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| Zero Hora 22 de maio de 2008 | N° 15609 Plano para Copa inclui aeromóvel Entre propostas do Ministério do Turismo está a implantação do veículo movido a ar, que faria a ligação entre o terminal Salgado Filho e a estação Aeroporto do trensurb, na Zona NorteEstá na Copa do Mundo de 2014 a chance da Capital ver reeditada uma alternativa de transporte conhecida há 25 anos. Se aprovado o projeto do Ministério do Turismo anunciado nesta semana, uma linha do aeromóvel poderá ser construída entre a Estação Aeroporto do trensurb e o Salgado Filho. Por meio de sua assessoria de comunicação, o Ministério do Turismo reforçou ontem que o projeto está em um pacote de sugestões levadas à presidência da República para integrar o chamado Plano de Mobilidade Urbana a ser implantado até a Copa do Mundo em diferentes cidades. Para a Capital, o montante sugerido chega a R$ 1,2 bilhão. Há mais de um ano, técnicos da Trensurb, em parceria com Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), estudam a possibilidade de implantação do aeromóvel. Juntas, as universidades também estão desenvolvendo um sistema semelhante para ligar o campus da PUCRS ao seu complexo esportivo e ao Hospital São Lucas, passando sobre a Avenida Ipiranga. Um esboço da obra na zona norte da Capital está em execução, e há recursos para licitar o projeto de engenharia, segundo a Trensurb. Mas para sair do papel, somente com mais verba garantida, um total de R$ 23,5 milhões. Isso ainda não é uma realidade. - Trata-se de um projeto-piloto, uma linha de pouco mais de um quilômetro que chamamos tecnicamente de sistema alimentador, uma ligação entre a estação com o terminal de embarque do aeroporto - diz Humberto Kasper, superintendente de Desenvolvimento e Expansão da Trensurb. Seria, revela Kasper, um trilho único e elevado, como o que existe desde 1983 na Avenida Loureiro da Silva, próximo à Usina do Gasômetro, com 1,2 mil metros de extensão. O custo da obra instalada no Centro foi de R$ 6,5 milhões, com financiamento federal. Pelo projeto, uma única composição do veículo faria as viagens entre o aeroporto e a estação, passando por cima da BR-116. O traçado preciso ainda não está definido, mas haveria uma leve curva entre os dois pontos. Inventado pelo ex-funcionário da Varig Oskar Coester, o aeromóvel utiliza tecnologia brasileira. O baixo nível de ruído também é característico do veículo. O primeiro modelo comercial foi implantado em 1989, na Indonésia.
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| Zero Hora 22 de maio de 2008 | N° 15609 Shopping mudará paisagem Projeto do Alto Norte Shopping, que será construído no Jardim Lindóia, foi apresentado em audiência pública no dia 8 de maioA Zona Norte terá um novo complexo comercial. Segundo grande centro de compras anunciado para a região em menos de um ano, o Alto Norte Shopping será erguido na Avenida Assis Brasil, na esquina com a Hugo Herrmann Filho, e será vizinho do Lindóia Shopping. Como foi antecipado pelo ZH Lindóia em agosto do ano passado, a Beralv Participações S.A, proprietária da área da antiga fábrica de latas das Indústrias Matarazzo, planeja construir no local um empreendimento destinado a compras, lazer e instalação de escritórios nos próximos dois anos. Os detalhes da nova ocupação para a área foram revelados no dia 8 de maio, na audiência pública promovida pela empresa - uma exigência da legislação municipal. O projeto elaborado pelo arquiteto Manoel Dória prevê 250 lojas, seis salas de cinema e estacionamento no subsolo, a um custo de R$ 85 milhões. O shopping ocupará duas quadras, cortadas pela Rua Alfredo Placides da Silva, que serão ligadas por uma passarela suspensa e um túnel para os veículos. Acima das lojas serão erguidas duas torres para escritórios. Para comportar o aumento de movimento, estão previstas mudanças no trânsito local. O projeto precisa de aprovação no Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano Ambiental e ainda deve tramitar pela prefeitura por um período indeterminado. A expectativa dos empreendedores é dar início às obras nos próximos seis meses. O empreendimento deve acirrar a concorrência comercial na região. Além de ser vizinho do Lindóia Shopping, o centro de compras ficará a cerca de 800 metros de onde deve ser instalado o Bourbon Francisco Trein, anunciado em outubro de 2007. - O Bourbon e o Iguatemi