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Scut: deputados do PS contestam o Governo

Vários deputados socialistas, com destaque para os eleitos pelo distrito ]

  1. #1
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    Default Scut: deputados do PS contestam o Governo

    Vários deputados socialistas, com destaque para os eleitos pelo distrito do Porto, contestam vários aspectos da decisão governamental de introduzir portagens em três das sete auto-estradas em regime de concessão sem custos para o utilizador (Scut). As três vias situam-se precisamente naquele distrito, onde o PS foi o partido mais votado nas legislativas de 2005, elegendo 19 dos 38 deputados.

    "É uma decisão dolorosa e pesarosa para muitos milhares de utentes destas auto-estradas, particularmente os que circulam entre o Porto e a Póvoa de Varzim", disse ao DN o deputado Lúcio Ferreira, salientando a inexistência de vias alternativas em vários quilómetros desse percurso.

    Outro parlamentar, Joaquim Couto, critica a excepção relativamente à Via do Infante, que continua isenta de portagem. "Não é razoável exceptuar o Algarve numa medida como esta, que até merece o meu apoio em linhas gerais. Se é preciso apertar o cinto, isso deve ser feito a nível nacional", afirmou.

    Fernando Jesus alerta para a necessidade de "não colocar portagens em zonas-dormitórios do Porto", nomeadamente em Ermesinde, onde a população "não dispõe de alternativas viáveis". Por esse motivo, lembra o deputado ao DN, o Executivo socialista de António Guterres isentou de pagamento este troço .

    Leonor Coutinho (deputada por Lisboa) considera que a explicação do Governo foi "demasiado ligeira" e os critérios adoptados terão sido "algo aleatórios", nomeadamente o que excluiu a Via do Infante do pagamento de portagens. Ricardo Gonçalves (eleito por Braga) propõe, em alternativa, a "redução generalizada dos preços das auto-estradas", que em grande parte "são exorbitantes", sugerindo "incentivos" aos utilizadores diários. "Algumas cidades do Norte Litoral deviam ter variantes, que ainda não existem. Falta uma política global para as estradas", critica.

    As três Scut são as auto-estradas da Costa de Prata, do Grande Porto e do Norte Litoral (excepto entre os rios Minho e Lima).

    http://dn.sapo.pt/2006/10/21/economi..._o_govern.html

  2. #2
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    Default Portagens nas SCUT, Condutores sem Alternativa

    Uma viagem de automóvel entre a Póvoa de Varzim e o Porto demora mais do dobro do tempo se o condutor tiver de optar pela estrada nacional, em vez de auto-estrada. No percurso entre o Porto e Estarreja pode demorar mais do triplo do tempo. O JN meteu-se no carro (páginas seguintes) e concluiu que as premissas de tempo apontadas pelo Governo para a colocação de portagens nas auto-estradas SCUT do Litoral Norte não foram totalmente cumpridas.

    Quando o ministro das Obras Públicas anunciou a colocação de portagens nas três SCUT que convergem para o Porto (Costa de Prata, Norte Litoral e Grande Porto) esclareceu que a decisão se baseou em critérios técnicos. O primeiro impõe que o Produto Interno Bruto (PIB) per capita do conjunto de concelhos afectados não ultrapasse 80%. O segundo, que o mesmo conjunto de concelhos tenha um poder de compra per capita acima de 90% da média nacional. O terceiro critério é de que o tempo gasto no percurso pelas estradas alternativas não superasse em 1,3 vezes o tempo gasto nas auto-estradas. Sendo que o Ministério esclareceu, entretanto, que o índice representa, afinal, 2,3 vezes o tempo gasto nas auto-estradas (ler caixilho). Foi este terceiro critério que o JN foi testar, para concluir que é ultrapassado, mesmo se interpretado na sua versão mais "generosa" (2,3). O melhor que conseguimos, apenas uma vez, foi demorar o dobro do tempo. A regra foi mesmo gastar mais do dobro e até o triplo do tempo em estrada nacional do que na auto-estrada.

    Anteontem, ao final da tarde, foram feitas quatro viagens a partir do centro do Porto duas para Estarreja, duas para a Póvoa de Varzim. Ontem de manhã, efectuaram-se os percursos inversos. Se as entradas e as saídas da cidade constituem obstáculos comuns, o tempo que se perde nos trajectos parciais (aqueles onde, de facto, terá de fazer-se a opção pelas auto-estradas ou não, ou seja, por pagar ou não portagem) é revelador das carências das vias alternativas.

    Por exemplo, ao final da tarde de anteontem, entre os nós de Arcozelo e de Estarreja da A29, quem seguiu pela auto-estrada gastou 17 minutos. Quem quis "fugir" às portagens e seguiu pela EN109, gastou, entre os mesmos dois pontos, 55 minutos. Feitas as contas 3,2 vezes mais pela estrada nacional do que pela auto-estrada. Ao princípio da manhã de ontem, as mesmas pessoas fizeram o percurso inverso. A automobilista que seguiu pela EN109, gastou, entre os mesmos dois nós, 59 minutos. O percurso pela A29 foi bastante mais demorado do que na véspera, gastando-se 30 minutos. Resultado, o índice foi de 1,96.

    No percurso entre o Porto e a Póvoa, a escolha entre seguir por auto-estrada e pagar portagem, ou por estrada nacional, obriga a percursos completamente diferentes e a diferenças de tempo assinaláveis entre os nós de Francos (na VCI) e da Póvoa, pela A28, foram necessários 21 minutos, ao final da tarde de anteontem. Pela EN 13, entre o nó do Regado (também na VCI) e o centro da Póvoa, gastámos 58 minutos. Ou seja, seguir pela estrada poderá ser mais barato em euros (poupa-se na portagem), mas mais caro 2,76 vezes no tempo que se gasta.

    Para entrar no Porto, na manhã seguinte, a diferença foi ligeiramente inferior. Optar pela A28 e percorrer a distância entre os nós da Póvoa e de Francos custa 31 minutos. Pela EN 13, entre o centro da Póvoa e o nó do Regado, gastámosuma hora e nove minutos para chegar à Invicta. Um índice de 2,22 (o limite é 2,3).

    Uma questão de números

    Um dos critérios definidos pelo Governo para introduzir portagens nas SCUT prende-se com o facto de os automobilistas disporem de uma alternativa que permita fazer o mesmo percurso num tempo máximo de até 1,3 vezes. Quer o Governo dizer com isto que o tempo a levar numa alternativa pode ir até mais 130% do que numa SCUT, e não 30%. Questionada pelo JN sobre a questão dos 1,3 vezes e dos 30%, e garantindo que tudo foi devidamente explicado na conferência de imprensa, fonte oficial do Ministério das Obras Públicas frisou que o acréscimo será de até 130% (e não 30%). Por exemplo, se na SCUT que nos leva até Viana do Castelo demoramos 60 minutos, quer com isto dizer que na alternativa poderemos demorar até 138 minutos, ou seja, até 2 horas e 18 minutos. Isto é, 60 minutos a multiplicar por 2,3 vezes. O documento disponibilizado pelo Ministério aos jornalistas refere "Foi assumido um índice de referência de 1,3 vezes (...)".

    http://jn.sapo.pt/2006/10/21/primeir...ternativa.html

  3. #3
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    Pelos vistos, de um momento para o outro, uma das zonas mais deprimidas do país teve um boom a nível económico nunca antes visto! A bem da nação, obviamente...

  4. #4
    Andre_Filipe's Avatar
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    Espero k pelo menos na A28 na metam, é uma seca ter de ir até Vila De Conde na nacional, demora seculos!

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