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| Zero Hora 06 de novembro de 2008 | N° 15781 Braskem confirma R$ 1 bi no RS Pioneirismo e expectativa de alto retorno fizeram a Braskem incluir seus planos no Rio Grande do Sul entre os prioritários, que não terão atrasos ou alterações de valor diante da crise internacional e do impacto sobre os resultados da empresa. Embora tenha admitido que a turbulência mundial vai retardar projetos no Brasil e atrasar um ou dois trimestres a definição do financiamento para seus projetos na Venezuela, o presidente da Braskem, Bernardo Gradin, garantiu que o pacote de investimentos no pólo de Triunfo será mantido: – Os investimentos vão atingir R$ 1 bilhão. A Braskem se comprometeu a investir no pólo de Triunfo e vai fazê-lo, mas o detalhamento precisa seguir o rito de governança, tem de ser aprovado pelo conselho. No balanço do terceiro trimestre divulgado ontem, foi registrado prejuízo de R$ 849 milhões, provocado pela desvalorização do real de 20,3% no período. Reflexo principalmente da alta do dólar, o mau resultado do terceiro trimestre consumiu o lucro acumulado nos primeiros seis meses do ano. De janeiro a setembro o prejuízo foi de R$ 384 milhões. O impacto cambial negativo foi equivalente a R$ 1,35 bilhão. Apesar de muitas operações com derivativos cambiais apresentadas no balanço, a Braskem informou ter normas que proíbem negociação especulativa, venda a descoberto e concentração de instrumentos de hedge (proteção), e assegurou não ter operações “target forward”, que provocaram pesadas perdas à Aracruz, Sadia e Votorantim, entre outras.
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| Zero Hora 06 de novembro de 2008 | N° 15781 Obra para estender trensurb deverá começar este ano Ministro das Cidades prometeu liberar R 100 milhões para projeto que levará trem até Novo Hamburgo Depois de oito anos sob suspeita de superfaturamento, as obras de extensão do trensurb de São Leopoldo até Novo Hamburgo devem começar ainda neste ano. A estimativa é do Ministério das Cidades, que prometeu liberar R$ 100 milhões para o projeto nos próximos meses. Os recursos ainda precisam ser aprovados pelo Congresso. Se o calendário da liberação de verbas for respeitado, a Trensurb calcula concluir a obra no final de 2011. O novo trajeto de nove quilômetros prevê mais quatro estações: uma em São Leopoldo e três em Novo Hamburgo. Ontem, o ministro das Cidades, Márcio Fortes, apresentou a dirigentes da empresa e a parlamentares gaúchos um plano para a liberação de crédito extra. Fortes explicou que já encaminhou ao Congresso um projeto de lei solicitando um aporte de R$ 250 milhões ao ministério ainda este ano, dos quais R$ 100 milhões estão direcionados para a expansão da linha do trem gaúcho. A votação deve ocorrer na próxima semana. – Essa obra é importante para o Vale do Sinos e Porto Alegre, também pelo ponto de vista de que a Capital pode ser sede da Copa do Mundo de 2014 – reforça o ministro. A verba prometida por Fortes seria suficiente para a instalação do canteiro de obras e para o início da construção da primeira estação. A direção da Trensurb, no entanto, pretende inaugurar pelo menos duas estações até maio de 2010. O presidente da empresa, Marco Arildo Cunha, garante que o empreendimento já está pronto para ser executado. Intenção é de que obra seja incluída no PAC Desde 2001, o Tribunal de Contas da União (TCU) questionava os custos da obra, considerados muito acima dos executados pelo mercado. O projeto só foi liberado em dezembro do ano passado, com orçamento final de R$ 652 milhões. – Resolvemos todas as pendências junto ao TCU e já estamos com a licença ambiental para iniciar a obra. Acho que agora vai – afirma Cunha. O anúncio do Ministério das Cidades pegou de surpresa até mesmo os dirigentes da Trensurb. O objetivo da viagem a Brasília era convencer os parlamentares a assegurarem recursos no orçamento da União de 2009 para que a obra fosse viabilizada. Antes mesmo do debate com a bancada gaúcha, porém, o ministro adiantou a possibilidade de novos recursos. A briga, agora, é para garantir mais R$ 100 milhões no próximo ano. Deputados e senadores gaúchos pretendem apresentar emendas ao orçamento de 2009 para que a obra não seja interrompida. A Trensurb também negocia com o governo a inclusão da expansão do trem no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade, que deverá ser lançado em março. – Se a obra entrar no PAC, não ficaremos mais dependendo de emendas para que não faltem recursos – ressalta Humberto Kasper, superintendente de Desenvolvimento e Expansão da Trensurb. Os parlamentares ainda pretendem encaminhar emendas ao orçamento para os projetos relativos à implantação da segunda linha do metrô em Porto Alegre e à ligação da Estação Aeroporto ao Salgado Filho, com a ativação do aeromóvel.
