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Old 15th June 2008, 23:52   #1
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Default Osório (RS) até Palhoça (SC) / Duplicação BR - 101 / Trecho de 347 Km

BR - 101/SUL

A Adequação da Capacidade e duplicação da BR-101 SUL é uma obra do Governo Federal, realizada pelo Ministério dos Transportes e executada pelo Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT), com conclusão prevista para 2008.

O trecho possui 348 Km de rodovia e liga Palhoça (SC) a Osório (RS). A obra é cercada de todos os cuidados para a proteção ambiental e beneficiará uma população de cerca de 800 mil habitantes em 25 municípios nos dois estados, integrando o importante eixo rodoviário por onde circulam turistas. E ainda, é a rota do Mercosul.

Uma Obra Sustentável

A Duplicação da BR-101 Sul, a cargo do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transporte (DNIT), é uma das primeiras obras do Brasil com gerenciamento ambiental em sua execução. Isso significa que o empreendimento avança com rigoroso controle e cuidado com o meio ambiente, atenção com os usuários da estrada e com a população residente nas cidades ao longo do trecho.

Com a rodovia duplicada, a população de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul se beneficiará com o progresso econômico e transitará com mais conforto, segurança e rapidez nos cerca de 350 km que separam Palhoça (Região Metropolitana de Florianópolis) e Osório (no Nordeste Gaúcho).

O projeto também ajuda a resolver problemas ambientais acumulados ao longo do tempo. Promove a recuperação das áreas degradadas; e faz o monitoramento da qualidade da água dos rios e lagoas próximas à rodovia.

O cuidado estende-se com a regularização fundiária para os terrenos na margem da pista, o reassentamento definitivo de comunidades indígenas Guaranis, os investimentos de infra-estrutura das unidades de conservação e no salvamento do patrimônio arqueológico.
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Old 15th June 2008, 23:54   #2
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Diário Catarinense
07 de junho de 2008 | N° 8092

Duplicação ficará em 70% neste ano

BR-101 Sul

Perto da entrada de Santa Rosa do Sul, entre Sombrio e Passo de Torres, no Extremo Sul de Santa Catarina, segue a construção de uma passagem inferior de acesso, diante de um antigo supermercado à beira da BR-101.

Enquanto o acesso é preparado para ser inaugurado e servir à rodovia, o prédio denuncia, em seu estado, já ter vivido dias melhores, mas também já estar fechado há anos.

É nas redondezas que trabalha diariamente Cristiano dos Santos. Ele juntou-se à obra da passagem inferior logo que ela foi iniciada, em 2006, mas depois saiu para viajar e retornou neste ano. Natural de Santa Rosa do Sul, foi um dos moradores do município que encontrou chance de trabalho com a duplicação da BR-101, mas não sabe se, semelhante a ele, o imóvel abandonado terá uma nova oportunidade. A obra na qual Santos faz parte do lote 30, onde já há alguns trechos de estrada asfaltada, mas nada liberado ainda.

A passagem inferior é uma das obras especiais necessárias na duplicação do trecho da BR-101 no Sul de Santa Catarina, iniciada em 2005. A previsão é entregar, até o fim do ano, 70% dos trabalhos. O objetivo, que no início do ano era de 80%, foi prejudicado pelas chuvas do primeiro trimestre, mas o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) estima que cerca de 30% já está duplicado, embora a maior parte desses quilômetros ainda não tenha sido foi liberada ao tráfego por questões de segurança, relativas a desvios ou homens trabalhando nas pistas.

Mas quatro pontos demorarão mais: os túneis no Morro do Formigão (Tubarão) e Morro dos Cavalos (Palhoça), o contorno de Araranguá e a travessia de Cabeçudas e Canal das Laranjeiras, em Laguna. São viadutos, pontes, passarelas e passagens que eliminam cruzamentos perigosos sobre a rodovia.

