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| Estado do RS 27/08/08 Estado e Aracruz vão treinar 10 mil trabalhadores para vagas em Guaíba A governadora Yeda Crusius participou, na manhã desta quarta-feira (27), do lançamento da pedra fundamental de expansão da unidade da Aracruz Celulose em Guaíba. Serão investidos na nova planta - que deve entrar em operação em 2010 - R$ 4,9 bilhões. Com as obras de ampliação, a área construída ganhará mais 348 mil metros quadrados, o que permitirá crescimento da produção anual de celulose branqueada de 450 mil toneladas para 500 mil toneladas, na Linha 1, e a instalação da Linha 2, onde serão produzidas 1,3 milhão de toneladas/ano. Será utilizada matéria-prima proveniente de mais de 30 municípios gaúchos. Juntas, as duas plantas vão produzir 1,8 milhão de toneladas/ano. Responsável por 27% da produção mundial de celulose de fibra curta de eucaliptos, a Aracruz planeja contratar no período de pico das obras, em 2009, 7 mil trabalhadores, dos quais 70% serão recrutados na Região Metropolitana. Além disso, em parceria com o governo do Estado, a empresa deverá treinar 10 mil trabalhadores. Uma novidade, na fase de implantação da nova unidade, será o aproveitamento de mão-de-obra feminina na construção civil. Em toda a cadeia produtiva vinculada à planta de Guaíba, deverão ser gerados aproximadamente 50 mil empregos diretos. Do total investido pela empresa, R$ 1,1 bilhão foram orçados para aquisição de terras destinadas ao plantio de eucalipto e para programas de fomento em parceria com os produtores dos municípios. A base florestal (área de efetivo plantio) no Rio Grande do Sul, com a nova unidade da Aracruz, passará dos atuais 75 mil hectares para 164,5 mil hectares de cultivo de eucalipto, que se somarão a outros 90 mil hectares de reservas nativas, para preservação permanente e reserva legal. Em abril, quando anunciou a expansão do empreendimento, em solenidade no Palácio Piratini, o diretor-presidente da Aracruz, Carlos Aguiar, elogiou a opção do Rio Grande do Sul por um arranjo produtivo de base florestal como alternativa de desenvolvimento econômico sustentável e a coragem da governadora Yeda Crusius para enfrentar as dificuldades naturais em investimentos desse porte. "Sem essa coragem, o país pára", afirmou.
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| Zero Hora 28 de agosto de 2008 | N° 15709 Aracruz dá primeiro passo de obra em Guaíba Falta de gás paralisa térmica, que pode ser desmontada e relocalizada Foi dada a partida na parte mais vistosa do investimento de US$ 2,8 bilhões da Aracruz no Estado, com o lançamento, ontem, da pedra fundamental da expansão da fábrica de Guaíba. Festejada nos discursos como um marco na implantação da silvicultura no Estado, a expansão da fábrica de Guaíba deu o primeiro passo durante cerimônia realizada pela manhã. Foram constantes nos discursos as referências à negociação e à polêmica que o assunto envolve desde os primeiros anúncios dos investimentos em plantio de eucaliptos e na instalação de fábricas. Além do investimento da Aracruz, R$ 4,6 bilhões serão aplicados pela VCP e Stora Enso no Estado. A governadora Yeda Crusius disse que a pedra fundamental da unidade de Guaíba “agrega valores simbólicos e práticos mais amplos” do que uma simples fábrica. – É um momento semelhante ao que vivi quando se decidiu que o pólo petroquímico viria para cá, na década de 70 – disse Yeda. O secretário estadual de Meio Ambiente, José Otaviano Brenner de Moraes, disse que o pedido do Conselho Municipal do Meio Ambiente de Porto Alegre, de um estudo ambiental garantindo a segurança do Parque Natural Morro do Osso, não será entrave para as obras da Aracruz: – É de se presumir, desde que não se queira inserir na discussão uma carga ideológica, que essa questão não vai comprometer o projeto. A Aracruz foi notificada do pedido do conselho na terça-feira e vai encaminhar estudo à Fundação Estadual de Proteção Ambiental.
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| Zero Hora 12/09/08 Abrindo caminho O projeto de expansão do complexo da Aracruz em Guaíba está movimentando negócios nas laterais. A companhia acaba de contratar três empresas para fazer as obras do sistema viário dos arredores da fábrica, na Zona Sul do município. As gaúchas Coesul, Conpasul e Construtora Procon foram as vencedoras da licitação e fecharam contrato de cerca de R$ 40 milhões para realizar a obra de forma consorciada. Os trabalhos começam em 15 dias e devem gerar cerca de 300 empregos diretos e 60 indiretos
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| Blog Polibio Braga 17/10/08 Aracruz adia duplicação da fábrica de Guaíba O Conselho de Administração da Aracruz avisou nesta sexta-feira que a fim de conservar seu caixa, resolveu suspender temporariamente o projeto de expansão de sua unidade em Guaíba, no Rio Grande do Sul. Por meio de fato relevante, a empresa avisou, contudo, que tem a intenção de retomar os investimentos no projeto "assim que as condições de mercado os justificarem". . Esta página tinha adiantado esta informação na quarta-feira. . Todos grandes players da área fazem o mesmo no mundo todo neste momento. A Aracruz apresentou prejuízo líquido de R$ 1,642 bilhão no terceiro trimestre. Um ano antes, obteve lucro de R$ 260,9 milhões. A receita líquida ficou em R$ 801,6 milhões, ou 8% mais enxuta do que os R$ 873 milhões somados entre julho e setembro de 2007. . A companhia comunicou recentemente perdas de R$ 1,95 bilhão com operações com derivativos cambiais.