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| Zero Hora 06 de novembro de 2008 | N° 15781 Região da Usina terá mais uma chaminé A estrutura compõe o programa que tem o objetivo de ampliar o tratamento de esgoto cloacal A área próxima à Usina do Gasômetro, na Capital, ganhará uma chaminé de 12 metros de altura. Uma das estruturas visíveis do Programa Integrado Socioambiental (Pisa), que terá sua maior parte submersa no Guaíba, deve ficar pronta em agosto de 2009 na Avenida Loureiro da Silva. O programa ampliará o tratamento de esgoto cloacal da cidade, passando de 27% para 77%, e deve ser executado em cinco anos. O equipamento, chamado chaminé de equilíbrio, terá a função de conduzir o esgoto – hoje despejado in natura no Guaíba – até a futura Estação de Tratamento de Esgoto Serraria, por 18 quilômetros de tubulação (leia mais ao lado), caso haja interrupção de energia. A obra, em conjunto com a reforma da Estação de Bombeamento de Esgoto Ponta da Cadeia, se iniciou em fevereiro, mas atrasou devido a entraves, como canos antigos que precisaram de adaptações e ao inverno chuvoso, explica o engenheiro Valdir Flores, coordenador do Pisa. Outra chaminé, 10 metros mais alta e com a mesma função, será instalada ao lado da Avenida Diário de Notícias, na altura da foz do Arroio Cavalhada. A torre na Zona Sul contará com um mirante para o Guaíba. A chaminé do Centro não será aberta ao público. – O equipamento funciona como uma válvula reguladora ou uma câmara de pulsação, que terá um alto investimento na construção, mas que não precisará de regulagem ou limpeza – explica o engenheiro. O projeto conta com um sistema de abatimento de gases, que neutralizará os odores, garante Flores. O investimento é de R$ 10 milhões. O funcionamento das chaminés só iniciará quando todas as obras do Pisa estiverem interligadas e prontas para serem acionadas ao mesmo tempo.
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| Jornal do Comércio 6/11/2008 Braskem espera adquirir etanol produzido no Rio Grande do Sul Uma das empresas que espera um aumento na produção gaúcha de etanol é a Braskem, que recentemente anunciou um investimento de R$ 1 bilhão nos próximos três anos para a produção de polietileno verde (criado a partir do álcool de cana) em sua unidade de Triunfo. "Nós apoiamos a produção gaúcha de etanol, não só por fomentar a indústria local, mas também por causa dos menores custos logísticos que ela gera", afirma Leonora Novaes, gerente de contas do projeto de polímeros verdes da companhia. O motivo da expectativa da empresa em começar a adquirir álcool gaúcho é a previsão de consumo de 700 milhões de litros do combustível para 2010, dos quais 450 milhões serão destinados para a fabricação do polietileno verde. A Braskem projeta uma produção de 200 mil toneladas por ano do produto, das quais 50 mil já estão reservadas para clientes na Ásia, como a Shiseido, uma das maiores empresas de cosméticos japonesas. "Já temos diversos pedidos de acordo, não só no exterior, mas no Brasil também, através da nossa parceria com a Brinquedos Estrela, que já produz o Banco Imobiliário com polímeros verdes", afirma Leonora. Segundo a gerente, a principal vantagem deste novo produto é que possui todas as características de um polímero normal, mas é obtido através de uma fonte renovável de energia. "Além disso ele captura e seqüestra CO2 e portanto é uma alternativa para indústrias e países que têm como meta redução de emissão de gases do efeito estufa", explica. Agroenergia tem força para diversificar o campo A importância da diversificação da agricultura gaúcha para incluir a produção de biocombustíveis foi um dos temas de destaque do segundo dia do Simpósio Estadual de Agroenergia e da 2ª Reunião Técnica de Pesquisa em Agroenergia, que acontece no Salão de Convenções da Fiergs. O evento se encerra hoje, com a participação dos ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff, e do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel. Segundo Waldyr Stumpf, chefe-geral da Embrapa Clima Temperado, uma das promotoras do seminário, os investimentos no setor deverão alterar o potencial das pequenas unidades rurais gaúchas. De acordo com ele, os projetos da Embrapa no Estado possuem duas vertentes. A primeira é produção de oleaginosas para biodiesel, e a outra é a busca de alternativas para a fabricação de etanol. "Atualmente os investimentos gaúchos em agroenergia estão muito focados na soja, então estamos trabalhando outras culturas, como girassol, mamona, pinhão manso, além da cana-de-açúcar para etanol, que recentemente teve seu zoneamento agrícola completado", afirma. Stumpf disse também que, ao contrário do que muitos acreditam, a expansão do uso de terras no Brasil para a produção de agroenergia