Destas, o contorno de Araranguá é o único com a licitação já realizada e construtora definida. Por isso, deve ficar pronto antes dos demais: até o final de 2009. O contorno foi planejado para evitar desapropriações às margens da atual pista, que será destinada ao tráfego local. De acordo com projeto elaborado em 2000, haveria um aterro, a cerca de 800 metros dali para as pistas duplicadas, mas a idéia foi colocada de lado devido ao impacto ambiental e na agricultura. Seriam necessários 200 metros de largura no aterro para utilização de apenas 20 metros na pista.

TCU precisa autorizar alteração em Araranguá

Em vez do aterro, o Dnit planeja um elevado, semelhante ao de Maracajá. Para isso, é necessário revisar o projeto e compensar a construtora, o que depende de autorização do Tribunal de Contas da União (TCU). O levantamento de custos para atender à legislação, que prevê acréscimo de até 25% do valor contratado para o lote, com a análise por parte do TCU, deve ser concluído até julho. A partir daí, a obra pode começar.

A diferença principal em relação ao elevado de Maracajá é de que este preservará a utilização da atual pista de rodagem, apesar da suscetibilidade a alagamentos. Ali, o Dnit optou por não colocar todas as pistas no o elevado por considerar os custos elevados demais para resolver um problema que considera ocasional. Quando a pista alagar, como no início do mês de maio, o trânsito será desviado para o elevado, que terá tráfego em uma pista para cada sentido. No trecho, fazia quatro anos que não havia alagamento no local.

A ponte sobre o Canal de Laranjeiras e o Túnel do Morro do Formigão estão em fase final de execução de projetos, com a entrega até o final de julho. No segundo semestre serão realizadas as licitações para a execução dos projetos de engenharia. A licitação deve ser concluída até o final do ano, com assinatura no começo de 2009. A previsão é terminar as obras até o final de 2010.

O projeto do túnel no Morro dos Cavalos, entre o km 232 ao km 235,3, está previsto para ser concluído em julho. O trabalho inclui duas galerias de 3,3 quilômetros com duas pistas cada, além do projeto dos viadutos de acesso e para estabilização de encostas para evitar desmoronamentos. Em seguida vem a construção propriamente dita, também prevista para ser concluída até o fim de 2010.
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Old 15th June 2008, 23:58   #3
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Zero Hora
13 de junho de 2008 | N° 15631

BR-101 avança em ritmos diferentes

Zero Hora percorreu a rodovia, entre Osório e Torres, e constatou que no trecho gaúcho há locais sem qualquer vestígio de trabalho de duplicação, cujo cronograma deverá ser apresentado hojeHá problema de fluxo na obra de duplicação do trecho gaúcho da BR-101, entre os municípios de Osório e Torres.

Locais onde a obra está avançada contrastam com pontos em que não há sinal de trabalho. Hoje haverá reunião entre as construtoras e o Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit) para tratar do assunto.

O tumulto registrado no aeroporto Salgado Filho impediu que a direção nacional do Dnit se reunisse na última segunda-feira, na Capital, com as empreiteiras responsáveis pelos quatro lotes da BR-101 no Estado. O encontro foi remarcado para hoje. À tarde, será concedida uma entrevista, na qual deverão ser feitos anúncios sobre a obra.

- Divulgaremos o cronograma da obra. Mantemos a nossa previsão de término - afirma o superintendente regional do Dnit, Marcos Ledermann.

A promessa é de concluir os novos 88,5 quilômetros da estrada até o final de 2009. Para isso, será necessário apertar o passo. Zero Hora percorreu o trecho da obra no Estado e constatou que ainda há pontos onde a melhoria parece distante de virar realidade.

O melhor trecho fica entre Osório e Maquiné, onde a pista já é duplicada e sinalizada. A partir daí, existe uma descontinuidade. Em pequenos trechos, há aterro para a segunda pista, mas em outros não há trabalho.

Residências instaladas em locais onde passará a nova BR-101 seguem ocupadas, enquanto outras ao lado já estão demolidas. Desde o começo da empreitada, as desapropriações foram apontadas pelo Dnit como fator de retardo do avanço da duplicação.

Os túneis em Maquiné, considerados as obras mais importantes, entre Osório e Palhoça (SC), estão perto de ser totalmente perfurados. Ledermann afirma que cerca de cem metros separam os operários do outro extremo. Ambos terão 1,8 mil metros.

