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| Zero Hora 07 de outubro de 2008 | N° 15751 Dois dos trechos mais perigosos da BR-116 no país ficam no RS Levantamento realizado em todas as rodovias federais do Brasil mostra que os kms 265 em Canoas e 250 em São Leopoldo concentram mais acidentes Está no Rio Grande do Sul o trecho mais perigoso da BR-116 em todo o Brasil. Os 212 acidentes registrados no ano passado destacam o km 265, em Canoas, como o pior em toda a extensão da rodovia e o quarto com maior periculosidade entre todas as rodovias federais brasileiras. Outro ponto gaúcho na mesma rodovia, distante apenas 15 quilômetros – o km 250, em São Leopoldo –, também está entre os piores do país em número de acidentes. O alerta está em um levantamento do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit), com base em dados de 2007. A partir de informações fornecidas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Dnit realizou um estudo sobre os pontos críticos das estradas federais brasileiras. Cada local se refere a um quilômetro específico da rodovia que concentra acidentes pelos mais diversos motivos. O levantamento nacional aponta que, dos 128 mil acidentes do ano passado, quase a metade acontece nos trechos identificados. Entre os 10 locais mais perigosos do país, estão os dois trechos gaúchos da BR-116 – uma rodovia com 4,3 mil quilômetros, que começa em Fortaleza (CE) e termina no município de Jaguarão. O primeiro deles, no km 265, em Canoas, na Praça do Avião, é o ponto da rodovia onde mais acontece acidentes, seguido do km 545, em São Paulo. – Existe um afunilamento no sentido Interior-Capital. De quatro faixas, a pista passa para três. É o fluxo de Novo Hamburgo, São Leopoldo, da BR-386 e de Canoas passando nas horas de pico – avalia o inspetor Alessandro Castro, chefe de Comunicação Social da PRF no Estado. Somente um alargamento da via, sem previsão para ser realizado, associado à construção da Rodovia do Parque (BR-448), poderia reduzir as ocorrências, segundo Castro. O segundo ponto da BR-116 entre os piores do país, segundo o Dnit, fica no km 250, em São Leopoldo, nas sinaleiras de acesso à Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). Foram 190 acidentes em 2007 no local, um cruzamento que depende do respeito ao sinal vermelho para ser seguro. Segundo a PRF, os motoristas não esperam o verde para cruzar a BR, e os que estão na rodovia não reduzem diante do sinal amarelo. – Somente uma elevada pode resolver isso. Cruzamento em rodovia regulado com semáforo sempre é problemático. Há previsão de início de obras em 2009, mas a conclusão deve demorar. Haverá muito transtorno durante os trabalhos – avisa Castro. Para a PRF, não é novidade o problema na BR-116. Ela é a campeã em acidentes e concentra 40% das ocorrências em rodovias federais no Estado.
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| Zero Hora 07 de outubro de 2008 | N° 15751 Mais carros são furtados Segundo policiais a existência de mercado paralelo de peças de veículos mais velhos pode explicar o aumento de 9 deste tipo de crime no mês passado A cada 30 minutos, um veículo é furtado no Estado. Um terço dos crimes ocorre em ruas e estacionamentos da Capital, segundo as autoridades policiais. Pelas contas oficiais da Secretaria da Segurança Pública (SSP), dos crimes monitorados diariamente, apenas dois – furto de veículos e extorsão – apresentaram elevação em relação a setembro de 2007. Os demais, como os homicídios, mantiveram tendência de queda. Curiosamente, o roubo de veículos (quando há violência ou ameaça) caiu quase na mesma proporção de que o furto (veículo é levado sem que o proprietário perceba) aumentou. A explicação pode estar no mercado paralelo de peças de veículos mais velhos, que segue sem regulamentação, apesar de uma lei ter sido aprovada pela Assembléia Legislativa. Por serem menos protegidos por equipamentos de segurança, esses veículos são levados por criminosos que preferem a mixa (ferro curvo com que se podem abrir fechaduras) ao revólver. Como ocorre longe dos olhos dos donos dos veículos, os crimes permanecem ocultos por mais tempo, facilitando a fuga. – É um crime sob encomenda. O destino final são os desmanches – explica o delegado Heliomar Franco, da Delegacia de Roubos de Veículos. Pelo quarto mês consecutivo, há redução nos homicídios. Foram 10 casos a menos do que em setembro de 2007. Mesmo assim, a média é alta: a cada dia, mais de quatro pessoas perdem a vida no Estado.
