímpica" para 2016 Após a eleição do Rio de Janeiro como sede dos Jogos de 2016, o governo federal e o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) já expõem divergências ao falar sobre como transformar o Brasil em uma potência do esporte, segundo a Folha de S.Paulo. Neste sábado, executivos do ministério do Esporte e o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, deixaram claro ontem que já existe uma disputa nos bastidores. O governo quer ver o país entre os dez melhores em 2016. "Ninguém sabe de nada. Vou estabelecer ainda como vamos trabalhar. Sei que tinha que ter um trunfo na mão [sediar os Jogos]. Agora, vamos discutir e pensar nisso até o final do ano", disse Nuzman, no final da tarde de sábado, pouco antes de embarcar para o Brasil. Apesar de o presidente do COB ter falado abertamente que pretende comandar o projeto, o ministério já adiantou que tem o seu plano. O projeto prevê uma participação estatal forte no financiamento e na formulação. Principal executivo da pasta na candidatura brasileira, Ricardo Leyser adiantou que o governo já "está formulando uma proposta para o esporte de alto rendimento". A inspiração é o Instituto de Excelência do Esporte, da Austrália, mas foram estudados ainda modelos de Cuba, Estados Unidos e Alemanha. "Pretendemos fazer um laboratório de ciência do esporte no [parque aquático] Maria Lenk", disse Leyser neste sábado. O governo quer ainda estimular estudos sobre esportes nas universidades, algo, no momento, muito incipiente. Nos Jogos de 2008 em Pequim, a delegação brasileira ficou com a 23ª posição, com três medalhas de ouro, quatro de prata e oito de bronze. O número de 15 medalhas no total foi o maior que o Brasil já conseguiu em uma edição dos Jogos, empatado com a Olimpíada de Atlanta, em 1996. O maior número de ouros brasileiros, contudo, permanece sendo os cinco conquistados em Atenas, em 2004. Como comparação, a Jamaica de Usain Bolt encerrou Pequim na 13º colocação.
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| Portal Exame 03/10/09 Olimpíada no Rio exigirá investimento de ao menos US$ 14,4 bi Veja as principais obras que deverão ser feitas na cidade para abrigar os Jogos de 2016 No discurso em que defendeu a candidatura do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o Brasil era a única das dez maiores economias do mundo que nunca havia organizado os Jogos, que os países emergentes se fortaleceram na crise e que já era a hora de a América do Sul ter a chance de promover o maior evento esportivo mundial. O discurso convenceu a maioria dos países, mas a oportunidade que foi dada ao Rio traz consigo enormes desafios. As cifras de uma Olimpíada são bilionárias tanto do ponto de vista dos investimentos quanto do retorno financeiro. Segundo o governo, os Jogos podem gerar 51,1 bilhões de dólares em negócios e criar 120.000 empregos durante a fase de preparativos. Já os recursos necessários para o planejamento e construção de instalações esportivas e obras gerais de infraestrutura são estimados em 14,4 bilhões de dólares. O montante é bem próximo ao que será gasto por Londres nas próximas Olimpíadas (15,8 bilhões de dólares), mas muito inferior ao Orçamento de Pequim 2008 (US$ 40 bilhões). O problema é que, a julgar pelos sucessivos estouros de orçamento do Pan 2007, não é possível saber qual é o verdadeiro tamanho da conta. A favor do Brasil está o aproveitamento da infraestrutura que está sendo erguida para a Copa de 2014. É muito provável que o Rio seja a sede da final do mundial de futebol, o que obriga a cidade a realizar pesados investimentos em infraestrutura, transportes e segurança. Estão previstas a reforma do estádio do Maracanã, a revitalização da zona portuária, a criação do bilhete único para reduzir o tempo e o custo do transporte público, a construção de corredores rodoviários e linhas de trens e metrô e a expansão do aeroporto internacional Antônio Carlos Jobim. ![]() Além das sinergias com a Copa, quatro grandes obras do Pan 2007 também serão reaproveitadas em 2016: o estádio João Havelange (Engenhão), o Parque Aquático Maria Lenk, a Arena Olímpica Municipal e o Velódromo. Também já passaram por reformas o Riocentro e a Marina da Glória, por meio de Parcerias Público-Privadas (PPPs). ![]() Dos 14,4 bilhões de dólares que ainda serão investidos, o Comitê Organizador dos Jogos terá de arcar com 2,8 bilhões de dólares. A maior parte desses recursos virá do setor privado ou do Comitê Olímpico Internacional (COI). O dinheiro deve pagar custos de organização do evento e montagem de instalações temporárias ou estruturas de apoio em todos os locais dos Jogos. O restante dos recursos (11,6 bilhões de dólares) sairá dos cofres públicos ou de PPPs. O dinheiro permitirá a construção de novas instalações esportivas, principalmente na Barra da Tijuca e em Deodoro, e projetos de infraestrutura para a cidade. Somente as instalações esportivas têm um custo estimado em 1,2 bilhão de reais. ![]() Rede hoteleira Outra questão que preocupa é a atual capacidade da rede hoteleira da capital carioca. Apesar de no dossiê da candidatura constar que serão ofertados 49.570 quartos (hotéis, transatlânticos e vilas olímpicas), hoje a cidade dispõe apenas de 28.000. O COI exige 46.000 quartos. "Se você examinar os investimentos em hotelaria no Brasil nos últimos 25 anos, vai ver que a proporção de investimentos feita no Rio é muito pequena quando comparada ao que foi feito em São Paulo e Nordeste. O Rio, infelizmente, perdeu inclusive a posição de principal porta de entrada do movimento turístico no Brasil e isso é uma deficiência que precisa ser recuperada", afirma o ex-secretário do Estado de Transportes do Rio e especialista em cidades, José Barat. Apesar de a rede hoteleira constituir um dos principais gargalos das Olimpíadas no Rio em 2016, esse é um dos segmentos que mais foi beneficiado pelo Pan 2007. A competição atraiu 171.000 turistas, sendo 68.000 estrangeiros. O saldo de recursos deixado na cidade foi de 897,8 milhões de reais. A rede Windsor, por exemplo, até hoje colhe os frutos de ter sido escolhida como o hotel oficial do Pan. "A visibilidade que ganhamos é algo difícil de mensurar. Nós praticamente nos tornamos sinônimo de acomodação para eventos esportivos. Recebemos delegações e executivos ligados a esses eventos, hospedamos a seleção brasileira e somos a rede oficial do Campeonato Brasileiro para os jogos que acontecem no Rio", afirma o gerente de marketing, Paulo Marcos Ribeiro. Construtoras e companhias aéreas A construtora Agenco, responsável pelas obras do Complexo da Vila Pan-Americana, também foi beneficiada pelo evento. A inspiração veio da Vila dos Atletas dos Jogos Olímpicos de Barcelona. O empreendimento, inicialmente ocupado pelas delegações esportivas, foi depois comercializado ao público. A empresa comercializou 93% das unidades do Complexo da Vila Pan-Americana em 24 horas. Gol e TAM também preveem o aumento na demanda por voos com a Copa e a Olimpíada. Até 2013, a frota da TAM, deverá passar de 132 para 152 aeronaves e a da Gol, das atuais 108 para 127. Uma das patrocinadoras da candidatura do Rio, a TAM. aposta no crescimento do setor de turismo com expansão da demanda por passagens domésticas e internacionais. A empresa acredita que o mercado brasileiro de aviação comercial tem potencial para dobrar de tamanho até 2014, mas pondera que isso exige investimentos em infraestrutura aeroportuária. Herança maldita? Especialistas consultados pelo Portal EXAME dizem que a realização das Olimpíadas traz prós e contras para a cidade. Embora a realização do evento traga um retorno intangível para a imagem do Rio e do Brasil, há riscos de estouro no orçamento prévio. Outra preocupação envolve os altos investimentos que poderiam ser direcionados para áreas prioritárias como educação e saúde, mas são aplicados em instalações esportivas que depois podem ficar subutilizadas, a exemplo do que ocorreu com as obras do Pan. "É claro que eventos esportivos desse porte trazem benefícios para as cidades, principalmente pelo fato de acelerar melhorias em infraestrutura, mas não podemos esquecer que o Pan custou dez vezes mais que o orçamento original e não deixou legado para a sociedade. Precisamos aprender essa lição para não repeti-la", alerta o consultor do Ministério do Esporte Jorge Wilheim. Segundo o coordenador do Instituto Virtual do Esporte, ligado à Faperj, Edmundo Drummond Alves Junior, o Pan acabou por gerar mais ônus do que bônus para a cidade. "A exemplo de outras cidades que já sediaram os Jogos Olímpicos, como Atenas, muitas das obras feitas no Rio - como o Maria Lenk e o Velódromo - estão praticamente abandonadas, enquanto o transporte público, a educação e a segurança continuam com sérios problemas." O vice-prefeito do Rio de Janeiro, Carlos Alberto Vieira Muniz, admite a subutilização das instalações do Pan, mas diz que isso não acontecerá na Olimpíada. "Erros antigos já estão sendo revistos para que as instalações esportivas construídas para o Pan sejam integrados à sociedade", afirma. Ao escolher o Rio como sede, o mundo deu ao Brasil a chance de fazer história. Os capítulos dessa epopeia serão escritos durante os próximos sete anos. Caberá ao país decidir entre uma competição vitoriosa ou uma maratona de corrupção e incompetência.