No lote 1, entre Três Cachoeiras e Torres, apenas as chamadas obras de arte, como pontes e viadutos, mostram que uma construção está em andamento. Em longos trechos, não há sequer máquinas paradas.

- Há uma série de soluções que devermos divulgar nesta semana, mas ainda não posso adiantar. Se houve defasagem, será solucionada - promete Ledermann.
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Old 15th June 2008, 23:59   #4
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Zero Hora
14 de junho de 2008 | N° 15632

Atraso ajuda a encarecer duplicação da BR-101

Segundo uma estimativa do Dnit, serviço no trecho gaúcho da rodovia custará 66,6% a mais do que o previstoBarreiras naturais juntaram-se a obstáculos burocráticos para barrar o avanço das obras do trecho gaúcho da BR-101.

Para superar esses contratempos, o governo federal terá de gastar R$ 300 milhões a mais com a duplicação da estrada, que liga Osório a Torres. O volume é 66,6% superior ao custo anunciado em 2005, quando o empreendimento foi lançado. A conclusão da obra deve ocorrer só dezembro de 2009, um ano e meio depois do previsto.

Publicado ontem, um teste realizado por Zero Hora evidenciou o impacto do atraso. O lote 4 da obra, entre Osório e Maquiné, está quase concluído, em contraste com outros três lotes, onde vários pontos não receberam sequer a terraplenagem.

O diretor de infra-estrutura rodoviária do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit), Hideraldo Caron, diz que a construtora dos três lotes (Queiroz Galvão) é a mesma e precisou enfrentar obstáculos pelos quais a responsável pelo outro trecho (Bolognesi) não passou. O entrave mais preocupante foi identificado na abertura dos túneis, em Maquiné. Uma mistura de terra e rochas, formadas há milhares de anos por um vulcão, determinou a revisão total do projeto. Os buracos tiveram de ser fechados, pois o morro começou a ceder. Como conseqüência, o custo do lote 3 aumentou em R$ 115 milhões.

- Foram feitas todas as sondagens necessárias para o projeto e não foi constatado nada na época - sustenta.

A falta de jazidas que forneçam materiais como pedras e areia para a pavimentação também contribuiu para a morosidade. O projeto apontava a existência de 21 locais de extração no trecho de 99,5 quilômetros.

- Somente cinco puderam ser utilizados. Isso acarretou em aumento de custos na compra do material e também no transporte - ressalta o diretor.

As desapropriações dos terrenos completam o quadro. Até o ano passado, tramitavam mais de mil processos. Com as ações de conciliação feitas pela Justiça, esse número não passa hoje de 60 casos. Segundo Caron, eles deverão estar superados até o fim do ano:

- O que demora são as desocupações. Da decisão até a saída das famílias leva, em média, seis meses.

Pelo valor estimado em 2002, a duplicação custaria R$ 450 milhões. Até agora foram investidos R$ 394 milhões. A inflação do período, aliada aos impedimentos que surgiram, elevaram para R$ 750 milhões a previsão. O número pode crescer ainda mais com uma nova licitação. Como o contrato da Queiroz Galvão chegou ao limite máximo de reajustamento (25%), o Dnit se viu obrigado a chamar outra empresa para finalizar as vias marginais, que dão o acesso local às cidades.
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Old 26th June 2008, 17:33   #5
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Zero Hora
26 de junho de 2008 | N° 15644

Três histórias da espera de uma década pela BR-101

Anunciada em 1998 para estar concluída até 2000, duplicação da estrada se arrasta por uma década, apesar dos esforços para terminá-la em 2009

Naquela sexta-feira, 26 de junho de 1998, o clima era de campanha eleitoral quando o presidente Fernando Henrique Cardoso, em viagem ao Estado, entregou uma ordem de serviço a Paulo Gilberto Betat Moraes, o Paulinho, autorizando o início da duplicação da BR-101.

- Sucesso na obra - desejou FH a Paulinho, na época supervisor da empreiteira Camargo Corrêa, em ato que simbolizou o início de um dos mais esperados investimentos do sul do Brasil.

