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| Zero Hora 30 de agosto de 2008 | N° 15711 População cresce a ritmo lento Porto Alegre cresceu metade da média registrada em capitais brasileiras, desde 2000 até este ano, segundo estimativa populacional do IBGE divulgada ontemPorto Alegre é a capital brasileira que cresce mais vagarosamente, conforme indica uma comparação entre os dados demográficos do Censo 2000 com um estimativa populacional divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com dados de todo o país. Enquanto as demais capitais aumentaram sua população em 11,2%, na média, a cidade mais importante do Estado avançou apenas 5,1% – a metade do ritmo. O Rio de Janeiro, com 5,17% de crescimento, e São Paulo, 5,33%, são as metrópoles que mais se aproximaram da lenta proliferação dos habitantes porto-alegrenses ao longo dos últimos oito anos. No outro extremo, Palmas, no Tocantins, disparou com uma evolução demográfica de 33,97%. Esses números confirmam uma tendência desta década: a progressiva estagnação populacional de Porto Alegre. Apenas entre 2007 e 2008, o IBGE estima que 9.553 mil pessoas tenham se somado ao contingente da Capital – uma média de 21 por dia ao longo dos 15 meses entre as datas da contagem populacional feita no ano passado e a estimativa concluída em julho e divulgada ontem. Entre 1991 e 2000, em comparação, o crescimento diário foi de 30 habitantes ao dia. Apesar disso, Porto Alegre segue como a 10ª cidade mais populosa do país, posição já ocupada em 2000, e no ano passado. O fenômeno da desaceleração do crescimento da Capital foi motivo, há dois anos, de uma dissertação de mestrado do supervisor de Informações do IBGE no Estado, Ademir Koucher. – Há mais pessoas saindo do que entrando em Porto Alegre por uma série de razões, como a busca por imóveis mais baratos em cidades próximas, mais segurança e tranqüilidade, ou melhores oportunidades em outras regiões – afirma Koucher. Em reportagem sobre o assunto publicada por Zero Hora em 2007, a estimativa do especialista era de que, desde o começo da década, a diferença entre o número de pessoas que deixavam a cidade e o contingente de novos moradores era de 6,4 mil pessoas por ano. Parte dos migrantes vai a cidades próximas, como Viamão e Alvorada. Koucher afirma ser precipitado afirmar que a Capital poderá perder habitantes em breve, já que questões circunstanciais podem influenciar nos fluxos migratórios. Mas se a tendência dos últimos anos se mantiver, a população poderá ficar estabilizada.
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| Zero Hora 31 de agosto de 2008 | N° 15712 Começa remoção de famílias Começou na manhã deste sábado a remoção dos moradores que vivem às margens do Arroio Cavalhada, na zona sul de Porto Alegre. Inicialmente, 29 famílias serão reassentadas no loteamento Campos do Cristal, no bairro Vila Nova. As transferências serão gradativas. A prefeitura de Porto Alegre iniciou as remoções pela Vila Foz, onde moram 257 famílias. Cerca de 90 delas aceitaram o reassentamento no condomínio Campos do Cristal, na zona sul. As outras preferiram receber um bônus, de até R$ 40 mil, para escolher a nova moradia onde bem entenderem. O secretário municipal de Gestão e Acompanhamento Estratégico, Clóvis Magalhães, anunciou que deve começar o pagamento dos bônus moradia na próxima semana, para as primeiras 10 famílias. Elas não receberão o dinheiro em mãos. A prefeitura avalia o imóvel escolhido pela família, se está com a documentação em dia, e paga diretamente ao proprietário. As remoções fazem parte do Programa Integrado Socioambiental (Pisa), que prevê o saneamento do Cavalhada e melhores condições de vida aos moradores. No total, serão transferidas 1.680 famílias que estão às margens do arroio. A prefeitura investirá R$ 65 milhões nos reassentamentos, que devem ser concluídos no prazo de três anos, a contar de 2009. Gerente do Pisa, Fernando Marins disse que as remoções estão começando pela Vila Foz. As famílias que aceitaram ir para a Vila Nova receberão sobrados com 42,6 metros quadrados de área. A líder comunitária de Vila Foz, Jurema Barbosa Silveira, disse que as famílias concordaram em sair das margens do Arroio Cavalhada. Ela anunciou que haverá novas reuniões com técnicos da prefeitura na próxima semana. – Quem está saindo, é por livre vontade – ressaltou Jurema.