convivem muito bem frente a frente - compara o presidente da Beralv, Álvaro Alves Sobrinho. O local onde ocorreu a apresentação do projeto do Alto Norte gerou discordância entre moradores da região. Promovida no Clube Minuano, no bairro Sarandi, a reunião contou com cerca de 100 pessoas. O engenheiro Jurandir Oliveira questiona a realização da audiência fora do bairro em que o empreendimento será instalado. O aumento do movimento de carros no interior do Lindóia é a preocupação da Associação de Moradores e Amigos do Lindóia. Apesar da apreensão com os impactos da construção, o vice-presidente da entidade, Carlos Pereira, presente na audiência, considerou que o centro de compras ajuda a valorizar a Zona Norte. O complexo Shopping com 250 lojas em três pavimentos Estacionamento em dois andares no subsolo com 1.712 vagas Duas torres, construídas acima do shopping, com 170 salas para escritórios. Uma de sete andares, no prédio da Assis Brasil, e outra com cinco, na construção da Pedro Jung Pelos menos quatro lojas-âncoras Seis salas de cinemas Endereço Avenida Assis Brasil, 3.430, e Pedro Jung, 140 Impacto e compensações 42 árvores serão cortadas 27 vegetais serão transplantados para outro local 211 mudas devem ser plantadas no entorno 20% do terreno deve ficar livre de edificação e vegetado, como área permeável A Praça das Flores deve receber melhorias Próximas etapas para aprovação do projeto O projeto deve seguir para análises técnicas e votação no Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano Ambiental Se for aprovado, a prefeitura deve emitir a licença de instalação, autorizando a construção Após o final das obras, a Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov) concede a Carta de Habitação e a Smam pode liberar a licença de operação Até 2010, o empreendimento deve estar pronto, segundo expectativa da Beralv
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| Zero Hora 22 de maio de 2008 | N° 15609 Shopping vai alterar o trânsito da região A instalação do Alto Norte Shopping no Jardim Lindóia provocará a reconfiguração do trânsito no seu entorno. Entre as mudanças previstas como compensações para o aumento do movimento local, está o prolongamento da Pedro Jung até a Assis Brasil e a ligação da Hugo Herrmann Filho até a Rua Aliança. O trânsito é a principal preocupação da vizinhança do futuro centro de compras, empreendimento da Beralv Participações S. A. na área da antiga fábrica de latas das Indústrias Matarazzo. As adequações, ainda sob análise dos técnicos da prefeitura, também devem exigir o alargamento da Assis Brasil. São 600 metros que devem ganhar uma terceira pista, no sentido Centro-bairro, entre a Dom Diogo de Souza e a Benno Mentz. A obra viária, segundo a gerente de Planejamento de Trânsito da Empresa Pública de Transportes e Circulação (EPTC), Carla Meinecke, acabará com um gargalo que hoje agrava os congestionamentos, já que o trecho é mais estreito que o restante da avenida. A sobrecarga de carros que precisam ingressar ou cruzar a Assis Brasil nas vias perpendiculares à avenida também pode ser amenizada com o prolongamento da Pedro Jung. Com a extensão de uma quadra, a rua será um ponto extra de transposição da Assis Brasil. A Bogotá seria beneficiada com a medida, na visão de Carla: - Será mais uma opção para quem vem da Sertório ou de outras vias paralelas à Assis Brasil e precisa seguir em direção à Zona Norte ou à Região Metropolitana. Temos poucas ruas hoje que permitem o cruzamento. As alterações foram discutidas na reunião da Associação de Moradores e Amigos do Lindóia (Amal) no dia 13 de maio. Conforme o presidente da entidade, Daniel Kieling, as medidas apresentadas agradaram os moradores presentes à reunião. - Nosso maior temor é o aumento do fluxo de automóveis, mas fomos informados de que a saída do centro comercial pela Hugo Herrmann Filho será direcionada para a Rua Aliança - afirma Kieling. Uma passagem no final da Alfredo Placides da Silva, hoje dentro do estacionamento de um supermercado, será pavimentada e liberada para o trânsito. Para Kieling, os empreendimentos previstos para a região aumentam a necessidade de implantação da linha 2 do trensurb na região, o que defendeu no Fórum Porto Alegre Uma Visão de Futuro. O projeto em estudo na direção da Trensurb prevê o início da implantação de novas linhas férreas em Porto Alegre em direção às avenidas Ipiranga e Bento Gonçalves.
