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| Esse thread concentra todas a notícias a respeito do Porto e do Polo Naval de Rio Grande, porém para que fique mais organizado, há threads específicos sobre cada investimento (os links estão abaixo)... Abaixo algumas informações sobre os projetos: Projetos do Porto - 10 terminais de Conteiners - investimentos de R$ 1,35 bilhão. - Aprofundamento do Calado de 14m para 20m e ampliação dos molhes - R$ 440 milhões. (Rio Grande (RS) / Ampliação dos Molhes e Aprofundamento do Calado do Porto) - Terminal de Barcaças - 30 milhões de dólares - Cabos de Energia Subaquáticos - R$ 20 milhões Projetos do Polo Naval - Fábrica de cascos de plataforma (primeira no mundo) - R$ 3 bilhões em 10 anos. - Dique Seco - R$ 439 milhões (Thread Específico - Rio Grande (RS) / Estaleiro Rio Grande ERG 1 - Dique Seco + ERG 2 e ERG3) - Ampliação do Dique seco - R$ - 1 bilhão, totalizando 1.439 bilhões no Dique Seco (Thread Específico - Rio Grande (RS) / Estaleiro Rio Grande ERG 1 - Dique Seco + ERG 2 e ERG3) - Estaleiro Wilson Sons - 50 milhões (Rio Grande (RS) / Estaleiro Wilson Sons)
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| Zero Hora 03 de abril de 2008 | N° 15560 Lula consolida pólo naval gaúcho Ao lado da ministra Dilma, presidente visita Metade Sul e assina contratos do PAC em Porto Alegre Ao lado de Suape, em Pernambuco, a gaúcha Rio Grande será sede de um dos maiores pólos navais do país. Hoje, a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva às obras de construção da plataforma P-53 e do Dique Seco deve consolidar a vocação do terceiro maior porto do país. Há expectativa de que o presidente confirme a instalação de uma fábrica de cascos para plataformas na cidade gaúcha. Ontem à tarde, o gerente-geral de engenharia da Petrobras, Antônio Carlos Justi, evitou dar detalhes sobre os novos planos para Rio Grande, mas confirmou que outro equipamento ancora no Dique Seco em 2010, a P-17, para uma grande reforma. Justi anunciou que os investimentos nos projetos que passarão por Rio Grande até 2012 devem chegar a US$ 5 bilhões. Alexandre Garcia, gerente de construção naval da estatal, detalhou que essa plataforma - usada para perfuração, não para extração de petróleo - será transformada para operar em áreas mais profundas. Isso significa que, provavelmente, poderá atuar na prospecção da promissora região de pré-sal, onde já foram localizadas reservas gigantescas de óleo e gás, confirmou Garcia. Navio para extrair petróleo também deverá ser montado Antes, no entanto, a primeira obra realizada no Dique Seco será a P-55, plataforma semi-submersível que irá operar no campo de Roncador, na Bacia de Campos. O equipamento é de grande porte, com capacidade de produção de 180 mil barris de petróleo ao dia - a mesma da P-53. A diferença é que, enquanto a P-53 está sendo montada sobre o navio Setebello, comprado de Cingapura, o casco da P-55 já será construído em Rio Grande. A conclusão está prevista para 2011. Com ocupação plena, o pólo naval de Rio Grande deverá representar a criação de cerca de 10 mil vagas. - Na medida em que outros projetos surgirem, pode haver uma ampliação da infra-estrutura prevista. Esse tipo de local para construção de equipamentos offshore só existia no Rio de Janeiro, mas está desativado, então o Rio Grande do Sul e Suape permitirão a construção no Brasil - destacou Justi. Essa projeção não leva em conta a fábrica de cascos que deve funcionar em Rio Grande, mas de outro tipo, conhecido como FPSO - sigla em inglês para Floating, Production, Storage and Offloading, navios com capacidade para extrair e armazenar petróleo e gás natural e transferi-los para outras embarcações.