As previsões eram otimistas: primeiro, seriam duplicados seis quilômetros, em Osório, e logo se iniciariam as ampliações dos restantes 88,6 quilômetros que ligam o município a Torres, no Litoral Norte - um empreendimento capaz de garantir segurança e rapidez nos deslocamentos entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

O trecho sul da BR-101, porém, continua no sonho de gaúchos e catarinenses. Na melhor das hipóteses (se não chover em excesso, se não faltar recursos, se a sorte ajudar...), a conclusão ocorrerá em dezembro de 2009 - 11 anos e seis meses após as primeiras patrolas ocuparem a pista.

Zero Hora relata os percalços de uma obra que parece interminável a partir da história de três personagens: o economista Paulinho, o operário Clésio da Silva Pazzin, colega de Paulinho e um dos três trabalhadores presentes àquela cerimônia, e Ildo Szymanski, que migrou com a família de Frederico Westphalen, no norte do Estado, em agosto de 1988, com o sonho de poder lidar "na conservação e duplicação da BR-101".

O início das obras em apenas seis quilômetros

Durante parte da última década, o projeto de duplicação da BR-101 esbarrou em diferentes tipos de empecilhos: técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) paralisaram licitações, remanescentes de quilombos, em Morro Alto, exigiram reparação econômica para que suas áreas virassem estrada, ativistas alertaram para danos ambientais e, sobretudo, faltou vontade ao governo.

- Houve problemas para a conclusão dos projetos, mas é verdade que, se tudo estivesse perfeito, não teríamos recursos para iniciar as obras - reconhece hoje o deputado federal Eliseu Padilha (PMDB/RS), ministro dos Transportes entre 1997 e 2001.

Aos 58 anos, Paulinho, que recebeu a ordem de serviço das mãos de FH naquele início de inverno de 1998, não alimentava ilusões.

- Era apenas um pequeno trecho previsto em contrato que iria começar. Eu sabia que ainda faltava muito para toda a rodovia ser duplicada - recorda Paulinho, hoje morando no departamento de Potosí, na Bolívia, onde atua em um empreendimento rodoviário.

Não era a idéia manifestada pelos presentes à festança. Em reportagem publicada em ZH, naquele mesmo 26 de junho, fontes do antigo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (Dner) informavam que as "obras do trecho gaúcho devem terminar no ano de 2000". Traduzindo: até o início da década atual, a BR-101 seria uma espécie de freeway.

Discussões, burocracia e nada de agilidade

Na prática, o que se encerrou em 2000 foram apenas os seis quilômetros no perímetro urbano de Osório. Escalado por Paulinho para participar da solenidade, o operário Clésio da Silva Pazzin, na época com 30 anos, nutria esperança de permanecer por um longo período próximo de casa.

- Quando aparece uma obra deste tamanho, é um achado bom demais. Esperava trabalhar na duplicação de todo trecho para ficar um bom período perto de casa - recorda Pazzin, fotografado no alto de um trator de esteira D4.

A esperança de Pazzin não se confirmou. E como é comum na sua profissão, ele rodou o Estado pilotando tratores.

Concluída a etapa inicial, veio um período de angústias e incertezas: consumido pela burocracia e com os cofres raspados, o governo federal emperrou as obras. Entre 2000 e 2004, discussões, audiências públicas e promessas, como uma feita pelo presidente Fernando Henrique, em abril de 2000:

- Posso garantir que, até o final deste ano, a obra estará concluída, desde São Paulo até Osório.

Enquanto as obras não se iniciavam, a BR-101, que Pazzin apelidou de "açougue", contabilizava tragédias. De janeiro de 2001, quando supostamente estaria pronta, a dezembro de 2004, ano em que as obras recomeçaram, 1.413 acidentes de trânsito ocorreram na BR-101, deixando 647 feridos e, no mínimo, 74 mortos.

Uma nova cerimônia, e a retomada dos sonhos

No final de 2004, Paulinho, que se mudara para Estrela, voltou ao Litoral. Iria encontrar outro presidente: Luiz Inácio Lula da Silva. Em mais uma festa, desta vez em Torres, o filme se repetiu: políticos, líderes locais e, das mãos do presidente, novamente Paulinho recebeu a ordem de serviço dando início às obras.