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| Blog Políbio Braga 22.05.08 | 09:53 Investidor avisa que só bota dinheiro porque Estado perdeu a fama de expulsar empresas "O Rio Grande tinha a fama de ter expulsado a Ford", disse o presidente e CEO da Aracruz, Carlos Aguiar, na reunião da Amcham-São Paulo, em que a governadora Yeda Crusius foi apresentar o estado ao empresários, nesta quarta-feira. Para ele "a fama de ter expulsado a Ford" dava uma conotação ruim e que não atraía investimentos para o Rio Grande do Sul. Aguiar derramou-se em elogios à governadora pelo fato "de não ter intermediários", o que só agora começa a ac ontecer em Minas Gerais. . A Amcham (American Chamber) de São Paulo é a maior do mundo, como disse seu CEO, Gabriel Rico, contando com mais de 5.400 associados. . O governo do Rio Grande do Sul trabalha para zerar seu déficit orçamentário até o final de 2009. Para este ano a previsão é de um saldo negativo da ordem de R$ 500 milhões, melhora de quase 43% em relação a 2007. . “Aparentemente, chegamos tarde com um governo de gestão e práticas saudáveis, mas os resultados estão sendo mais rápidos do que em grande parte das outras administrações. Em três anos de gestão, teremos déficit zero”, afirmou Yeda Crusius, governadora do Estado (PSDB), que participou do evento “Diálogo Público-Privado – Encontro com Governadores” nesta quarta-feira (21/05) na Amcham-São Paulo (Câmara Americana de Comércio). . Segundo ela, ao assumir o cargo, o déficit orçamentário era de 20% e as alíquotas do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) haviam acabado de sofrer redução. “Rompemos com um ciclo de déficits seqüenciais de mais de 35 anos”, salientou. . A governadora informou que, ao longo dos primeiros 14 meses de governo, todas as secretarias atingiram a meta de corte de 30% em suas despesas. Finanças Yeda Crusius enfatizou ações em andamento e em planejamento que devem fazer grande diferença nas finanças do Rio Grande do Sul, a começar pela abertura de capital do Banrisul, em julho de 2007. De acordo com ela, a operação possibilitou arrecadar R$ 2,08 bilhões. Fatia desses recursos foi destinada à criação de um fundo para assegurar o pagamento de parte dos funcionários públicos inativos, despesas pesadas e crescentes do Estado. A governadora mostrou-se confiante na liberação até julho de uma linha de crédito de US$ 1,1 bilhão do Banco Mundial para reescalonamento das dívidas, hoje caracterizadas por juros elevados e curto prazo. Ela adiantou que R$ 460 milhões serão poupados entre meados de 2008 e 2012 em pagamentos dos débitos, valor que será investido no próprio Rio Grande do Sul. “Isso para que não gastemos mais que 15% da receita líquida com o pagamento da dívida”, disse. Yeda Crusius destacou ainda que o Estado foi o menos contemplado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. “Quem sabe porque começamos antes com parcerias e projetos articulados por nós mesmos e agora amplificados pelo PAC”, argumentou ela. Investimentos A gestão Yeda Crusius tem se empenhado na atração de investimentos para o Rio Grande do Sul, que somam R$ 23 bilhões em setores variados, além de outros R$ 10 bilhões em silvicultura. Entre os novos empreendimentos, destaca-se a fábrica da Aracruz Celulose em Guaíba, que começa a operar no segundo semestre de 2010. “O investimento é de US$ 2,8 bilhões, um dos maiores em curso atualmente no País”, afirmou Carlos Augusto Lira Aguiar, CEO da companhia, que também participou do evento. A unidade produzirá 1,3 milhão de toneladas de celulose branqueada de eucalipto ao ano, de olho no mercado externo, e estará ligada a outra, também no município, que já é responsável por 450 mil toneladas. A empresa prevê que a construção gerará 5 mil empregos e, na operação, 15 mil postos diretos e indiretos. O grupo WTorre também aposta fortemente no Estado. São R$ 500 milhões apenas na primeira fase da construção do maior dique seco do mundo, revelou seu presidente, Walter Torre Jr. O início da operação será em 2009, voltado à fabricação de cascos de navios, mas a idéia é futuramente produzir plataformas petrolíferas. “É um projeto de grande potencial. Teremos capacidade para fazer até três plataformas simultaneamente, avaliadas cada uma entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão”, calculou Torre. Atento às demandas do empresariado, o Banrisul está ampliando suas linhas de crédito. Os recursos destinados a investimentos, capital de giro e desenvolvimento local devem somar R$ 11 bilhões até o final do ano, estimou Fernando Lemos, presidente do banco. Em 2006 o valor emprestado foi de R$ 6 bilhões e em 2007, de R$ 8 bilhões. “Embora o Estado controle o banco, com 56% do capital, 99% dos nossos negócios são realizados com a iniciativa privada”, comentou Lemos.