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| Zero Hora 06 de abril de 2008 | N° 15563 A redenção de Rio Grande Da Estrada que leva à praia do Cassino, da área portuária, do Centro ainda repleto de antigas casas coloniais, de onde (e quando) menos se espera, a Petrobras 53 (P-53) se faz vista, extravasando seu gigantismo. A plataforma de petróleo construída em Rio Grande é tão presente como a revolução pela qual passa o município. A mais antiga cidade gaúcha está em alvoroço desde a montagem da estrutura e das obras de instalação do Estaleiro Rio Grande, onde operários parecem formigas em meio ao mar de areia sobre o qual as máquinas trabalham para dar forma ao Dique Seco - área montada para construir e reformar plataformas da Petrobras. Os dois projetos - o da P-53 iniciada em meados de 2005 e o do dique, no final 2006 - somam um investimento de US$ 1,5 bilhão, e significam para Rio Grande abandonar a condição de cidade portuária enredada na crise crônica da Metade Sul, transformando-se em um pólo naval imprescindível para a Petrobras. Retrato da mudança, 4,3 mil funcionários trabalham no estaleiro e na P-53. A estimativa é que mais de 2,5 mil vieram de fora do município, contratados para preencher vagas que demandavam qualificação profissional escassa na região. Eles têm transformado a vida na cidade. Até mesmo a do prefeito, Janir Branco (PMDB). Certa feita, entrou em uma tradicional churrascaria local. Olhou para uma mesa grande à direita, à espera de um aceno conhecido. Ninguém correspondeu. Virou-se para um grupo de mais de uma dezena de homens sentados à esquerda. De novo, nada. Somente depois de uma conversa com o gerente constatou que o problema não era sua popularidade. - Eram todos clientes de fora que vieram para cá trabalhar nas obras - revela. Figura típica de Rio Grande, Valdeci Bezerra da Silva, o Torélio, observa a expansão da indústria naval em perspectiva histórica. - Movimentação como a de agora, só vi no tempo das grandes firmas de peixe (o auge foi entre as décadas de 50 e 60). Quando erguiam a bandeira vermelha numa taquara, era sinal de que estavam precisando de gente para limpar peixe, pregar caixas. A diferença é que era só se apresentar que tinha serviço. E hoje, para pegar nestas firmas (do pólo naval), tem de ter curso - analisa nos seus 63 anos, enquanto bate ponto no calçadão central - vendendo empadas e amendoim aquecidos em um velho forno em formato de locomotiva forjado há 84 anos. O boom da indústria naval só não anima mais os rio-grandinos porque a cidade sempre viveu entre altos e baixos, conforme os ciclos econômicos. No século passado, foram o frigorífico Swift Armour, a indústria pesqueira e a reforma do porto com instalação de indústrias de adubo e processamento de soja que movimentaram o município. Da segunda metade da década de 80 e o início da atual, Rio Grande viveu no marasmo econômico. A população, que ganhou mais 60 mil habitantes entre 1970 e 1990, cresceu em apenas 10 mil entre 1990 e 2000, cita o professor Marcelo Domingues, superintendente de pesquisa da Fundação Universidade de Rio Grande. Aliados ao aumento de 95% no movimento do porto entre 2000 e 2007, os novos empreendimentos surgem como a redenção de um município que já se acostumava com a própria pobreza. Desde 2005, o crescimento do emprego formal em Rio Grande supera a média do Estado e de Pelotas, maior cidade da região, com cerca de 350 mil habitantes. - É a retomada da função industrial do porto, com a construção naval, que tem potencial de agregar empresas sistemistas cinco vezes maior do que a indústria automobilística - compara Domingues. A montagem da P-53 tem prazo para terminar, em setembro. O avanço econômico de Rio Grande, não. A Petrobras