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Thread: Angra dos Reis (RJ) / Usina Nuclear Angra III

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    Default Angra dos Reis (RJ) / Usina Nuclear Angra III

    Usina Nuclear Angra III

    O Empreendimento

    Angra 3 será a terceira usina do Complexo Nuclear Almirante Álvaro Alberto, localizado na praia de Itaorna, munic*pio de Angra dos Reis (RJ).
    A nova usina terá uma potência bruta elétrica de 1.350 MWe (e térmica de 3.782 MWt), podendo gerar 10,9 milhões de MWh por ano – carga equivalente a um terço do consumo do Estado do Rio de Janeiro – e será similar a Angra 2, em operação há seis anos.

    Por conta dessa semelhança, a maior parte do projeto de engenharia a ser utilizado na nova usina está pronta. Além disso, a experiência com a construção e montagem de Angra 2 demonstrou a significativa capacidade técnica das empresas nacionais em atuar nesse segmento. A maioria dos equipamentos importados já foi adquirida, tendo um custo estimado atualmente no mercado em cerca de US$ 750 milhões.

    Uma vez reiniciada a obra (interrompida desde 1984), o prazo estimado para a conclusão de Angra 3 é de cerca de 5,5 anos. O trabalho terá in*cio com a concretagem das fundações do edif*cio reator sobre uma sólida estrutura de rocha. Além do conjunto de obras civis, sua conclusão incluirá a montagem eletromecânica, testes de instalação e funcionamento de equipamentos e sistemas até a fase de testes operacionais.

    Para a conclusão de Angra 3 – 30% de todo o empreendimento já foi realizado – são necessários investimentos da ordem de R$ 7 bilhões – 70% em moeda nacional e o restante a ser financiado no mercado internacional.

    O local definido para a implantação de Angra (Ponta Grande) vem sendo estudado e monitorado desde a década de 70, por meio de diversos estudos e programas ambientais, seguindo as principais normas e diretrizes estabelecidas por órgãos reguladores e fiscalizadores, em âmbito nacional.

    Por Que Construir Angra III?

    O Brasil tem grandes reservas de urânio
    Com apenas 30% do seu território prospectado e conhecido pelos geólogos, o Brasil abriga atualmente a sexta maior reserva de urânio do mundo, estimada em 309 mil toneladas. Trata-se de uma quantidade suficiente para alimentar 32 usinas nucleares como Angra 3 durante toda sua vida útil, de acordo com estimativas da INB - Indústrias Nucleares do Brasil, única empresa responsável pelo beneficiamento do combust*vel nuclear no Pa*s. As maiores ocorrências do mineral estão localizadas nos estados da Bahia e do Ceará, além de Minas Gerais e Paraná.

    De todas as fontes térmicas comerciais dispon*veis hoje em dia para a geração de energia elétrica em grande escala, o urânio se destaca por possuir o maior conteúdo energético por quilo – 60.000kWh, consideradas as usinas equipadas com reator do tipo PWR (* base de água leve pressurizada) como é o caso de Angra 1 e 2 e, no futuro, de Angra 3.

    No Brasil, a grande disponibilidade de urânio como combust*vel constitui um dos principais fatores a favor da construção da usina de Angra 3, permitindo a geração confiável de um tipo de energia ambientalmente limpa, que não libera CO2 na atmosfera.

    Outra grande vantagem é a localização estratégica da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, no munic*pio de Angra dos Reis, próxima aos grandes centros consumidores: a 220km de São Paulo, 130km do Rio de Janeiro e 350km de Belo Horizonte. Com isso, pode-se evitar a construção de extensas linhas de transmissão, e a conseqüente perda de energia na transmissão a longas distâncias aos maiores pólos de consumo.

    Custo da tarifa é competitivo
    Além de contribuir com as necessidades do Sistema Elétrico Nacional para atender ao aumento da demanda, a energia elétrica gerada pelas usinas nucleares Angra 1 e Angra 2 possibilita ao Brasil diversificar as fontes de sua matriz energética – estratégia governamental e, atualmente, uma tendência verificada em todo o mundo –, aumentando com isso o grau de segurança no fornecimento (sem interrupções nem blecautes) a todo o Pa*s.

