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Old 31st May 2008, 05:17   #11
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Governo do Estado do RS
30/05/08

Prolongamento dos molhes deve se iniciar na próxima semana

A obra de prolongamento dos Molhes da Barra do Rio Grande, necessária para realizar o aprofundamento do canal de acesso ao Porto do Rio Grande, deve ser retomada na próxima semana.

A previsão é que até o dia seis de junho, um dos dois guindastes sobre esteiras, que serão utilizados na obra de prolongamento, já esteja totalmente montado, podendo iniciar o lançamento das pedras. As peças que compõem o guindaste começaram a chegar em Rio Grande na segunda
quinzena de maio.

De acordo com o engenheiro José Evânio Figueiredo, fiscal da Secretaria Especial de Portos (SEP), o mau tempo dos últimos dias causou alguns atrasos na montagem do guindaste, visto que ele está localizado na ponta do molhes Leste (São José do Norte), onde as ondas e os ventos são fortes.

"Tivemos algumas avarias no material que está sendo usado, com isso a conclusão da montagem prevista para o final deste mês somente deve ser finalizada na próxima semana", disse Figueiredo.

Ele também salientou que a obra emergencial está praticamente encerrada. Com a sua finalização, 64% da previsão inicial do empreendimento estará concluída e as pedras atingirão a cota menos 12 m, medida considerada a partir do nível da água do mar.

Com a renovação da Licença Ambiental concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a obra será retomada inicialmente pelo Molhe Leste (São José do Norte) onde está sendo montado o guindaste, com capacidade para 150 toneladas, que fará o lançamento das pedras e tetrápodes (estruturas de concreto).

Posteriormente, com a chegada do segundo guindaste, com capacidade para 200 toneladas, será iniciado o prolongamento no Molhe Oeste (Rio Grande). A autorização do Ibama libera parcialmente a obra, devendo nesta etapa ser prolongado 200 metros em cada molhe, ficando a estrutura na cota mais cinco (acima do nível do mar).

O projeto prevê a ampliação do Molhe Leste em 370 metros, que hoje tem 4,2 mil metros de extensão, e do Oeste em 700 metros, que atualmente conta com 3,1 mil metros. No orçamento previsto para este ano serão investidos R$ 135 milhões, garantidos pelo Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal, devendo em outubro próximo esta etapa estar concluída.

A continuidade da obra de prolongamento, após a conclusão dos 200 metros, dependerá da aprovação pelo Ibama do Estudo de Impacto Ambiental e do Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) do aprofundamento do canal de acesso do Porto do Rio Grande de 40 para 60 pés, que deve ocorrer até o início de julho. A SEP prevê para o dia 31 de julho o lançamento do edital de dragagem, podendo-se assim realizar simultaneamente a obra de prolongamento e aprofundamento do calado.

Histórico

Com o objetivo de aprofundar o canal de acesso ao Porto do Rio Grande, possibilitando assim a passagem de navios de maior porte, em maio de 2001 foi iniciada a ampliação dos Molhes da Barra.
Em dezembro de 2002 as obras foram paralisadas, após a execução de 25% do seu avanço físico, devido a intervenções do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público Federal de Rio Grande (MPF), culminando com o vencimento em julho de 2004 da Licença de instalação emitida pelo Ibama.

Em janeiro de 2007 as obras foram retomadas em caráter emergencial devido ao iminente risco à navegação causado pela movimentação das pedras já lançadas.
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Old 14th June 2008, 04:19   #12
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Zero Hora
13/06/2008

Porta do dique seco chega ao porto de Rio Grande

O navio chinês Zhen Hua 19, responsável pelo transporte da porta batel, que servirá de comporta para o dique seco de rio Grande, acaba de atracar no porto. A operação de transbordo da comporta de 12 metros de altura deverá ser iniciada à noite, e a previsão é de que seja concluída somente amanhã.

A operação de manobra do cargueiro tornou-se altamente complexa pelo fato de o navio estar carregado com dois guindastes destinados à Inglaterra, que elevaram a altura total da embarcação para 81 metros, e a largura para 140 metros.

