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Thread: Aborto no Brasil

  1. #1
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    Zero Hora
    02 de maio de 2008 | N° 15589

    Aborto é maior entre mulheres que já têm filho

    Principal estudo usado na compilação foi realizado pela UFPelMulheres entre 20 e 29 anos, em união estável, com até oito anos de estudo, trabalhadoras, católicas e com pelo menos um filho formam o maior grupo que decide interromper a gestação no país.

    Entre 70,8% e 90,5% de quem opta pelo procedimento já tem filhos. Os dados desse perfil estão no documento Aborto e Saúde Pública: 20 anos de Pesquisas no Brasil, relatório produzido pela Universidade de Brasília (UnB) e pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e que deve ser publicado no site do Ministério da Saúde nos próximos dias (veja números no quadro ao lado).

    As informações se baseiam em um levantamento feito com mais de 2 mil estudos sobre o tema nas últimas duas décadas, mas o principal trabalho que norteou a compilação foi uma pesquisa da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Uma das coordenadoras do relatório, Debora Diniz, elogia o método usado pela instituição gaúcha, que garante às entrevistadas serem anônimas.

    - São os dados mais confiáveis que temos no Brasil sobre o aborto. Apesar de terem sido coletados em Pelotas, os resultados são significativos para todo o país - observa a doutora em Antropologia e professora da UnB, que organizou as informações ao lado de Marilena Corrêa, doutora em Ciências Humanas da Uerj.

    O relatório de 315 páginas traça um panorama nacional que surpreende. Debora destaca o número de brasileiras que já tiveram a experiência da maternidade e optam pelo aborto como forma de planejamento reprodutivo - mais de 70% das mulheres que recorrem ao procedimento são mães. A maior parte das adolescentes finaliza a gestação indesejada. Quanto à religião, a maioria é católica, mas, na Região Sul, diz a coordenadora, há mais espíritas do que nas demais partes do país.

    O medicamento de venda controlada Misoprostol, conhecido como Cytotec, foi apontado como principal método abortivo utilizado pelas brasileiras. Usado para a indução de partos e tratamento de úlceras gástricas, o remédio também é citado pelas adolescentes: mais de 50% afirmaram tomar o Cytotec ou ingerir algum tipo de chá.

    Mais de 1 milhão de gestações foram interrompidas em 2005

    Cerca de 200 mil mulheres foram hospitalizadas no Sistema Único de Saúde (SUS) em decorrência de tentativas de aborto em 2005. Os pesquisadores consideram que o número representa 20% do total de casos ocorridos no país e estimam mais de 1 milhão de abortos para aquele ano. No entanto, não há dados sobre interrupções induzidas de gestação fora das grandes cidades, em casa e ou em clínicas particulares.

    Na visão de Debora, o debate político fundamentado em evidências científicas e mais pesquisas sobre o tema ajudariam a evitar abortos clandestinos e suas conseqüências à saúde da mulher. O Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) financiaram a pesquisa.



    Confira os números

    - Pelo menos 3,7 milhões de brasileiras entre 15 e 49 anos realizaram aborto. Ou seja, 7,2% das mulheres em idade reprodutiva. Menos da metade chega ao Sistema Único de Saúde (SUS).

    - De 51% a 82% dos abortos são realizados por mulheres entre 20 e 29 anos. Adolescentes respondem por 7% a 9% das estatísticas.

    - Somente 2,5% das interrupções de gravidez ocorreram em um contexto de relações eventuais.

    - Mulheres que vivenciam relações estabelecidas (tem marido, companheiro ou namorado) responde pela maior parte dos abortos: 70% dos casos.

    - Entre 70,8% e 90,5% de quem decide pelo procedimento já possui filhos.

    - Mais de 50% das mulheres que abortaram nas regiões Sul e Sudeste usavam algum método anticoncepcional, principalmente pílulas. No Nordeste, essa porcentagem oscila entre 34% e 38,9%.

    - Das adolescentes, entre 60% e 83,7% delas não pretendiam engravidar, e 73% cogitaram a interrupção da gestação, sendo que 12,7% a 40% das garotas tentaram abortar. Entre aquelas que consumaram o ato, 25% voltaram a esperar um filho.

