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| Outstanding Member ![]() Join Date: Sep 2006 Location: Coimbra
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| Especialistas reclamam a afectação de verbas mais significativas tendo em vista fixar as populações, em especial nas zonas rurais do território. “Todo o interior junto à fronteira com Espanha, do Algarve a Trás-os-Montes, está a ficar deserto, com a perda de potencial biológico dos solos (desertificação física) e de população (desertificação humana)”, concluíram os participantes nas terceiras Jornadas Ambientais da Liga para a Protecção da Natureza (LPN), que terminaram ontem em Castro Verde, após quatro dias a “aprofundar o conhecimento público e científico sobre a desertificação”, num encontro que juntou mais de 30 especialistas, nacionais e estrangeiros. Segundo o presidente da LPN, Eugénio Sequeira, “Portugal continua sem políticas nacionais, gerais e sectoriais para combater a desertificação”, embora se trate de “um problema emergente e com consequências tão graves, como o aumento das assimetrias entre as regiões, criando perdas demográficas, pobreza, abandono e desemprego”. “Se nada for feito nos próximos 20 anos, cerca de 66 por cento do território pode ficar deserto e seco”, acentuou, lembrando que, independentemente deste cenário futuro, cerca de um terço do território já sofre “uma grave desertificação”. “A aridez dos solos já atinge quase todo o Alentejo e o interior algarvio”, sublinhou, alertando mesmo para proporções “quase dramáticas” na margem esquerda do Guadiana, nos concelhos de Mértola, Castro Marim e Alcoutim. O fenómeno não está, contudo, confinado ao Sul do país, pois, disse, “todo o interior junto à fronteira com Espanha, do Algarve a Trás-os--Montes, está a ficar deserto”, com a perda de potencial biológico dos solos (desertificação física) e de população (desertificação humana). Lembrando que a presença humana é “fundamental” no combate à desertificação, Eugénio Sequeira alertou para a necessidade de se “contrariar o despovoamento nas zonas deprimidas”. “É preciso reivindicar medidas de discriminação positiva que possibilitem a fixação de população no interior, reduzindo a pressão sobre a orla costeira e resolvendo os problemas resultantes da litoralização da economia”, afirmou. “O combate à desertificação passa obrigatoriamente pela preservação do mundo rural”, salientou, acrescentando que é preciso uma “agricultura compatível com o bom uso dos solos e a preservação da biodiversidade”. Neste capítulo, Eugénio Sequeira defendeu a aposta nos Planos Zonais, que considerou “ferramentas de gestão do território essenciais para combater a desertificação”. “O Governo, se quiser manter a agricultura no interior tem de pagar os serviços que a agricultura presta”, disse, lembrando que “a culpa do despovoamento do interior reside na falta de condições para a fixação das populações”. Por outro lado, continuou, “são necessárias medidas de apoio a uma política agrícola e florestal concertada para preservar os recursos naturais e contrariar o abandono do mundo rural”. “É urgente também definir uma política de gestão de recursos hídricos, que assegure uma gestão racional e conservação da qualidade da água”, continuou. “O que implica a criação, por parte das entidades locais, de mecanismos para efectivar esta participação, aplicando os objectivos da Agenda XXI Local, na qual a sensibilização e a educação ambiental desempenham um papel muito importante”, rematou. A importância da reflorestação A relação entre as alterações climáticas, os incêndios e a desertificação, bem como as causas, os impactos e as perspectivas da seca no Mediterrâneo, foram temas em destaque nas Jornadas da LPN. A desertificação nos Estados Unidos da América, as iniciativas espanholas na luta contra o fenómeno e o Sistema de Avaliação e Controlo da Desertificação no Mediterrâneo Ocidental foram outros dos assuntos em cima da mesa. Quanto à desertificação humana, o encontro abordou o fenómeno da litoralização, concentração urbana e despovoamento de áreas rurais, a partir das tendências recentes da organização espacial da população no Noroeste Português (1981-2006). Os projectos Desert Watch e AquaStress, a gestão agrícola e florestal na Rede Natura 2000, o Plano Nacional de Desenvolvimento Rural e a Directiva Comunitária sobre Protecção dos Solos foram outras tantas iniciativas de combate à desertificação em análise. Foi ainda divulgado um estudo efectuado nos Estados Unidos, segundo o qual um número crescente de países tem vindo a pôr fim à desflorestação do seu território e a reconstituir as florestas. A plantação de árvores aumenta a biomassa e pode contribuir