Após descarregada no Porto Novo, a comporta será carregada em carretas até o canteiro de obras do dique seco. Os detalhes da operação terrestre ainda não foram finalizados.
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Old 14th June 2008, 17:18   #13
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Zero Hora
14 de junho de 2008 | N° 15632

Uma cidade chamada P-53

A plataforma por dentro

À primeira vista, a estrutura instalada na beira do cais do porto de Rio Grande parece uma cidade. Em meio ao emaranhado de fios e tubos, 4,2 mil homens trabalham 24 horas por dia para dar forma à primeira unidade de produção de petróleo construída em solo e águas gaúchas, a plataforma P-53.

Em visita exclusiva, Zero Hora desvendou parte das centenas de compartimentos - alguns são mantidos em sigilo, como a sala de comandos. O trabalho intenso de engenheiros, eletricistas, soldadores e outros profissionais reflete a corrida para cumprir o prazo para zarpar rumo ao Rio de Janeiro, 15 de agosto.

Para subir a bordo, é preciso fôlego e boa forma física: são 144 degraus da escada externa. O elevador só é usado para portadores de deficiência ou para autoridades (o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua comitiva o usaram, por exemplo, na visita em abril). Neste percurso, um alto-falante com uma gravação relembra os dispositivos de segurança obrigatórios: botina, capacete, óculos e protetor auricular.

A partir dali, todo cuidado é pouco para não se perder ou se machucar entre os corredores. Quem arrisca um passeio extenso pelos seis andares, sem qualquer guia, pode acabar preso a um grande labirinto. E o olhar deve estar atento tanto ao chão quanto ao céu, para desviar dos 400 quilômetros de cabos elétricos e quase 4 mil toneladas de estruturas metálicas.

Em cada andar, salas e compartimentos de todos os tamanhos, para fins diversos: escritórios, almoxarifado, auditórios, lavanderia, cafeteria, salas de vídeo e cinema, ambulatório, cozinha industrial, restaurante, sala de ginástica, sanitários, dormitórios, além de uma quadra poliesportiva e uma piscina, atualmente isoladas para passagem. Um misto de hotel e fábrica, com proporções descomunais.

Circulam no local 2,5 mil pessoas simultaneamente

Nos últimos meses de trabalho, as equipes contratadas pela Quip - consórcio responsável pela obra, formado pelas empresas Queiroz Galvão, Ultratec e Iesa - passaram a ocupar os três turnos. Na madrugada, o serviço é essencialmente o de preparar a área para o dia seguinte.

Até pode não parecer que 2,5 mil homens - e mulheres, ainda que raras e pouco notadas - circulam simultaneamente na plataforma. Efeito da extensão da área que têm para trabalhar: mais de 300 metros de comprimento. Em setores onde a concentração é maior, é possível perceber a variedade de sotaques, de nordestinos a cariocas, de paulistas a gaúchos.

Para fiscalizar tamanho fluxo, a cada encerramento de turno é feita uma contagem nos crachás, pendurados em um painel ao pé do navio.

- Se alguém se tranca numa sala, pode ficar dias esquecido lá - brinca o diretor de suporte corporativo à gestão da Quip, Marcos Reis.

É Reis quem faz a avaliação do andamento da obra: 98% concluída. A fase final, que se estenderá pelos próximos dois meses, será de testes. A parte mais difícil e detalhada foi a integração dos 14 módulos que compõem a plataforma, como compressão de gás, tratamento e separação de óleo. Com pesos superiores a 300 toneladas cada, eles foram içados do chão. Outros vieram de Niterói (RJ), onde a Quip também atua, ou importados de Cingapura, de onde veio o casco que serve de base para a plataforma.

O quebra-cabeça da disposição e integração das unidades sobre o casco consumiu sete meses. Tudo isso deixou a P-53 com aproximadamente 110 mil toneladas de peso. Com o maior turret (torre receptora das linhas flexíveis de produção) do mundo, a altura máxima chega aos 145 metros.

Sessenta dias, garante Reis, serão suficientes para a finalização do projeto, orçado em US$ 1,3 bilhão. Com isso, a plataforma será terminada em 10 meses e meio (contados a partir da liberação alfandegária do casco para início dos trabalhos, no início de outubro de 2007), e a P-53 se torna um recorde nacional.

- Nenhuma outra plataforma foi concluída antes em prazo menor do que 14 meses - gaba-se o executivo.
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Old 14th June 2008, 17:26   #14
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Zero Hora
14 de junho de 2008 | N° 15632

Mão-de-obra deverá ser reaproveitada

O trabalho não pára na P-53. É constante o vaivém de homens carregando materiais, soldando tubos ou lixando placas de ferro. O frio e o vento exigem reforço no uniforme, com casacos com forros térmicos especialmente preparados para o canteiro de obras do sul do Estado.