deve investir US$ 12,6 bilhões no mercado fornecedor brasileiro até 2012. No final deste ano, começa a ser produzido no local o casco da P-55. De acordo com a estatal, "o impacto econômico positivo sobre a cidade deverá ser maior no futuro" do que agora. No auge do funcionamento do Dique Seco, cerca de 10 mil empregos diretos podem ser gerados. Em sua passagem pelo Estado, na quinta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou em Rio Grande que os negócios no pólo naval serão ampliados em R$ 3 bilhões, pela instalação de uma fábrica de cascos - elevando para mais de R$ 11 bilhões os investimentos. A revolução está recém começando. SEBASTIÃO RIBEIRO | Rio Grande
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| Zero Hora 12 de abril de 2008 Investimento em porto em Rio Grande chegará a R$ 1,35 bi Pelo menos 10 terminais deverão ser construídos O Porto do Rio Grande deverá receber nos próximos três anos investimentos de R$ 1,35 bilhão com a construção de pelo menos mais 10 terminais. Desses, três devem ser alvo de licitações a serem lançadas pela superintendência portuária ainda neste ano. Essas concorrências serão para a montagem e exploração de terminais de produtos florestais, fertilizantes, carga geral e contêineres - cada um com valor estimado em R$ 150 milhões. Conforme estudos preliminares, em cinco anos o Porto do Rio Grande movimentará 1,5 milhão de contêineres por ano - o terminal atual, um pouco maior do que o a ser licitado, movimenta 600 mil unidades. A movimentação geral de cargas em Rio Grande em 2007 foi 27 milhões de toneladas. A expectativa é chegar a 50 milhões de toneladas em 2014, projeta Bercílio Silva, superintendente licenciado do porto, que trabalha nos projetos e volta ao cargo em maio. O programa de investimentos no porto foi confirmado pelo secretário-adjunto de Infra-Estrutura do governo estadual, Adalberto Silveira Neto. - O pólo de desenvolvimento, hoje, está na Metade Sul. Temos os investimentos no pólo naval, as fábricas de celulose e o crescimento do pólo de fertilizantes, que está com armazéns infláveis aqui no porto - explicou Sinésio Cerqueira, superintendente do Porto do Rio Grande. Plano federal vai definir política nacional para setor A questão portuária foi discutida ontem em evento promovido pela Assembléia Legislativa. O secretário-adjunto de Portos da Presidência da República, José Roberto Serra, anunciou que o governo federal lança na próxima semana licitação internacional para elaboração do Plano Nacional Estratégico dos Portos, estudo que deve definir a política nacional para o setor nos próximos anos. O trabalho, que custará por volta de R$ 13 milhões, apontará saídas para o desenvolvimento portuário e envolverá desde análises da legislação até de tarifas e demandas setoriais. - Temos de fazer ajustes na legislação para incentivar investimentos privados em terminais marítimos no Brasil - afirmou Serra. Até o fim de 2009, o governo federal também pretende concluir as obras de aprofundamento do calado de 14 para 20 metros e de ampliação dos molhes da barra no porto de Rio Grande. As empreitadas estão incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento e custam cerca de R$ 440 milhões. Mas não são considerados suficientes. - Há o risco de ter um porto com calado para grandes navios e não termos rodovias e ferrovias para escoar a produção - disse Sandro Boka (PMDB), deputado estadual e coordenador da Frente Parlamentar de Portos e Hidrovias. O evento contou com a participação do diretor da Associação de Portos de Amsterdã, Wim Rujigh, e do representante da Agência Comercial Holandesa, Philippe Schulman. O governo holandês vai promover a troca de informações para o desenvolvimento portuário no Estado.