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| Revista Portuaria 07/10/08 ABTP pede hidrovia do Mercosul Um antigo planejamento quanto ao setor hidroviário gaúcho está sendo revitalizado e ganha uma importante defensora - a Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP). A realização da hidrovia do Mercosul permitirá a ligação dos portos de Montevidéu e Rio Grande, através da Lagoa Mirim, além da conexão com outros terminais localizados no Interior do Rio Grande do Sul. Segundo o presidente da ABTP e coordenador do Comitê Pró-Porto, Wilen Manteli, essa rota absorveria o transporte de cargas como arroz, madeira, minério, entre outras. Existe uma dotação orçamentária da União de R$ 20 milhões para implantar a hidrovia, sendo que R$ 5 milhões já estão disponíveis. Os recursos são necessários para fazer obras como dragagens e eclusas (complexos que corrigem desníveis nas hidrovias). Um receio de Manteli é de que esses recursos sejam perdidos, caso não se agilize a elaboração de um projeto básico para a hidrovia. "É preciso que ocorra uma articulação dos políticos estaduais e federais para que a iniciativa não seja abandonada", defende Manteli. A Universidade Federal de Pelotas desenvolveu um estudo de pré-viabilidade, que precisa ser ampliado, mostrando que há um potencial de movimentação de pelos menos 1,5 milhão de toneladas ao ano na região da Lagoa Mirim. Para maior rapidez na conclusão dos estudos de viabilidade econômica da hidrovia, a ABTP sugere a realização de um convênio entre a universidade pelotense e o Departamento Nacional de Infra-Estrutura e Transportes (Dnit). Os levantamentos preliminares indicam que a hidrovia do Mercosul conseguirá diminuir em mais de 60% o custo do transporte da região abrangida. Na semana passada, uma reunião na sede do Instituto Riograndense do Arroz (Irga) discutiu esse e outros assuntos logísticos de interesse do Estado. O diretor comercial do Irga, Rubens Silveira, destacou a necessidade de redução dos custos de transporte, diante da crescente participação da produção gaúcha nas exportações. Neste ano, perto de 10% do arroz produzido no Rio Grande do Sul, ou cerca de 750 mil toneladas, será vendido ao exterior. Além disso, há uma utilização cada vez maior da cabotagem para envio do arroz ao Norte do País. Tanto que o produto já representa mais de 18% da movimentação total de contêineres do porto do Rio Grande. Fonte: Jornal do Comercio
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| Portal Zero Hora 07/10/08 Dique Seco recebe pórtico-guindaste em Rio Grande Estrutura de 2,8 mil toneladas poderá transportar blocos de até 600 mil quilos A construção do Dique Seco, no Superporto de Rio Grande, recebeu esta semana um significativo reforço físico. O pórtico-guindaste vindo da China já está instalado na estrutura e será peça-chave para auxiliar na montagem de navios e plataformas, a partir do próximo ano. O pórtico de 90 metros e 2,8 mil toneladas foi desembarcado segunda-feira na área do Estaleiro Rio Grande, após uma viagem de cinco meses a bordo do navio Zhen Hua 20. Com o uso de um guincho, ele foi colocado nos trilhos instalados nas laterais do dique. Para facilitar sua locomoção, o equipamento veio da Ásia dividido em duas partes, sendo montado a bordo da embarcação. O próximo passo é fixá-lo nos trilhos para, a partir daí, serem feitas a regulagem e testes operacionais. Quando for ativado, o pórtico-guindaste terá capacidade para transportar blocos de até 600 toneladas, que serão fabricados nas oficinas do primeiro dique seco de grande porte do país.
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| Zero Hora 08 de outubro de 2008 | N° 15752 Alívio para a BR-116 ainda deve demorar Obras que deveriam começar neste ano não tiveram nem licitação Três importantes obras para a BR-116, que deveriam começar no segundo semestre, ainda não saíram do papel. Segundo comitê da Assembléia Legislativa que acompanha os projetos para desafogar a rodovia, a licitação para definir as construtoras está emperrada, comprometendo o início dos trabalhos ainda neste ano. Ontem, ZH apresentou levantamento do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit) sobre os pontos críticos das rodovias federais no Brasil. O trecho entre São Leopoldo e Canoas, na BR-116, aparece como o pior entre os mais de 4 mil quilômetros da rodovia. O encaminhamento de soluções para amenizar a situação pode demorar. Em maio, na Assembléia Legislativa, o Dnit apresentou três obras que deveriam começar no segundo semestre. Além do alargamento da ponte sobre o Rio Gravataí, dois viadutos seriam iniciados, em Sapucaia do Sul e Novo Hamburgo. – A última informação que tivemos do Dnit, na semana passada, dava conta de um problema com a licitação para essas obras. As empresas interessadas não haviam respondido a um quesito no edital que exige experiência na produção de concreto armado – afirma o deputado estadual Ronaldo Zülke (PT), coordenador do comitê da Assembléia que acompanha os projetos da BR-116. Segundo Zülke, é esperado para esta semana um nova reunião com o departamento para tentar resolver o impasse e também apresentar 90 sugestões para a rodovia obtidas em seminário realizado em Canoas. ZH buscou ontem à tarde contato com o diretor de infra-estrutura rodoviária do Dnit, Hideraldo Caron. Segundo sua assessoria, ele não poderia dar resposta sobre o assunto no momento devido a outros compromissos.
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