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| Zero Hora 23 de maio de 2008 | N° 15610 Visita envolta de mistério Companhia japonesa pode transferir know how para centro gaúcho A vinda de três executivos da gigante de tecnologia Toshiba à Capital, ontem, foi cercada de mistério e resultou no acerto de uma nova reunião em junho, desta vez no Japão, entre a empresa, o governo federal e o Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec). OCeitec negocia a transferência, pela Toshiba, de uma técnica de produção de circuitos integrados diferente da que vai utilizar em sua fábrica de chips, que fica pronta até dezembro. As tratativas se desenvolvem há dois anos, mas devem ganhar impulso: entre os dias 18 e 20 de junho, a direção do Ceitec vai a Tóquio em uma missão do governo federal para discutir a ampliação da cooperação entre Brasil e Japão na área de microeletrônica. Há um mês, num encontro no Japão, a direção da Toshiba garantiu à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a disposição de investir pesado na área de semicondutores no país. A expectativa do governo é de que o Brasil receba uma fábrica de chips - investimento do porte de US$ 1 bilhão, em média. Takashi Yoshimori, executivo de tecnologia em semicondutores, Hiroshi Yasuda, gerente-geral em semicondutores, e Takaaki Fukuyama, gerente-geral da divisão de marketing global da Toshiba, chegaram ao Brasil no início da semana para avaliar a maturidade do mercado no país. Nos dias 20 e 21, participaram do Fórum Executivo em Circuitos Integrados, em Brasília. Ontem, estiveram reunidos no Tecnopuc com engenheiros do Ceitec, quando discutiram a transferência de tecnologia e também a ampliação de investimentos. Segundo o diretor técnico do Ceitec, Sérgio Bampi, os executivos ficaram bem impressionados com as iniciativas brasileiras para desenvolver o setor de microeletrônica, mas não falaram sobre investimentos de vulto. Ao contrário: nas conversas, deixaram claro ser mais provável entrar como parceiros comerciais ou tecnológicos em empresas já estabelecidas e que conhecem o mercado. - Se dispõem a auxiliar em nichos, e o Ceitec se enquadra nessa idéia. A proposta é termos o máximo de parcerias - disse Bampi, após a reunião com os japoneses. Ele lembra que a Toshiba tem como política concentrar a produção de componentes no Japão, o que tornaria difícil uma fábrica no Brasil. Além da equipe do Ceitec, também participaram do encontro Augusto Gadelha Vieira, secretário de política de informática do Ministério da Ciência e Tecnologia, e Pedro Alem, técnico da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial. A reunião não pôde ser acompanhada pela imprensa: a pedido da Toshiba, a reportagem de Zero Hora e da Rádio Gaúcha foi impedida de entrar no Tecnopuc. Prevista na agenda, a visita às obras da fábrica de chips do Ceitec, na Lomba do Pinheiro, não aconteceu por falta de tempo - com vôo marcado para o início da tarde, os executivos japoneses saíram, às 12h30min, direto para o aeroporto Salgado Filho, onde embarcariam para São Paulo e, ainda ontem, de volta ao Japão.
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