para atenuar o aquecimento global, ao absorver o dióxido de carbono, que é o principal responsável pelo fenómeno, refere o estudo, segundo o qual é possível proceder a um aumento das áreas arborizadas sem afectar negativamente a economia, o que motiva algum optimismo para o futuro das florestas do Planeta. Metade de Portugal deserto em 20 anos Mais de metade do território português corre o risco de ficar deserto e seco nos próximos 20 anos e cerca de um terço já está afectado pela desertificação. As zonas já atingidas, quer ao nível dos solos, quer da população, são o Alentejo, o interior algarvio e toda a fronteira com Espanha, do Algarve a Trás-os-Montes. Como causas deste cenário, apontam-se, fundamentalmente, os efeitos da seca, os incêndios florestais, o crescimento urbano indevido em terras com potencial agrícola e a degradação dos solos, em resultado dos “maus usos e da poluição Para inverter esta tendência de desertificação e “evitar os piores cenários”, a Liga de Protecção da Natureza (LPN) preconiza a adopção de medidas “concretas e eficazes” de fixação da população activa nos meios rurais, de conservação do solo e da água e de recuperação das áreas já afectadas. “Se nada for feito, Portugal deixará de ser competitivo a nível europeu, terá grandes dificuldades de abastecimento público de água e a qualidade de vida terá tendência para se degradar”, vaticinam os especialistas na matéria. A investigação das causas e das formas para combater o fenómeno, a sensibilização da população e a inclusão da luta contra a desertificação e a seca nas políticas gerais e sectoriais são outras das medidas preconizadas.
__________________ Coimbra | |||||||||||
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| Premium Member ![]() Join Date: Oct 2006 Location: Viseu - PT
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| Senior Member ![]() Join Date: Oct 2006 Location: conurbação da Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta Cidade do Porto
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| Quanto ao interior, eu gostava de ver mt mais paisagens naturais, protegidas, sem ocupação humana, cidades medias ( 100.000) como capitais de distrito, e algumas vilas e aldeias a pontuar, agora para ser como como no norte, com infinitas aldeias todas pegadas, que acabam por fazer um mar urbano, especialmente a volta do porto, decaracterizadas!!! Acho que n devemos superpovoar o interior, devemos sim icentivar o aparecimento de cidades com o minimo de dimensão no interior, e diminuir a nossa ainda mt grande população rural ( aquela que se entretem com a agricultura de subsistencia e k pouco ou nada contribui para o crescimento do PIB)! A qualidade de vida em cidades medias costuma ser elevada!! | |||||||||||
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| | #4 | |||||||||||
| Member ![]() Join Date: Oct 2006
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| nao vejo grande preocupaçao no interior do pais ficar despovoado. o que interessa eh que seja onde for que as pessoas estao, estejam bem. por exemplo 99% das pessoas do pais vivem no litoral. se a maioria delas viver bem, nao vejo o minimo problema. se virmos o mapa mundial por satelite à noite. vemos que as linhas costeiras dos continentes têm mt mais insidencia de luz que o interior no geral. o processo natural das pessoas eh a aproximação ao mar. o mar eh a cereja em cima do bolo das cidades. e so mesmo as grandes metropoles do interior se vao safando em relaçao a isso. com algumas excepçoes claro. | |||||||||||
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| | #5 | |||||||||||
| Outstanding Member ![]() Join Date: Sep 2006 Location: Coimbra
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| eu vejo! temos muito patrimonio e muita população que está a ficar sem cuidados primários, tais como a educação e saúde.. O resto do país não é só paisagem, todos pagam os mesmos impostos e como tal deve haver igualdade de tratamento para todos. Qual o interesse de um país de ter 60% do seu territorio desertificado? O que é que o estado ganha com isso? as pessoas têm de viver bem onde escolhem viver (dentro dos limites razoaveis, claro) e não vejo qual o interesse de acumular 10 milhoes de pessoas numa faixa à beira-mar tendo o restante territorio deserto e há toda uma serie de projectos que dão dinheiro ao estado tais como turismo rural, quintas, plantações, fábricas, etc e que não podem descurados nem passados para 2º plano tu é que como já te habituaste a viver numa zona que te oferece tudo, não pensas que os outros tb têm o mesmo direito sem terem de se mudar do sitio onde nasceram
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