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| Zero Hora 15 de outubro de 2008 | N° 15759 Canteiros de obras inabalados Embalados por negócios que se mantêm em alta desde o ano passado, os construtores gaúchos não temem a crise financeira mundial. As projeções de crescimento das empresas permanecem inalteradas, baseadas em dois fatores principais: os juros do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) não subiram e os imóveis são vistos como investimento seguro em momentos de pouca confiança no sistema econômico, como o atual. – Há cerca de R$ 35 bilhões da poupança para serem investidos no SFH, que não teve alteração de taxa de juros – justifica o diretor geral da Rossi para a Região Sul, Rodrigo Martins. A tese é de que a classe média – público que inflou as estatísticas de venda de imóveis nos últimos anos – continue comprando. O que vem aumentando é o crédito com recursos próprios dos bancos, dinheiro normalmente usado pelas famílias de classe A. Além disso, há ainda demanda reprimida, ressalta o diretor-presidente do Grupo Capa, Carlos Alberto Schettert. Presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado (Sinduscon), Carlos Alberto Aita, lembra que a velocidade de vendas (unidades negociadas em relação ao estoque), que era de 3% ao mês há quatro anos, chegou a 15% em setembro. E a média histórica, acrescenta ele, é de 9%. Martins atesta: – Até agora, na nossa empresa, a velocidade de vendas não mudou nada. Setembro teve os índices mais altos dos últimos dois anos. O diretor-presidente da construtora Goldsztein, Fernando Goldsztein, afirma perceber “um interesse maior das pessoas pelos ativos imobiliários” devido à turbulência econômica. – Já passamos por várias crises ao longo dos nossos 34 anos e, via de regra, acontece isso – relata. – Imóvel sempre foi um investimento seguro, coisa que só se vê nos momentos de notícias apocalípticas – completa Schettert. O presidente do Grupo Capa destaca também que, com a queda na demanda no mercado global, commodities como aço, bronze, alumínio e cimento, cotadas internacionalmente, devem ter redução de preços, com reflexos positivos no custo da construção. Dentro de alguns meses, o presidente do Sinduscon admite, porém, que poderá haver uma desaceleração – que ele chama de “acomodação” – do mercado, considerada natural diante das vendas aceleradas dos últimos anos.
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| Zero Hora 15 de outubro de 2008 | N° 15759 Mais sem-teto obesos do que desnutridos Um levantamento feito pela prefeitura mostra um dado curioso entre a população de sem-teto. De acordo com uma avaliação antropométrica realizada com parte dos moradores de rua, há mais obesos do que desnutridos nas vias da Capital. Divulgada ontem pela Coordenadoria de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (Cosans), órgão da prefeitura, a avaliação abrangeu 140 freqüentadores do Restaurante Popular. Entre esses, 78% estão dentro dos padrões normais de nutrição, 15% são obesos e 4% estão desnutridos. O estudo foi apresentado nos eventos da Semana da Alimentação, que ocorreram no Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). Para o coordenador da Cosans, Carlos Antônio da Silva, o resultado é surpreendente. – O próximo passo é controlar a qualidade nutricional dessa alimentação, principalmente as que fazem fora dos equipamentos públicos – diz o coordenador. A pesquisa no Restaurante Popular, localizado no Centro, ocorreu de abril a agosto. A partir da aferição do peso e da estatura dos usuários encaminhados pela Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), os nutricionistas da Cosans elaboraram a classificação de acordo com o Índice de Massa Corporal (IMC).
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| Zero Hora 15 de outubro de 2008 | N° 15759 Adiado o destino do Pontal Após vereadores terem transferido decisão de projeto para o antigo Estaleiro Só Justiça decidiu suspender votação Pela terceira vez, a votação do Projeto Pontal do Estaleiro foi adiada na Câmara de Vereadores da Capital, mas agora está suspensa por tempo indeterminado por decisão da Justiça. No fim da tarde de ontem, o juiz Eugênio Couto Terra, da 1ª Vara da Fazenda Pública da Capital, concedeu liminar suspendendo a decisão sobre o projeto. Omagistrado aceitou mandado de segurança impetrado pelo vereador Beto Moesch (PP). O parlamentar alegou que a apresentação da matéria seria competência do Executivo e que vários dos co-autores do projeto apreciaram a própria proposta em comissões internas, quando deveriam ter se declarado impedidos. Horas antes da decisão, a Mesa Diretora e líderes dos partidos já haviam decidido adiar a votação. A intenção era apreciar a proposta no próximo dia 29, três dias após o segundo turno das eleições municipais. Se ocorresse hoje, no entanto, o resultado seria imprevisível. Dos 36 parlamentares consultados por Zero Hora, 12 afirmaram ser favoráveis à proposta e 11 contrários. Outros 13 vereadores, incluindo cinco autores da proposta, estão indecisos ou mantêm o voto em sigilo. A proposta que divide os vereadores é o plano da BM Par Empreendimentos de investir até R$ 150 milhões para construir um complexo de 60 mil metros quadrados na área do antigo Estaleiro