    Outra vantagem trazida pela energia gerada por essas usinas nucleares diz respeito ao seu preço competitivo. No caso de Angra 3, a tarifa projetada pelo MME – Ministério de Minas e Energia, em janeiro de 2006, era de
    R$ 138,14/MWh, valor muito próximo dos R$ 137,44/MWh alcançados pelas usinas térmicas vencedoras dos últimos leilões de “energia nova”, realizados pelo governo, para contratos com in*cio em 2011.


    Segurança no abastecimento.
    O Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica (2006/2015) , traçado pelo MME – Ministério de Minas e Energia – prevê que Angra 3, a terceira usina da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, deverá entrar em operação em 2013. A unidade terá uma potência bruta de 1.350 MW, sendo capaz de gerar 10,9 milhões de MWh por ano – o equivalente a um terço do consumo do Estado do Rio de Janeiro –, e será similar * Angra 2.

    De acordo com estudos da Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica, o Pa*s necessitaria gerar pelo menos 3.000 MW, em média, por ano, até 2015, para atender ao aumento da demanda por energia elétrica. Angra 3 teria plenas condições de começar a operar efetivamente em 5,5 anos, atendendo *s necessidades do Sistema Elétrico Nacional.

    Com o in*cio das operações de Angra 3, o complexo nuclear de Angra dos Reis terá capacidade para gerar aproximadamente 26 milhões de MWh por ano, carga semelhante * gerada pela Cemig – Companhia Energética de Minas Gerais.



    Canteiro de Obras de Angra III

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  3. #2
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    Zero Hora
    05 de junho de 2008 | N° 15623

    Brasil avança na exploração de urânio

    Entrevista: Edison Lobão, ministro de Minas e Energia

    Com a primeira viagem oficial ao Estado prevista para este Dia Mundial do Meio Ambiente, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, deve visitar pólos opostos do embate entre geração de energia e preservação ambiental. Estão no programa visitas ao parque eólico de Osório e a Candiota, berço de novos projetos de térmicas a carvão que enfrentam restrições de ecologistas. Na entrevista concedida a Zero Hora por telefone, na véspera do desembarque no Estado, o ministro adianta que a hidrelétrica de Garabi, na fronteira com a Argentina, vai ganhar velocidade, e que o Brasil quer dominar a tecnologia de enriquecimento de urânio.

    Zero Hora - Como se avança na discussão sobre os limites ambientais da geração de energia?

    Edison Lobão - Todos têm o dever de defender o ambiente, mas isso não pode chegar a prejudicar o desenvolvimento nacional. Entre os princ*pios que regem a pol*tica energética brasileira, figuram com destaque a proteção ao ambiente e a promoção da conservação de energia. Precisamos cuidar dessa tarefa e investimos fortemente em fontes renováveis e programas que evitem ou reduzam os problemas ambientais.

    ZH - A geração térmica a carvão no Estado é problema ou solução?

    Lobão - As termelétricas são uma alternativa importante, inclusive as movidas a carvão, embora causem alguma poluição. O Rio Grande do Sul tem cerca de 80% das jazidas de carvão mineral do Brasil. Precisamos incrementar seu aproveitamento.

    ZH - É poss*vel garantir a tecnologia limpa de queima de carvão?

    Lobão - É poss*vel. O carvão da Colômbia é o melhor do mundo. Esse é um carvão que se aproxima da limpeza e tem uma produtividade muito grande. O carvão brasileiro, do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, não tem essa pureza, mas é um bom carvão, e devemos aproveitá-lo.

    ZH - A geração nuclear também enfrenta resistências, mas o governo pretende construir quantas usinas além de Angra 3?

