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| Revista Portuária 13/08/2008 Pórtico-guindaste chega ao dique seco Depois de mais de três meses atracado nos Dolphins, entre o Tecon e o terminal Termasa, o navio Zhen Hua 20, com o pórtico-guindaste do Estaleiro Rio Grande trazido da China, atracou ontem em frente ao dique seco, em construção no Superporto do Rio Grande. Sua desatracação dos Dolphins começou por volta das 12h30min e às 14h ele chegou a área em frente ao dique. Acompanhada de três rebocadores, a embarcação chinesa navegou em torno de três quilômetros para chegar ao empreendimento que está sendo construído pela WTorre/Estaleiro Rio Grande. A operação de atracação foi solicitada pela WTorre à Superintendência do Porto do Rio Grande (SUPRG) e autorizada pela Capitania dos Portos do Rio Grande do Sul. Nesta quarta-feira, deverá ter início a revisão dos cabos das torres auxiliares de montagens instaladas no navio, trabalho que deverá se estender por um período de 20 a 25 dias. Depois, começará, ainda a bordo, a montagem do pórtico. O engenheiro Neocélio Marinho, da WTorre, acredita que dentro de um mês o equipamento poderá ser descarregado nos trilhos implantados nas laterais do dique, pelos quais se movimentará. O pórtico-guindaste veio da China dividido em duas partes, o que o deixou com altura de aproximadamente 45 metros. Depois de montado, ficará com altura de 90 metros. O pórtico-guindaste será içado e montado com auxílio das torres de montagens, que vieram no Zhen Hua 20. O equipamento terá um vão livre de 130 metros e pesará 2,8 mil toneladas, movendo-se sobre trilhos ao longo das laterais do dique e 100 metros fora da estrutura (além da cabeceira do dique). Servirá para auxiliar na montagem das plataformas, transportando blocos com cerca de 600 toneladas que serão fabricados nas oficinas do empreendimento.
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| Zero Hora 15 de agosto de 2008 | N° 15696 Obras nos molhes viram atração Cerca de arame farpado, ausência das tradicionais vagonetas e um vaivém de caminhões e tratores mudaram a paisagem do Litoral Sul. Com a retomada das obras, a ampliação dos molhes da Barra de Rio Grande virou atração dos dois lados do canal de acesso ao porto: no molhe oeste, em Rio Grande, e no leste, em São José do Norte. Depois de cinco anos e meio parados, guindastes e escavadeiras do consórcio formado pelas empresas CBPO-Pedrasul-Carioca-Ivaí voltaram a operar e só param quando são impedidos pelo clima. Em dias de vento forte, as ondas obrigam à interrupção do cronograma. O prolongamento dos dois braços de pedra, mar adentro, é necessário para permitir o aprofundamento do canal de acesso aos terminais do porto, possibilitando a movimentação de navios maiores. A obra é estimada em *R$ 388 milhões. Estão garantidos R$ 135 milhões pelo Programa de Aceleração do Crescimento para gastos em 2008. Se não houver novas interrupções, será concluída em dezembro de 2009. – Mas tudo é muito imprevisível, já que depende de fatores como o clima e o mar – diz José Evânio Figueiredo, fiscal da Secretaria Especial de Portos. Movimentação preserva hábitos dos animais Na área do Superporto, o canteiro de obras do consórcio é uma linha de produção de tetrápodes – blocos de concreto de quatro pontas e oito toneladas cada. Todo dia, 45 são construídos. Em todas as frentes de trabalho, estão envolvidos cerca de 500 trabalhadores. João Fidelis, 40 anos, trabalhou nas fases anteriores das obras, de 1995 e 1999, quando houve recuperação de parte da estrutura, e entre 2001 e 2002, já no prolongamento: – Se antes a gente conseguia colocar 60 tetrápodes com o uso só de caminhões, hoje com o sistema por GPS dá para colocar mais de cem por dia. Moradores do lado leste, os leões-marinhos e lobos-marinhos parecem não se importar com a movimentação de máquinas. Os operários foram treinados para não causar danos à colônia. E, segundo o Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental, que faz o acompanhamento das espécies, os animais têm seus hábitos preservados.