- Já trabalhava em outra empresa, mas o pessoal do PT disse que o presidente Lula queria entregar a ordem de serviço para a mesma pessoa que recebeu em 1998 - confidencia.

De Lula, Paulinho diz ter ouvido:

- Agora a obra vai sair!

Desde o recomeço, o ritmo jamais foi frenético. Licitada em R$ 450 milhões (o governo estimava R$ 600 milhões) e prevista para ser concluída em três anos, a modernização custará, de fato, R$ 750 milhões. E levará, no mínimo, quatro anos e meio.

- As desapropriações, as escavações dos dois túneis e as chuvas contribuíram para o atraso - explica o superintendente regional do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit), Marcos Ledermann.

Fecha-se um ciclo na família Szymanski

Os próximos 18 meses têm um significado especial para a família Szymanski. Vinte anos após ser transferido do extremo norte do Rio Grande do Sul para Osório, com a mulher, Inelde, e a recém-nascida Juliana, o administrador Ildo está prestes a concluir um ciclo profissional em sua vida. Em 1988, quando já se falava no assunto, a Camargo Corrêa, grupo ao qual era vinculado, enviou-o para o Litoral Norte. O motivo: atuar nas obras de manutenção e duplicação da BR-101.

- Só trabalhei na manutenção da rodovia. Saí da empresa em 1996, antes do começo das atividades (de duplicação) em Osório - recorda.

Vivendo com a mulher e Mariana, 15 anos, a filha mais nova do casal, Szymanski permaneceu em Osório acalentando uma expectativa:

- Sempre pensava: um dia vou acabar trabalhando de novo na BR-101.

Graças à morosidade crônica do Estado, a esperança de Szymanski se confirmou. Ele foi contratado como auxiliar de pessoal pela construtora responsável e atuará na etapa final da duplicação.

Por que demora a obra

1 - Falta de planejamento de longo prazo. Em função dos Planos Plurianuais (PPAs), feito a cada início de mandato, os planejamentos são de, no máximo, quatro anos. Grandes empresas, por exemplo, conseguem fazer seus planejamentos estratégicos entre cinco e 10 anos. Seria necessário desburocratizar e flexibilizar os orçamentos dos governos (União, Estados e municípios). Como conseqüência, há descontinuidade de obras.

2 - As questões técnicas e de preço não são suficientemente pensadas no projeto da obra. É necessário levar em consideração todo o entorno da obra e todos os atores envolvidos (sociedade, usuários, fornecedores). Não adianta, por exemplo, projetar trabalhos de 12 horas ao dia, se em função de restrições ou razões de segurança só é possível trabalhar de madrugada, por exemplo. É necessário levar em consideração todos os agentes envolvidos.

3 - Ocorrem imprevistos que fazem parte do negócio, como questões
ambientais ou de natureza (desmoronamentos, falta de maquinários, solo diferente do previsto, por exemplo) que normalmente não estão previstas em editais. Isso gera ajustes ou mesmo novas licitações, o que resulta atraso.

Fonte: Luis Roque Klering, professor de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Promessas

Eliseu Padilha, ex-ministro dos Transportes (junho de 1997)
"Todas as duplicações previstas para a BR-101 estarão concluídas em junho do ano 2000." (fevereiro de 1998)
"Até meados do ano 2000 a estrada estará duplicada."
Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, (abril de 2000)
"Posso garantir que, até o final deste ano, a obra estará concluída, desde São Paulo até Osório, no Rio Grande do Sul."
Paulo Sérgio de Oliveira Passos, ex-ministro interino dos Transportes (janeiro de 2002)
"A duplicação do trecho sul deve ser iniciada ainda no começo do segundo semestre."
Anderson Adauto, ministro dos Transportes (janeiro de 2003)
"Espero que as obras de duplicação da BR-101, no trecho entre Osório e Palhoça, tenham início ainda em 2003, no segundo semestre."
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