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| Blog Políbio Braga 31/08/08 Fogaça na TVE: "Carroças sairão das ruas antes de oito anos" Em entrevista, sexta-feira a noite, para a jornalista e defensora dos animais Lena Kurtz, durante o programa Frente a Frente (TVE canal 7), o Prefeito José Fogaça afirmou que sancionará a lei, de autoria do Vereador Sebastião Melo, recentemente aprovada na Câmara Municipal, que cria um programa para retirada gradativa das carroças na capital num prazo máximo de 8 anos.A jornalista sinalizou que o prazo de 8 anos seria razoável para o término da circulação das carroças, porém o Prefeito Fogaça ratificou - o que já tinha informado ao Movimento "Carroças Tem Solução" - de que a solução pode vir num tempo bem menor que 8 anos. . O prefeito Fogaça comparou a solução dada aos camelôs pelo seu governo (o camelódromo) depois de 50 anos de problemas, a que será dada aos carroceiros e carrinheiros, pois para solucionar o comércio de ambulantes foi necessária uma lei para construção do Centro Popular de Compras - Camelódromo. . A lei que será sancionada para os catadores possibilitará a transposição destas pessoas para outras atividades, seja dentro do próprio mercado de reciclagem através de cooperativas (por exemplo, o CEMAR), ou ainda hortifruticultura que tem sido trabalhado com lideranças dos carroceiros nas Ilhas.Além disto, a lei proporcionará o fim dos maus-tratos aos cavalos, a melhoria do trânsito (hoje os carroceiros não cumprem regras e nem sinalizações) e proibição da condução de carroças por crianças, pois lugar de criança é na escola.
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| Zero Hora 01 de setembro de 2008 | N° 15713 Yeda assina hoje contrato de empréstimo com Bird Com operação, governo do Estado receberá do Banco Mundial US$ 1,1 bilhão para pagamento de dívidas Após um ano e quatro meses de negociações, o governo do Estado e o Banco Mundial (Bird) assinam hoje o contrato que libera o empréstimo de US$ 1,1 bilhão ao Rio Grande do Sul. A cerimônia está marcada para as 11h, no Palácio Piratini, com a presença do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Aprovada pela diretoria da instituição, pela Assembléia Legislativa e pelo Senado, a operação servirá para abater parte da dívida extralimite do Estado – formada por contratos que não foram objeto da renegociação da dívida com a União, em 1998. – Vamos mostrar que a confiança que eles depositaram em nós merece um futuro promissor – afirmou a governadora Yeda Crusius. As negociações com o Bird iniciaram-se em maio de 2007. Desde então, 12 missões do banco visitaram o Estado.
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| Zero Hora 01 de setembro de 2008 | N° 15713 Ricaldone será todo cercado Comunidade comemora a aprovação do cercamento de área verde Não haverá mais refúgio para ladrões nem impacto ambiental causado pelo pisoteio dos vegetais no Morro Ricaldone, no Moinhos de Vento, na Capital. Com o projeto elaborado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) em mãos, a comunidade comemora a aprovação do cercamento completo e busca recursos junto a empresários para iniciar as obras. Como a área é um verde complementar – conceito diferente de praça ou parque –, não é necessário um plebiscito para a colocação das grades, explica a arquiteta da Divisão de Projetos e Construção do órgão Ana Germani, como determina a legislação municipal. No dia 21, ela e o secretário da pasta, Miguel Wedy, participaram de reunião com moradores da região. Em poucos dias de análise pelo departamento jurídico, o projeto foi aprovado. No encontro com a Smam, representantes da vizinhança se mostraram preocupados com o estado de preservação do Ricaldone. Devido ao movimento de pessoas que atravessam a área, as plantas rasteiras, que contêm a erosão do solo, são arrancadas, provocando risco de deslizamentos de terra. Além disso, quando chove, as raízes de grandes árvores ficam à mostra, e vegetais maiores correm risco de cair. Ana observa, contudo, que a colocação da grade pode não ser definitiva. – Se a vegetação for recuperada, o que pode levar 50 anos, poderemos retirar a cerca – afirma a arquiteta. Outro motivo para a reivindicação do cercamento é a segurança. Conforme moradores, o lugar é usado como refúgio por assaltantes, durante as madrugadas, e por catadores para separar o lixo, deixando o que é descartado entre as árvores. Há ainda sem-teto que usam o Ricaldone como casa. Para frear os problemas, a comunidade recorrerá a empresários para o custeio do ferro e da mão-de-obra necessários, pois a prefeitura não disponibilizará o dinheiro. Atalho entre Floresta e Moinhos ficará livre Uma parte do Ricaldone já tem grade – no encontro entre as ruas Eng. Saldanha e Eng. Álvaro Nunes Pereira, onde o cercamento garantiu a recuperação da vegetação. Agora, o trecho entre as ruas Câncio Gomes e Marquês do Pombal será fechado, o que impedirá o acesso à escada que corta a mata. Como o morro conta com outra escadaria, o atalho entre os bairros Floresta e Moinhos de Vento continuará sendo utilizado pelos pedestres da região.
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