    Lobão - A energia nuclear é limpa e segura. Ficou na cabeça das pessoas o problema de Chernobyl, mas foi um acidente que pode ocorrer com qualquer outra fonte de energia. Quanto aos res*duos, cada pa*s adota seu procedimento. No Brasil, colocamos num contêiner que é sepultado em algum lugar, preservado sem maiores perigos. (A energia nuclear) não é poluente, tem aproveitamento total - uma usina de 1 mil megawatts (MW) produz de fato 1 mil MW, ou 950 MW, ao contrário das demais, que produzem sempre muito menos do que a capacidade instalada. Portanto, tem de ser considerada.

    ZH - O Brasil evoluirá para enriquecer o urânio existente no pa*s?

    Lobão - Vai. Essa idéia está na origem da instalação das usinas nucleares, desde os anos 70.

    ZH - Mas não saiu do papel até hoje, saiu?

    Lobão - Avançamos bastante, mas o enriquecimento ainda é no Exterior. Estamos caminhando para o enriquecimento de urânio no Brasil. Temos a sexta maior reserva do mundo, que estará em condições inclusive de exportar urânio. Vamos exportar urânio sob controle do governo.

    ZH - Além de Angra 3, serão constru*das mais quatro ou mais oito nucleares?

    Lobão - Inicialmente, mais quatro, e em a longo prazo, mais oito. Depois, mais. Contemplamos um projeto com que podemos chegar a 2060, por a*, com cerca de 60 mil a 80 mil megawatts oriundos de energia nuclear.

    ZH - Sem risco?

    Lobão - Sem risco.

    ZH - Sempre que se discutem esses riscos, surgem idéias de explorar mais fontes naturais como a eólica e a solar. Por que isso não ocorre com mais intensidade?

    Lobão - A* mesmo no Rio Grande do Sul existe um parque muito bonito de energia eólica. Estamos estimulando em vários Estados, já temos no Ceará e temos projetos de instalação no Rio Grande do Norte, no Piau*. É uma boa energia, limpa, mas ainda é cara. Em energia solar, também temos feito algumas experiências, algumas bem-sucedidas.

    ZH - Novos projetos eólicos esbarram na falta de leilões para essa fonte. Há uma previsão de um espec*fico?

    Lobão - Estamos imaginando a realização de um leilão, ainda não definimos o modelo.

    ZH - Seria ainda este ano?

    Lobão - Pode ocorrer ainda este ano.

    ZH - O projeto da hidrelétrica de Garabi, uma binacional na fronteira do Estado com a Argentina, pode ganhar velocidade, até porque os vizinhos enfrentam crise de energia?

    Lobão - Tivemos um encontro do presidente Lula com a presidente (da Argentina) Cristina Kirchner, e o ministro Julio De Vido (ministro do Planejamento). Lá estava também o presidente da Bol*via, Evo Morales. Ficou acertado que caminharemos celeremente, para construir essas hidrelétricas nas fronteiras nos pa*ses. Garabi está contemplada, além de outras. Vamos inclusive construir no Peru. Estamos assinando o protocolo de intenções inicial para construção de uma dessas hidrelétricas, são 15 no Peru, num total de 20 mil MW.
    Last edited by paolapoa; 18th July 2008 at 01:56.

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    Portal Exame
    17/07/08

    Minc: licença ambiental de Angra 3 ficará para agosto

    O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse hoje que a licença ambiental para a construção da usina nuclear Angra 3 deverá sair no in*cio de agosto. No sábado passado, Minc havia dito que a licença poderia ser emitida ainda em julho. E o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, estimava, no in*cio da semana passada, que as obras teriam in*cio no dia 1º de setembro.

    A uma pergunta se a previsão de liberação da licença no in*cio de agosto não poderia comprometer a estimativa de Lobão, Minc disse: "Não me intriguem com o Lobão." E não respondeu * pergunta.

    Minc apresentou hoje ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, em reunião com mais três ministros sobre o andamento das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), uma tabela com obras do PAC já licenciadas e com outras que não receberam licença mas com as respectivas previsões. Dessa lista consta a estimativa de licença para Angra 3 no in*cio de agosto e a de que a licença para in*cio da construção da usina hidrelétrica de Santo Antonio, no Rio Madeira, sairá entre julho e agosto. Também neste caso, trata-se de mudança na perspectiva: antes, a estimativa era a de que a licença para Santo Antonio sairia até o fim de julho.