não está em competição com os alimentos. "O que queremos é diversificar a matriz produtiva, para que os produtores diminuam seus riscos e aumentem renda", explica. Esta também é a opinião de Jaime Finguerut, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC). Segundo ele, isso só ocorre no exterior, devido aos combustíveis produzidos a partir de milho ou outros cereais. "Esses biocombustíveis têm impacto não só no preço, mas também na disponibilidade de alimentos no mundo inteiro. No entanto, eles não têm perspectiva de crescimento, pois necessitam de subsídios", explica. Para Finguerut, o mercado mundial de biocombustíveis deverá voltar seus investimentos para as áreas tropicais do mundo, em busca de plantas mais lucrativas. "O Brasil é o líder do desenvolvimento em agroenergia dentro dessa área, que vai dar as cartas para o mundo em termos de alimento e energia", afirma. No entanto, este processo deverá ser longo, devido aos interesses dos produtores dos países do Hemisfério Norte em manter seus subsídios. Um exemplo é nos Estados Unidos, onde o resultado da última eleição presidencial deverá influenciar na política agroenergética. "Barack Obama é de Illinois, um estado da região produtora de milho naquele país, e o foco do Partido Democrata é manter esse esquema de suporte à produção. No entanto, a produção de álcool via milho, apesar de ser a maior do mundo, não é sustentável, pois depende de recursos governamentais", lembrou Finguerut.
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| Zero Hora 07 de novembro de 2008 | N° 15782 Piratini dá novo passo para pagar dívidas Yeda destina R 200 milhões em 12 meses para honrar compromissos sob cobrança judicial Numa cerimônia marcada por elogios recíprocos entre Executivo e Judiciário, o Palácio Piratini anunciou ontem a liberação de R$ 200 milhões até novembro de 2009 para honrar precatórios (dívidas do Estado com pagamento determinado pela Justiça). O valor é 15 vezes maior do que a média de pagamentos dos últimos anos, mas representa menos de 5% do estoque de débito hoje existente. A conta dos precatórios está em R$ 4,1 bilhões. Nesse ritmo, se o Estado não sofrer de agora em diante nenhuma condenação judicial, levará 20 anos para conseguir pagar todo o estoque. A governadora Yeda Crusius está otimista, entre outras razões, porque o dinheiro permitirá pagar credores como as tricoteiras do Piratini, grupo de aposentadas e pensionistas que protestam contra a demora nos pagamentos produzindo mantas de lã diante do Palácio. A governadora disse ter ficado sensibilizada quando algumas delas foram vítimas do acidente com o avião da TAM em São Paulo, em 17 de julho do ano passado. – De uma maneira emocional, o que ocorreu com aquelas vítimas do acidente da TAM transformou o caso em uma questão de Estado – afirmou a governadora. No final do mês, o Tesouro liberará R$ 27 milhões para o pagamento de precatórios de até 40 salários mínimos, beneficiando 4,2 mil ações. A outra fonte de satisfação de Yeda foi a atitude do Tribunal de Justiça. Os magistrados participaram da construção do plano de pagamento dos precatórios. Depois de um ano de desavenças com o ex-presidente do tribunal, desembargador Marco Antônio Barbosa Leal, a governadora recebeu elogios públicos do sucessor dele no cargo, Arminio da Rosa. – Este ato representa um pequeno grande passo. Todos sabemos das dificuldades do Estado. Não é fácil, é preciso coragem para inverter o sentido, o caminho – disse o desembargador. A governadora enviou ontem à Assembléia dois projetos sobre o pagamento de precatórios: um prevê a destinação de 100% da cobrança da dívida ativa para honrá-los e outro pede autorização ao Legislativo para que a Caixa de Administração da Dívida Pública Estadual (Cadip), órgão autônomo que auxilia a Fazenda na gestão da dívida pública, possa comprar precatórios por meio de leilão. Para Aod, Estado deve coibir negociação com certificados Dos R$ 200 milhões disponibilizados pelo governo, por volta de R$ 55 milhões deverão vir das cobranças de dívida ativa. Assim, além dos R$ 27 milhões para pagar os precatórios de pequeno valor, o caixa do Estado deve bancar mais de R$ 110 milhões para as dívidas judiciais até o fim do ano que vem. O secretário estadual da Fazenda, Aod Cunha, espera acabar com um efeito danoso que os precatórios não-pagos causam ao Estado: empresas têm obtido autorização judicial para pagar dívidas junto ao Fisco utilizando esses títulos, captados com deságio junto aos credores que não podem esperar para receber os valores devidos. – Temos a expectativa de que cesse esse tipo de negociação. Mas a nossa maior motivação é o conforto de saber que o Estado está se mexendo – disse o secretário.
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