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| Jornal do Comércio 21/10/2008 Ampliação em Guaíba já recebeu US$ 300 milhões A Aracruz já investiu US$ 300 milhões (R$ 633 milhões, cerca de 13% do total estimado, de R$ 4,9 bilhões) no projeto de triplicação da planta de Guaíba, cifra paga como adiantamento aos prestadores de serviço do projeto antes do anúncio de adiamento da obra. A medida foi anunciada na sexta-feira passada como reflexo da crise financeira internacional. O diretor de operações da companhia, Walter Lídio Nunes, informou ontem que está negociando individualmente com cada empresa contratada a redefinição do ritmo de construção. Com isso, o executivo espera que o canteiro de obras não paralise completamente nos próximos meses. Os cronogramas de instalação do terminal privado em São José do Norte e em Rio Pardo serão mantidos pois não demandam maior desembolso de recursos neste momento, segundo Nunes. A qualificação de mão-de-obra, que poderia chegar a 10 mil trabalhadores, deve ter redução. Segundo o executivo, serão mantidos os programas de alfabetização em São José do Norte e de formação de mulheres para construção civil na Região Metropolitana. No rastro do adiamento do projeto, a companhia deve rever a meta de plantio de 30 mil hectares para 2009 no Estado e, conseqüentemente, de plantio de mudas. "Estamos suspendendo também a compra de novas áreas", acrescentou o diretor. Nos portos, a pressa maior é com a montagem do porto em São José do Norte, que poderá ser usado para escoar a produção atual. "Estamos na fase de licenciamentos e cessão da área, que está um pouco atrasado", esclareceu o executivo. Em Rio Pardo, a meta de operação continua a ser 2011. As obras de infra-estrutura, como a dos acessos ao complexo em Guaíba e que estão sendo feitas a partir de parceria com a prefeitura local, serão concluídas. Antes do anúncio de sexta-feira, o projeto se encontrava na etapa de estaqueamento na área próxima à planta da Aracruz em Guaíba. A partir de janeiro de 2009, o ritmo seria intensificado. O executivo projeta que a execução e a operação das empresas que já receberam adiantamentos devem gerar 600 contratações. "Não estamos estancando tudo. Mas não podemos ficar gastando dinheiro se o fluxo de caixa não comporta", justificou Nunes. Retomada da construção depende de evolução do cenário A retomada da construção do projeto da Aracruz em Guaíba, que previa R$ 4,9 bilhões de investimento, ainda em 2009 dependerá da evolução da crise. "Vai depender do fluxo de caixa, dos preços da celulose, que estão caindo, e do tamanho da turbulência", antecipou o diretor de operações da companhia, Walter Lídio Nunes. A medida adotada pela companhia foi seguida por outras gigantes do setor no País, como Votorantim, que adiou projeto de implantação de uma unidade no Estado. A manutenção de investimentos, segundo Nunes, dependerá da disponibilidade de crédito. O executivo afirmou ainda que o adiamento do projeto gaúcho ocorreria mesmo que não tivesse havido perdas com derivativos. "Trabalhamos com alavancagem financeira e os derivativos se somaram à crise. Qualquer um dos fatores isoladamente seriam administráveis, mas a combinação é que é nociva", descreveu. O volume de investimentos da Aracruz no País ultrapassa US$ 3,5 bilhões. Houve cancelamento na aquisição e ampliação de florestas em Minas Gerais e na Bahia, suspensão de projeto de revitalização de uma unidade industrial, orçada em US$ 200 milhões, e de criação de um porto de águas profundas em Barra do Riacho, no Espírito Santo. Rio Pardo, tinha previsto para 2011, em função de colheita. Não será necessária grande injeção de recursos. Trabalha com janela de 2009 para a crise se definir. Em meio ao adiamento de investimentos das companhias de celulose, ontem o representante da companhia sueco-finlandesa Stora Enso no Estado, João Borges, informou, em encontro com o deputado estadual Nelson Härter (PMDB) e o prefeito eleito de Santa Maria, Cezar Schirmer (PMDB), que a sede da futura planta da empresa deverá ser a cidade universitária. Santa Maria seria alternativa, já que, segundo Borges, a Stora Enso está impedida de instalar uma fábrica em Alegrete. A legislação brasileira impede que empresas estrangeiras implantem unidades na faixa de fronteira, que abrange limite de até 150 quilômetros. A empresa montaria também centro tecnológico florestal.
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