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| Super Moderator ![]() Join Date: Mar 2008 Location: Porto Alegre, Brasil
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| Zero Hora 21 de agosto de 2008 | N° 15702 Sem sistema antineblina novo, aeroporto pára Com a umidade chegando a 100%, uma forte neblina aterrissou no leste gaúcho, emperrando mais uma vez o tráfego aéreo no Estado, entre a noite de terça-feira e a manhã de ontem. Durante nove horas e 28 minutos, o Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, permaneceu fechado para pousos e decolagens por causa do denso nevoeiro. Um terço dos 95 vôos atrasou e 14 foram cancelados até as 13h30min de ontem. O nevoeiro impediu as operações no Salgado Filho, mesmo por instrumentos, de acordo com o superintendente da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), Marco Aurélio Francheschi. O terminal só voltou a operar às 7h58min por instrumentos e, visualmente, às 13h. Informações do setor de meteorologia do terminal indicam que o nevoeiro se concentrou a 30 metros do solo, impossibilitando a partida e a chegada de aeronaves. O atual equipamento antineblina, conhecido como Instrument Landing System (ILS, em português sistema de pouso por instrumentos), permite manobras por instrumentos desde que a camada de nuvens esteja a uma altura mínima de 60 metros em relação à pista. No final de maio, o Salgado Filho deu início à instalação de aparelhos que fazem parte de um novo sistema antineblina (ILS2), mas a previsão de funcionamento é para o inverno de 2010. Se o ILS2 estivesse em operação, os vôos poderiam ser controlados pelo instrumento, evitando o fechamento do terminal. O ILS2 já é usado em aeroportos de Curitiba (Afonso Pena), Rio (Tom Jobim) e São Paulo (Cumbica). Saguão ficou tomado por passageiros indignados Ontem, o saguão do Salgado Filho voltou a se transformar em cenário de desolação e revolta com dezenas de passageiros aguardando horas a fio, alguns dormindo em poltronas. Um dos mais indignados era o oceanólogo Márcio Alberto Geihs. O vôo que levaria ele e três colegas de faculdade a um congresso em São Paulo atrasou cinco horas. O aborrecimento de Geihs era maior porque havia chegado ao aeroporto quatro horas antes do embarque, justamente para não ter problemas com o horário. – Viemos de Rio Grande no último ônibus que saiu na noite de terça-feira. Agora, vamos perder o primeiro dia do congresso e ninguém vai nos ressarcir por isso – reclamou. Cinco horas também foi o tempo de espera do empresário e professor universitário de Santa Maria Elton Spode. – Se não tivesse uma reunião importante, desistiria da viagem – lamentou.
__________________ Ao matar seus demônios, cuidado para não destruir o que há de melhor em você. | |||||||||||
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