Regivaldo Praxedes, 36 anos, está há pouco mais de um mês na obra. Veio de Candeias, na Bahia, indicado por um amigo. Deixou duas filhas no Nordeste. Além da saudade, apenas o frio incomum parece obstáculo nessa etapa da vida.

- Estava desempregado, só vivendo de bicos. Se aqui tiver mais emprego bom depois da P-53, eu fico e trago a família - disse.

Já o rio-grandino Ilson Pinheiro, 60 anos, acompanha desde o início o projeto da P-53 na cidade. Em 2006, largou a profissão de vigilante e fez um curso de maçariqueiro no Senai. Começou trabalhando na construção dos módulos, no chão, e no ano passado realizou o sonho de subir no gigante dos mares.

- Fiquei muito impressionado com o tamanho disso tudo. Se conseguir, quero seguir trabalhando nisso. O salário é muito melhor - afirma.

Em torno de 60% dos funcionários são gaúchos

Parte dos operários da P-53 deve seguir no canteiro de obras por alguns meses após a partida da plataforma. Eles farão a chamada limpeza de área, com reorganização do canteiro, movimentação de cargos e reclassificação de materiais. A estrutura montada pela Quip, com escritórios e instalações, permanecerá intacta, sendo que outras áreas adjacentes no Porto Novo já foram adquiridas pela empresa.

Do quadro funcional, cerca de 60% são gaúchos, sendo 25% de Rio Grande. O diretor conta que muitos empregados hoje da Quip eram antes agricultores e carroceiros, depois transformados em lixadores e soldadores. Recém-formados dos cursos de Engenharia da Fundação Universidade Federal do Rio Grande (Furg) foram contratados como trainees, com salários superiores a R$ 3 mil.

Para o diretor de suporte corporativo à gestão da Quip, Marcos Reis, a maioria dos operários que trabalha na construção da P-53 tem grandes chances de ser reaproveitada. Ou no mesmo canteiro de obras em Rio Grande - caso o consórcio vença a licitação da Petrobras para o projeto da P-55 - ou para outros tantos empreendimentos navais em desenvolvimento no país.

- Há muita carência de mão-de-obra qualificada para este setor. O que o funcionário precisa ter é a mobilidade de construção - diz, referindo-se ao constante deslocamento do profissional entre as regiões onde são feitas as obras.
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Old 14th June 2008, 18:50   #15
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14/06/08

Porto do Rio Grande recebe porta-batel do Dique Seco

O navio Zhen Hua 19, responsável pelo transporte do porta-batel (comportas do dique seco), que aguardava desde o dia 26 de maio fora da Barra do Rio Grande, acessou a área do Porto Organizado por volta das 15h, desta sexta-feira (13), atracando no Porto Novo às 16h30min O equipamento partiu da China no dia 10 de abril. Para a entrada do navio foi necessário realizar estudos devido a altura e largura dos equipamentos transportados.

Com 229,7 metros de comprimento e 32,2 metros de largura, o navio além de transportas as cinco peças do porta-batel que possuem 12 metros de altura (cada), também traz a bordo dois portêineres (guindastes), que medem 140 metros de largura, ficando no lado Leste 66,7 metros para fora da borda do navio e 33,7 metros no lado Oeste.

Devido aos guindastes a embarcação está com 81 metros de altura. Por causa das grandes proporções foi necessário realizar a operação com cautela, sendo os pontos de maior tensão na passagem da embarcação por baixo dos cabos aéreos que atravessam o canal levando
energia para São José do Norte e pela plataforma P-53.

Durante o deslocamento do navio, para garantir máxima segurança, foram utilizados quatro rebocadores. O cais do Porto Novo, onde o navio atracou (entre os cabeços 31 e 40), teve em parte de sua extensão (do cabeço 35 ao 39) colocada uma camada de asfalto, já que para o descarregamento das peças é necessário ter um piso parelho.

A remoção das peças do porta-batel devem iniciar neste sábado (14), pela manhã, sendo içadas por um guindaste sobre-rodas e colocadas em uma carreta especial. A operação deve estender-se até o próximo domingo (15) e as peças ficarão armazenadas no Porto Novo até que seja concluído o cais do dique seco.
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