Só. Estão previstos prédios comerciais e de apartamentos de até 12 andares, a uma distância mínima de 60 metros do Guaíba. Entre os favoráveis, estão 12 dos 17 vereadores que apresentaram o projeto de forma conjunta. O vereador Haroldo de Souza (PMDB), um deles, avalia que o empreendimento é uma forma de abrir mais locais para a população na orla, já que terá espaços públicos. Dos 11 parlamentares que anteciparam voto contrário ao projeto, sete são do PT. – A orla é uma área de interesse especial, com fins de cultura, lazer e gastronomia. Alterar o uso da área para permitir a construção de prédios residenciais significará um aumento significativo da valor da área. Além disso, as construções formarão um paredão que terá impacto ambiental e prejudicará a vista do Guaíba – analisa a líder da bancada do PT na Câmara, vereadora Margarete Moraes. Com o adiamento da votação, a BM Par Empreendimentos cancelou ontem a divulgação de uma pesquisa que apontaria o percentual de aprovação dos porto-alegrenses às mudanças na área do Estaleiro. Hoje, o Fórum Municipal das Entidades – formado por representantes de ambientalistas e de moradores dos bairros – e os vereadores eleitos do PSOL – Pedro Ruas e Fernanda Melchionna – previam manifestações contrárias ao projeto na Câmara. O que muda > A lei em vigor já permite a ocupação da área do antigo Estaleiro Só para uso privado em atividades de interesse cultural, turístico, comércios varejistas (exceto depósitos de revenda de gás, funerárias e postos de abastecimento) e serviços. O projeto em tramitação pretende incluir a possibilidade de construção de prédios residenciais naquela área. A FAVOR ZH perguntou ontem os 36 parlamentares da Capital como eles votariam o Projeto Pontal do Estaleiro, caso a proposta seja colocada em votação no dia 29: Alceu Brasinha (PTB)* Almerindo Filho (PTB)* Dr. Goulart (PTB)* Elias Vidal (PPS)* Haroldo de Souza (PMDB)* João Carlos Nedel (PP)* José Ismael Heinen (DEM)* Luiz Braz (PSDB)* Maria Luiza (PTB)* Maristela Meneghetti (DEM)* Nilo Santos (PTB)* Valdir Caetano (PR)* CONTRA Aldacir Oliboni (PT) Beto Moesch (PP) Carlos Todeschini (PT) Dr. Raul (PMDB) Guilherme Barbosa (PT) Marcelo Danéris (PT) Margarete Moraes (PT) Maria Celeste (PT) Neuza Canabarro (PDT) Professor Garcia (PMDB) Sofia Cavedon (PT) INDEFINIDO Adeli Sell (PT) – votará a favor se a proposta contemplar percentual superior a 60% de espaço público Bernardino Vendruscolo (PMDB)* Carlos Comassetto (PT) Claudio Sebenelo (PSDB) Elói Guimarães (PTB)* – ainda analisa o projeto Ervino Besson (PDT)* – aguardará posição da bancada João Antônio Dib (PP) – considera o projeto bom, mas não aprova a forma como foi encaminhado pela Câmara João Bosco (PDT) – ainda analisa o projeto Maurício Dziedricki (PTB)* – aguarda definição da bancada Maristela Maffei (PC do B) – manterá silêncio até o momento da votação Mauro Zacher (PDT) – aguardará posição da bancada Nereu D’Avila (PDT)* Sebastião Mello (PMDB) – manterá silêncio até o momento da votação Fonte: * Vereadores que apresentaram conjuntamente o projeto
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| Blog Políbio Braga 15/10/08 Yeda compra 500 carros e manda contratar 3 mil brigadianos As 274 viaturas cuja compra a governadora Yeda Crusius anunciou nesta quarta-feira - por pregão eletrônico - serão assim distribuidas: - 176 à Brigada Militar, - 79 à Polícia Civil, - 11 à Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe), - 7 ao Instituto-Geral de Perícias (IGP) - 1 caminhão ao Corpo de Bombeiros. . Com a atual compra, este ano já foram adquiridas 526 viaturas, algo como 25% a mais do que o total da frota atual de 2,4 mil carros. . Também nesta quarta-feira, Yeda mandou abrir concurso para a contratação de 3 mil novos brigadianos, o equivalente a 15% do atual contingente existente no RS. - Yeda está pegando o peão da segurança pública na unha, cujos problemas são de decisão política, dinheiro para investimentos e manutenção, além de eficácia gerencial. Além da decisão de mudar a situação dos presídios no curto prazo, o governo estadual dá demonstrações de que entrou em ação para valer. A nota acima comprova isto.
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| Governo do Estado do RS 15/10/08 Governadora recebe Grupo de Trabalho Copa 2014 da Abdib Representantes do Grupo de Trabalho Copa 2014 da Associação Brasileira de Infra-estrutura e Indústrias de Base (Abdib) participam nesta quinta-feira (16), às 12h, no Galpão Crioulo do Palácio Piratini, de reunião-almoço com a governadora Yeda Crusius. O objetivo da visita a Porto Alegre é implementar as ações de um termo de cooperação técnica assinado pela associação com o Governo Federal e a CBF, sobre a candidatura do município para a próxima Copa. O Grupo Copa 2014 da Abdib visitará todas as cidades brasileiras que se candidataram a sediar o torneio mundial de futebol, que será realizado no Brasil. O estudo em elaboração pela Abdib identificará a situação atual das cidades candidatas e projetará a infra-estrutura ideal para sediar o Mundial, de acordo com a Fifa. O objetivo final é que os municípios estejam aptos à realização da Copa do Mundo. VoltarImprimirA-A+Enviar para...
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