    - A maior parte das mulheres que fizeram aborto se declarara católica, com 51% a 82% de prevalência, seguida pela que professa a fé espírita, com 4,5% a 19,2%. Em último lugar estão as evangélicas - entre 2,6% e 12,2%.

    - De 50,4% a 84,6% das mulheres que cessaram a gestação utilizaram o medicamento Cytotec. Entre as adolescentes, o método também aparece com destaque: mais de 50% afirmaram tomar o Cytotec ou ingerir algum tipo de chá.

    - Nos anos 2000, um estudo entre jovens de 18 a 24 anos mostrou que renda familiar e escolaridade foram fatores associados à indução do aborto na primeira gravidez: quanto maior a renda e a escolaridade, maiores as chances de a primeira gravidez resultar em um aborto.
    Fonte: relatório Aborto e Saúde Pública: 20 anos de Pesquisas no Brasil
    Quem são elas
    Predominantemente, mulheres entre 20 e 29 anos, em união estável, com até oito anos de estudo, trabalhadoras, católicas, com pelo menos um filho e usuárias de métodos contraceptivos, as quais abortam com o medicamento Misoprostol (Cytotec).

  2.   
     
  3. #2
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    Acho que a legalização do aborto deve ser legalizada urgentemente... Não adianta essa hipocresia de proibir enquanto milhões de abortos são feitos ilegalmente...

  4. #3
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    Zero Hora
    08 de maio de 2008 | N° 15595

    Deputados rejeitam legalização do aborto

    Projeto de lei ainda deve passar pela Comissão de Constituição e Justiça

    A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados rejeitou ontem por unanimidade, com o voto de 33 deputados, o projeto de legalização do aborto, que tramitava desde 1991. Grupos pró e contra o aborto acompanharam a sessão em Brasília. O projeto ainda será votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde a tendência é de nova rejeição.

    Pelo parecer aprovado, fica mantido o artigo do Código Penal que prevê pena de um a três anos de prisão para a mulher que praticar aborto. As exceções são para casos de estupro ou de gravidez de alto risco para a mãe.

    Se o texto for rejeitado na CCJ da Câmara, será arquivado. Se for aprovado, será levado ao plenário da Câmara.

    O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que no ano passado provocou polêmica ao dizer que o aborto é uma problema "de saúde pública" e chegou a sugerir um plebiscito para discutir o problema, evitou o debate na Comissão de Seguridade e, nas audiências, foi representado por assessores.

    Defensora da legalização do aborto, a deputada Cida Diogo (PT-RJ) lamentou que o assunto "tenha sido discutido pela ótica fundamentalista e da religiosidade".

    - Pessoalmente sou contra o aborto, mas também sou contra prender uma mulher que faça a opção pelo aborto. Além da decisão dolorosa e muitas vezes solitária, ela não tem condição de ser atendida no sistema público e ainda corre o risco de ser presa - defendeu Cida.

    O deputado Neucimar Fraga (PR-ES), que votou contra a legalização, comemorou a manutenção da lei como está.

    - As exceções que já existem na lei são o máximo que a gente pode aceitar - argumentou.

  5. #4
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    Lamentável esse posicionamento... O Brasil está perdendo a chance de avançar nesse assunto... Não tem sentido um país que tem um número absurdo de abortos manter isso como crime...

    Esses deputados não observam a realidade dos números... Ficam presos a conceitos ultrapassados e a dogmas religiosos...

    Infelizmente a mentalidade de boa parte da população, assim como a dos nossos representantes, ainda está séculos atrasada...




    -

  6. #5
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    Sem sombras de dúcida sem a favor. A decisão é da mãe, e não de pessoas que não têm nenhum link com a formação moral e ética daquele ser humano que venha por ventura nascer. De qualquer forma sou a a favor do aborto como última alternativa, tem que haver campanhas de conscientização, distribuição de preservativos e anti-concepcionais e campanhas também de planejamento familiar, incentivando e subsidiando cirurgias de esterelização. Mas a mulher tem o direito de decidir se vai ter ou não a criança, claro que o aborto só poderia ser feito até X mês.

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