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| Zero Hora 05 de outubro de 2009 | N° 16115 Comitê fará blitze no Rio COI promete fiscalizar sem aviso prévio as contas da Olimpíada que o Brasil vai sediar As contas da prefeitura do Rio de Janeiro e do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) em relação aos Jogos poderão ser alvo de auditorias do Comitê Olímpico Internacional (COI) a qualquer momento. Essa foi uma das exigências na assinatura do contrato assinado entre o COI e a cidade do Rio. O documento, firmado na sexta-feira, ainda está sendo mantido em sigilo e estabelece as obrigações legais e financeiras na realização dos Jogos de 2016. A assessoria do prefeito Eduardo Paes garante que a sua publicação ocorrerá nesta semana. O contrato deixa claro que os Jogos são de “propriedade” do COI e tudo terá de passar por Lausanne, cidade suíça onde está a sede da entidade, para aprovação. O Rio não poderá usar o evento para fins políticos nem convidar políticos sem a aprovação do COI. O escrutínio sobre a cidade será amplo e as exigências financeiras e esportivas vão ser acompanhadas minuciosamente pela entidade. O Rio simplesmente não poderá modificar seus planos, como ocorreu no Pan de 2007, sem aprovação da cúpula do COI. Atualmente, o orçamento previsto para os Jogos é de R$ 28 bilhões. A cidade canadense de Vancouver, que receberá em 2010 os Jogos de Inverno, publicou o seu contrato com o COI. Londres optou por revelar um resumo. Já a China se recusou a divulgar o contrato para Pequim. O COI explica que não há qualquer problema em tornar público o contrato com o Rio e, de sua parte, autorizaria imediatamente a publicação. Mas admite que existem informações financeiras “sensíveis”.
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| UOL 05/10/2009 - 07h24 Olimpíada consolida ascensão do Brasil, diz 'WSJ' A vitória do Rio de Janeiro para sediar a Olimpíada de 2016 ainda foi comentada em jornais do mundo todo nesta segunda-feira. Maior competição do esporte em âmbito global, os Jogos Olímpicos ainda tem para onde crescer. Segundo o guru da comunicação Martin Sorrell, da Inglaterra, a chave para isso é o uso da tecnologia e da difusão da informação por meio da internet. Sorrell falou a membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) nesta segunda-feira e passou conselhos sobre o tema. A preocupação é que não se perca o interesse da audiência jovem, que se conecta ao mundo atual principalmente na rede de computadores. Nos Estados Unidos, o Wall Street Journal lembra que a escolha "traz os Jogos para a América do Sul pela primeira vez e cristaliza a ascensão do Brasil como poder econômico e político". Descrevendo o processo de votação e as apresentações de cada cidade, o jornal cita um integrante do COI dizendo que pouco poderia ser feito para que os Jogos não fossem realizados na América do Sul. O WSJ ainda fala da festa que se seguiu ao anúncio, em Copacabana, dizendo que "no momento em que o Brasil se tornou uma força econômica com suas recém descobertas reservas de petróleo e crescente influência no diálogo internacional sobre comércio, muitos moradores afirmam que sediar as Olimpíadas é a cereja no bolo". O jornal comenta que, além disso, a derrota de Chicago na primeira rodada de votação foi um golpe para o presidente americano Barack Obama, que resolveu, de última hora, participar da apresentação da cidade em Copenhague. "A recusa (de Chicago), foi constrangedora para o presidente: Obama voou para Copenhague durante a noite para fazer um discurso de sete minutos para o COI na sexta-feira de manhã. A primeira-dama, Michelle Obama, passou a maior parte da semana na cidade, fazendo lobby junto aos membros do COI, a personalidade de TV Oprah Winfrey, de Chicago, também se uniu à campanha", diz o WSJ. O jornal ainda cita um historiador americano afirmando que a derrota joga um balde de água fria na noção de que ser um rosto novo e ter uma retórica mais aberta vai mudar o modo como o resto do mundo vê os Estados Unidos. O El País, da Espanha, lembra que, quando assumiu o segundo mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse que o Brasil "estava cansado de ser um país emergente". Segundo o jornal, ao dar a vitória para o Rio, mais do que premiar o projeto, o COI "premiou a situação geoestratégica brasileira (serão os jogos de todo o continente, América Latina) e a pujança econômica ascendente deste gigantesco país, cada vez mais emergente e menos terceiro-mundista". Para o El País, é esta ambição de levar o Brasil à categoria de "desenvolvido" que fará Lula entrar para a história, citando a diminuição da pobreza extrema e o crescimento econômico alcançados no país, nos últimos anos. "Em termos de progresso e bem estar não há dúvidas de que Lula e seu predecessor, Fernando Henrique Cardoso, foram muito positivos para o Brasil, cuja economia é a nona do mundo (maior que a espanhola), mas cujo potencial de crescimento - ajudado pelo maná das gigantescas reservas de petróleo submarinas, recentemente descobertas - pode ajudá-la a escalar, no prazo de uma década, à quinta ou sexta posição do planeta." "O futuro do Brasil, com suas luzes e suas sombras, determinará sem dúvida o futuro da América Latina, já que sua economia é nada menos do que metade da região", afirma o El País. E na Grã-Bretanha, em uma coluna de humor, o Independent comentou a escolha do Rio: "Era meio óbvio. Primeiro, a América do Sul nunca sediou uma Olimpíada e segundo... bem, o Rio tem muito mais glamour e é muito mais excitante do que os outros. A gente sabe que eles vão fazer uma festa memorável. Ronnie Biggs e eu já estamos comprando nossas passagens".
__________________ Ao matar seus demônios, cuidado para não destruir o que há de melhor em você. Last edited by paolapoa; 5th October 2009 at 16:30.. | |||||||||||
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