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| Ampliação do dique seco Rio Grande Ampliação do dique seco do Rio Grande deve chegar a R$ 1 bilhão Ontem à tarde, o presidente da WTorre, responsável pela construção do maior dique seco de grande porte do País, Walter Torre Jr., acompanhado do vice-presidente da empresa, Paulo Remy, concedeu entrevista coletiva à imprensa rio-grandina, quando falou sobre a ampliação do dique seco e anunciou outros projetos no Município. Devido à demanda do País para a construção de novos navios, a área do dique seco, provavelmente, será ampliada em breve. A notícia não foi confirmada pelos diretores. No entanto, em entrevista concedida por eles a um jornal da capital ontem, Walter Torre Jr. afirmou que o investimento será de R$ 1 bilhão. O investimento deverá ser anunciado pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem visita prevista para o mês de abril ao Estado, passando pelo Porto do Rio Grande. Em Rio Grande, ele deu pistas praticamente confirmando o investimento. "Para a ampliação, estamos procurando novas áreas próximas ao dique. E como o governo (Federal) exige que 65% do material utilizado nos empreendimentos seja proveniente do País, estamos trabalhando na construção de um Condomínio Industrial de Fornecedores, com infra-estrutura para atrair empresas e indústrias especializadas em matéria-prima, interagindo diretamente com a construção das plataformas", revela. Ainda à imprensa de Porto Alegre, ele assegurou a triplicação da capacidade do dique seco e disse que a área terá duas novas funções: a mais importante será o terceiro dique para a construção de carcaças padronizadas sobre as quais serão montados os FPSOs - navios capazes de processar, armazenar e transferir para a costa o petróleo ou gás natural extraídos, e a segunda trata-se da utilização do dique seco para a manutenção de "supply boats" - embarcações que prestam serviço às plataformas em operação na costa. Segundo Walter Torre Jr., o dique seco do Rio Grande está no mesmo nível dos construídos pelos asiáticos e, após concluído, entrará na disputa pela construção de navios no cenário internacional. "Após conhecer a área, uma empresa de Cingapura entrou em contato conosco na intenção de firmar sociedade", conta Walter Torre Jr. O presidente da WTorre falou também que Rio Grande deverá se consolidar como o maior pólo metal mecânico do País, entre os primeiros do mundo. "A primeira etapa da obra, considerada a mais difícil, está pronta. Agora, a WTorre trabalha num programa de ampliação de seu complexo, após a conclusão da plataforma. Este investimento - anunciado pela ministra-chefe da Casa Civil durante sua visita a Porto Alegre, no final da semana passada e estimado em R$ 1 bilhão - irá abrir cerca de 6 a 8 mil novos empregos", argumenta. Construção de casas para funcionários Para atender a migração forte que deverá ocorrer em Rio Grande devido à abertura de novas vagas de emprego, a empresa já adquiriu uma área de 3 mil hectares próxima ao Cassino - entre a nova via de ligação do balneário e a 4ª Secção da Barra -, onde serão construídas 3 mil unidades habitacionais aos futuros trabalhadores da WTorre. "Este investimento faz parte da política da empresa. A abertura de novas vagas irá atrair pessoas também de outras cidades. Para isso, é preciso ter a infra-estrutura necessária", explica Walter Torre Jr. O empreendimento ficará sob a responsabilidade da empresa Guanandi, que atua em parceria com a WTorre e já construiu casas em diversos pontos de atuação da empresa de engenharia no País. "Esta política prevê também a qualificação dos funcionários, maneira encontrada de também segurá-los junto ao pólo", afirma. Andamento da obra Segundo Torre, o dique seco já é uma realidade e 63% da obra já foi executada. "O projeto foi dividido em grandes unidades: a oficina, que deverá ser concluída em 60 dias, ficando pronta para operar caso seja necessário; o cais norte, que possui cerca de 100 metros e está bem adiantado, objetivando o reparo das plataformas, e o cais sul, que tem 350 metros, onde acontecerá o acabamento das plataformas. Atualmente, aproximadamente mil pessoas trabalham diretamente na obra e a previsão é de que mais 250 sejam contratadas. Além disso, segundo a diretoria da empresa, há três mil trabalhadores atuando indiretamente. Pórtico está a caminho Quanto ao pórtico do dique seco, Walter Torre explica que esta já está a caminho do Rio Grande. Conta que um navio foi feito exclusivamente para transportar a peça, carinhosamente chamada por eles de "gigante". "O pórtico já partiu da China e está em direção ao Município. O único problema a ser resolvido é quanto à retirada dos cabos tracionados na linha de transmissão de energia elétrica, que leva luz a São José do Norte", fala. As obras de adequação serão debatidas no próximo dia 25, no auditório do Ministério Público, em São José do Norte. O pórtico possui 100 metros de altura, 133 metros de vão, 12 metros de viga e pesa 600 toneladas. Cidade em desenvolvimento Os diretores da WTorre falam que a cidade possui grande potencial e o crescimento acelerado requer investimento em infra-estrutura. "A cidade precisa acompanhar este crescimento e ainda há muito o que investir, mas estamos satisfeitos com a mobilização de autoridades locais, que entendem a situação e o potencial", fala. ![]()
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