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| A Economia Portuguesa em 2007 Segundo os últimos dados disponíveis, existem sinais de algumas melhoras na debilitada saúde da economia nacional. Aos poucos e poucos, a economia portuguesa vai ficando menos anémica e menos letárgica, principalmente devido à recuperação da procura externa, que começou a demonstrar algum dinamismo no final de 2005 e cresceu apreciavelmente em 2006. Em contraste, o investimento permanece decepcionante e tem-se registado um arrefecimento considerável do consumo privado, penalizado pelo elevado endividamento das famílias e pela gradual subida das taxas de juro. As imposições orçamentais do Pacto de Estabilidade também têm retirado margem de manobra ao investimento e consumo públicos. Ora, em 2007, a nossa atenção deveria estar concentrada em duas variáveis: as exportações e o investimento. Nas últimas décadas, estas duas variáveis são claramente as mais importantes no que diz respeito à retoma da economia nacional após um período recessivo. Em relação às exportações, é cada vez mais visível que a fraca procura externa dos últimos anos está relacionada quer com a adaptação da nossa economia ao euro, quer com a reestruturação do sector exportador. Neste campo, existem alguns indícios que parecem sugerir que a estrutura das exportações portuguesas poderá estar a mudar. Crescentemente, as exportações portuguesas incluem menos têxteis e calçado, mas mais mobiliário, máquinas e equipamento, plásticos e das borrachas, bem como produtos petrolíferos. Algumas exportações associadas com as tecnologias de informação também começam a despontar. Se estes sectores continuarem a patentear o dinamismo recente, poderemos certamente augurar um futuro melhor para o sector exportador e para a economia nacional. Em relação ao investimento, é de assinalar que este tem sido a componente da procura interna com o comportamento mais decepcionante. Mesmo assim, existe alguma razão para estarmos optimistas em relação ao comportamento do investimento em 2007. Por um lado, os índices de confiança dos empresários têm subido consistentemente nos últimos meses, indiciando uma alteração das expectativas e uma possível maior disponibilidade para investir. Por outro lado, se as exportações continuarem o seu movimento ascendente, é muito provável que tenham um efeito arrastador no investimento privado, devido ao efeito positivo a nível das expectativas dos agentes económicos. Em suma, se a procura externa continuar a expandir-se e se o investimento começar finalmente a recuperar, é provável que 2007 se torne realmente num ano de retoma da economia nacional. Assim, se não acontecer nenhum cataclismo (i.e. ataques terroristas ou uma nova estagnação da economia europeia), poderemos estar confiantes de que 2007 será melhor do que 2006 para a economia portuguesa. Esperemos que sim. http://dn.sapo.pt/2006/12/26/economi...uesa_2007.html
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| José Sócrates diz que a economia está a melhorar "passo a passo" José Sócrates defende que a economia, as contas públicas e o emprego estão a melhorar "passo a passo". Uma ideia sustentada na mensagem de Natal que o primeiro-ministro ontem dirigiu aos portugueses - um discurso em que apelou à confiança, mas sublinhando que o País "tem ainda um longo caminho pela frente". Naquela que foi a sua segunda mensagem de Natal enquanto chefe do Governo, Sócrates defendeu que "em 2006 as coisas começaram finalmente a melhorar", ainda que de forma gradual. "Melhorou a confiança - nos consumidores e nos empresários. Melhorou a economia - com previsões de crescimento acima de todas as expectativas . Melhoraram as nossas exportações - as empresas estão a vender mais e melhor", referiu o primeiro-ministro, antes de defender também progressos no combate ao desemprego. "De Setembro de 2005 a Setembro de 2006, a economia portuguesa foi capaz de criar 57 mil novos empregos", apontou, advogando igualmente uma evolução positiva nas contas públicas. E garantindo que o objectivo de redução do défice para 4,6% será cumprido. "Passo a passo a economia está a recuperar. Passo a passo os resultados começam a surgir", defendeu. Apesar de reivindicar melhorias em termos globais, Sócrates advertiu que Portugal tem "ainda um longo caminho pela frente". "Sei que o Governo está a pedir a todos um esforço maior, mas os portugueses sabem bem que nenhum país progride sem um esforço maior de todos os seus cidadãos. Não há alternativa ao trabalho árduo", referiu o líder do Executivo, num a nota de moderação do optimismo. Na mensagem de Natal, Sócrates disse que o seu pensamento nesta quadra se dirige sobretudo aos "mais desfavorecidos". E, de entre estes, aos " idosos com menos recursos" - " O Governo continuará a fazer tudo o que está ao seu alcance para lhes dar condições para uma vida digna, livre da pobreza". O primeiro-ministro deixou também uma palavra de "orgulho" aos emigrantes portugueses espalhados pelo mundo, bem como aos imigrantes. * Com Lusa http://dn.sapo.pt/2006/12/26/naciona...a_esta_a_.html
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| "Passo a passo, a economia está a recuperar. Passo a passo, os resultados começam a surgir." São palavras do primeiro-ministro na sua mensagem de Natal deste ano. As "dificuldades" que na intervenção do ano passado disse que iríamos enfrentar deram agora lugar ao alerta de que temos "ainda um longo caminho pela frente" e de que "não há alternativa ao trabalho árduo". Dificilmente se pode recusar a José Sócrates o crédito de estar a liderar o Governo com a maior dinâmica reformista desde Aníbal Cavaco Silva, em 1985-1995. Não houve este ano ninguém que não sentisse, directa ou indirectamente, nos bolsos ou nas expectativas quanto ao seu rendimento futuro, as medidas deste Executivo. Mas o primeiro-ministro sabe bem que voltar a "aproximar Portugal do nível de vida dos países mais desenvolvidos da Europa", objectivo que definiu na intervenção de Natal do ano passado, depende menos dele e da sua equipa que da sociedade portuguesa e da própria Europa. Por muito optimismo que se queira imprimir à sociedade, há estruturas que não se consegue mudar nem em duas legislaturas. O Presidente Cavaco Silva, seu companheiro e cúmplice nas actuais reformas, enfrentou essas dificuldades nos seus dez anos de Governo. As mudanças que dependiam da actuação legislativa, como foram a reestruturação do sector financeiro, a privatização e a desregulamentação da economia, concretizaram-se. Aquelas que estavam nas mãos da sociedade, como a qualificação educativa e profissional de cada um e a organização mais produtiva das empresas e do Estado, falharam. E é destas que depende hoje como nunca o desenvolvimento do País. E é nestas que estão hoje centradas as actuações do Governo de José Sócrates. O primeiro-ministro, sensatamente, não fez também este ano promessas de facilidades. Todos sabemos que a situação que se vive em Portugal não é fácil. Podemos estar condenados a ser uma das regiões pobres da União Europeia. Pior do que isso, ainda não estamos fora do perigoso caminho do retrocesso, de acabar pior do que começámos esta legislatura. Os resultados "passo a passo", sendo difíceis de identificar, criam riscos de cansaço e desistência. Mas não há sinais disso. Há vontade de mudar e de resistir às dificuldades por parte do Governo, com o aplauso da opinião pública, como indicam as sondagens. Mas existem também sinais de se estar a contornar alguns problemas do Estado com a criação de empresas públicas. Um passo com resultados arriscados que a opinião pública dificilmente perdoará. http://dn.sapo.pt/2006/12/26/editori...o_a_passo.html
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| *Clix | This thread | Refback | 21st July 2008 18:57 | |