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    22/07/08

    Licença para construção de Angra 3 sai nesta quarta-feira

    O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse hoje (22) que a licença prévia para retomada da construção da Usina Nuclear de Angra 3 será concedida amanhã (23) pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

    Ele garantiu que a licença trará exigências "brutais", como a solução definitiva para o lixo nuclear que será produzido pela usina. Segundo Minc, também será exigido o monitoramento da radiação que deverá ser feito por uma fundação universitária ou empresa independente.

    A empresa responsável pela obra também deve resolver as questões de saneamento das cidades de Angra dos Reis e Paraty, ambas no Rio de Janeiro, adotar o Parque Nacional da Serra da Bocaina (localizado na divisa entre os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo), além de realizar ações ligadas a educação ambiental.

    Segundo Minc, a concessão da licença de instalação da obra vai depender do cumprimento dessas exigências pela empresa responsável. A construção da usina deve ser retomada em setembro.

    "Nosso papel é dar a licença prévia, e isso será feito com exigências brutais", afirmou o ministro. Sobre o monitoramento da radiação, ele disse: "Não vai ser a própria Eletronuclear que vai dizer se está ou não vazando água contaminada".

    Minc participa de reunião do Conselho Nacional de Pol*tica Energética (CNPE), no Ministério de Minas e Energia.

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    23/07/08

    Ibama dá licença para Angra 3 mas impõe 60 condições

    O presidente do Ibama, Roberto Messias, assinou nesta quarta-feira a licença prévia para a usina nuclear de Angra 3. De acordo com a assessoria do órgão, foram colocadas 60 condições para a construção da obra. Ontem, o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) havia dito que o Ibama faria "exigências brutais".

    Entre as condições anunciadas pelo ministro está a solução definitiva para o lixo nuclear produzido na usina, a contratação de uma empresa independente para o monitoramento da radiação, a resolução de problemas de saneamento básico da cidade de Angra dos Reis e Paraty (ambas no Rio), a adoção do Parque Nacional da Serra da Bocaina (nos Estados do Rio e de São Paulo) e a aplicação de programas ambientais.

    Antes do in*cio das obras,porém, o Ibama terá de conceder a licença de instalação. De acordo com o ministro, o prazo para a concessão da licença dependerá da entrega da documentação pela Eletronuclear, responsável pela construção da usina.

    A usina terá capacidade para gerar 1.350 MW e custará R$ 7,3 bilhões. A previsão é de que a usina fique pronta em 2014.

    Lixo

    Apesar de o ministro Carlos Minc ter anunciado que a licença prévia para a usina de Angra 3 exigirá, entre outras coisas, a solução definitiva para a destinação do lixo nuclear, o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) disse, ontem, que tal solução ainda não foi encontrada no mundo inteiro. Ele informou que, a exemplo de Angra 1 e 2, o lixo nuclear de Angra 3 será armazenado até que os cientistas encontrem uma solução para os res*duos.

    "É claro que isso é suficiente. O meio ambiente não pode pedir uma solução que não existe ainda. Uma solução definitiva é não jogar o lixo no meio do rio e sim guardá-lo adequadamente, que é o que se está fazendo com Angra 1 e Angra 2. O Brasil não está fazendo nada inferior ou superior ao que se faz com as 440 usinas nucleares espalhadas pelo mundo inteiro", disse Lobão.

    Segundo ele, a França está desenvolvendo uma tecnologia que possibilitará a reutilização do lixo nuclear, o que poderá ser seguido pelo resto do mundo. "Todos os pa*ses que têm usinas nucleares guardam provisoriamente [o lixo] na expectativa de amanhã vir a utilizar esse lixo, que é o que a França está fazendo".

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  1. 12th June 2008, 17:38

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