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| Zero Hora 15/08/08 Estaleiro da W Torre Saiu ontem o sinal verde à destinação de área em Rio Grande para a construção de estaleiro da W Torre (construtora do Dique Seco). O Conselho de Autoridade Portuária aprovou a mudança de zoneamento do porto, que permite repassar uma área de 22,9 hectares para o empreendimento de cerca de R$ 75 milhões. Antes, o espaço estava reservado para granéis líquidos e fertilizantes. Até o final do mês, uma nova reunião deverá definir a destinação de área entre o Tecon e a Termasa para a implantação de outro estaleiro, do grupo Wilson Sons, orçado em US$ 50 milhões.
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| Blog Políbio Braga 15/08/08 W Torre também quer estaleiro em Rio Grande Depois que concluir o dique seco, a paulista W Torre quer construir seu próprio estaleiro. Vai investir R$ 75 milhões no novo negócio. . Outro estaleiro já anunciado para a área do porto é da Wilson Sons, que esta semana comunicou sua intenção ao governo estadual. Dona do Terminal de Contêineres, a empresa apartou R$ 50 milhões para o novo negócio. . Estes e outros empreendimentos foram examinados nesta quinta pelo Conselho da Autoridade Portuária, conforme adiantou na quarta-feira esta página.
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| Zero Hora 19 de agosto de 2008 | N° 15700 Mais um passo para ganhar R$ 1,45 bi Consórcio Quip vence licitação para concluir nova plataforma em Rio Grande e espera aprovação final da Petrobras para a assinatura do contrato que consolida atividade no município Rio Grande fica mais perto de um contrato US$ 887,52 milhões (R$ 1,45 bilhão) com a vitória do consórcio Quip na licitação para finalizar a plataforma P-55 da Petrobras. Responsável pela montagem da P-53 no município, o Quip agora só espera a aprovação final da estatal para consolidar a cidade portuária gaúcha como centro de atividade da indústria naval. Embora houvesse expectativa de que Rio Grande pudesse receber a encomenda, só a conclusão dessa etapa de licitação da P-55 assegura a continuidade dos trabalhos no pólo naval gaúcho. Marcos Reis, diretor de suporte corporativo à gestão do Quip (consórcio formado por Queiroz Galvão, UTC Engenharia e Iesa), confirmou ontem que os acionistas instalados em Rio Grande venceram a etapa final de seleção para a construção e a integração dos módulos ao casco. Essa é a parte mais cara e especializada da P-55. O casco já havia sido licitado e será construído pelo Estaleiro Atlântico Sul no porto de Suape, em Pernambuco. – Vai colocar Rio Grande definitivamente no caminho da consolidação – disse Reis. Conforme o executivo, agora a proposta vencedora passará por uma avaliação final da Petrobras para fechamento do contrato. É uma espécie de checagem para verificar se todas as exigências da estatal, dona da plataforma, estão atendidas na proposta. A data dessa etapa é imprevisível, explicou Reis, mas uma vez assinado o contrato, o prazo para início dos trabalhos varia entre 10 e 12 meses. Por isso, o plano do Quip é manter sob contrato a parte da mão-de-obra considerada chave para o projeto – área de gestão, técnicos especializados. – Há um intervalo entre o fechamento do contrato e o início da construção – detalhou Reis. Os demais, que já estão alocados para obras em outras regiões, devem retornar depois de concluído o processo. Cerca de 2 mil pessoas irão trabalhar na obra Durante a construção e integração dos módulos, será necessário um contingente de trabalhadores semelhante ao que finaliza a P-53, ao redor de 2 mil pessoas. O Quip, segundo Reis, também está envolvido na licitação da P-63, que poderá ser integrada também em Rio Grande. – Para ter uma idéia, a licitação que o consórcio venceu tem o mesmo tamanho da montagem da P-53 – comparou Reis. Praticamente concluída, a P-53 foi montada sobre um casco de navio importado. No caso da P-55, o casco será construído no Brasil. O custo total deverá alcançar US$ 1,882 bilhão. O valor ficou US$ 200 milhões acima do menor preço apresentado na primeira licitação feita pela Petrobras há um ano e meio, cancelada devido aos elevados valores. Uma segunda concorrência foi anulada no ano passado, o que motivou a Petrobras a desmembrar os projetos para reduzir o custo. A P-55 deve estar pronta até 2012, com capacidade de produção de 180 mil barris de petróleo ao dia. O prefeito de Rio Grande, Janir Branco (PMDB), comemorou o resultado: – A Quip é hoje o maior empregador local. O dinheiro dos trabalhadores aqueceu o comércio e dinamizou a economia de Rio Grande.
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