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| Zero Hora 29/10/09 Obra restaura prédio em Rio Grande Atingido por um incêndio em 2006, o prédio da prefeitura de Rio Grande, na Região Sul, será recuperado. O restauro foi orçado em R$ 3,5 milhões. Deste valor, R$ 1 milhão já foi investido na obra e o restante aguarda por patrocínio. Depois de concluída a restauração, o prédio abrigará o gabinete do prefeito e do vice, além de espaços culturais e galerias de arte. Construída em estilo colonial, a obra é de 1824 e já abrigou casas comerciais e escolas, até ser adquirido pelo município em 1900. Durante a reforma, o prédio ganhou traços da arquitetura neoclássica e se tornou uma das mais importantes construções do Centro Histórico. Três anos depois do incêndio, hoje a área interna do local conta apenas com as paredes e alguns pilares. Entre os objetos recuperados, estão lustres, placas e fragmentos da escada de mármore feita em Carrara, na Itália.
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| Zero Hora 29/10/09 Capital ganha festival de flores e plantas Um jardim com mais de 200 espécies tomará conta do Largo Glênio Peres Em sua primeira edição, o Festival das Flores 2009 chega com a pretensão de se incrustar no calendário de eventos de Porto Alegre, assim como já ocorre em outras cidades do Brasil. Trata-se de um dos maiores eventos do gênero do Estado, que vai até 8 de novembro, das 10h às 21h, em frente ao Mercado Público. Os organizadores esperam a circulação de mais de 150 mil pessoas nesses dias. Elas poderão admirar e levar para casa azaleias, orquídeas, bromélias, lírios e rosas, entre outras 200 espécies de flores ornamentais que serão expostas. No total, serão 180 mil mudas trazidas, principalmente, da cidade paulista de Holambra, a maior produtora de flores no Brasil. Toda a estrutura, erguida durante a madrugada, será fixa no Largo Glênio Peres, sendo reabastecida de flores a cada dois dias. – Mas isso será porque estamos na primeira edição. Em outras cidades do país, o festival está em seu 10º ano. A ideia é estimular a produção de flores na Região Metropolitana – diz a responsável pela coordenação cultural do festival, Fabiane Bittencourt. Os visitantes também encontrarão oficinas e atividades culturais gratuitas como shows, teatro, dança e performances na área estrutural que soma cerca de mil metros quadrados. Entre as atrações confirmadas estão o poeta e educador Mário Pirata, concerto de harpa com Liane Schuler e voz e violão de Vinícius Hipólito. Amantes da jardinagem, por exemplo, podem conferir uma oficina com demonstrações dos paisagistas Júlio César Queiroz e Marlídia Gomes de Carvalho, que falarão sobre planejamento de jardins. A técnica de bonsais será abordada pela Associação Riograndense de bonsaístas. Os dias e horários das oficinas ainda serão divulgados. Mais de 150 voluntários participam do projeto, entre sócios e simpatizantes, que auxiliam desde a criação, organização, como elaboração, divulgação, atendimento e todas necessidades requeridas em um evento de tal porte. O festival, organizado pelo Centro Espírita Beneficente União do Vegetal, ocorre em cidades como Belo Horizonte, Campo Grande e Florianópolis, onde está na quinta edição e consta do calendário turístico da cidade. – Por absoluta coincidência, o festival vai ocorrer no período da Feira do Livro, na Praça da Alfândega. Será um Centro repleto de livros e flores – afirma Fabiane. Serviço - O quê: 1º Festival das Flores de Porto Alegre - Quando: De 29 de outubro a 8 de novembro - Onde: Largo Glênio Peres - Horário: Das 10h às 21h, todos os dias - Mais informações: Festival das Flores de Porto Alegre
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| Zero Hora 29/10/09 Mini na Capital O grupo Eurobike terá uma concessionária exclusiva do Mini Cooper no Rio Grande do Sul, que deverá ser inaugurada em dezembro. A empresa, que venceu disputa para ser a revenda oficial e exclusiva da marca no Estado, já vendeu 20 modelos do compacto premium da BMW. A revenda ocupará espaço de 1,4 mil metros quadrados na Avenida Ceará, em Porto Alegre. O veículo custa a partir de R$ 86,9 mil. A principal característica do modelo é a possibilidade de customização, combinando cores e acessórios.
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| Zero Hora 01 de novembro de 2009 | N° 16142 Ao sul do pré-sal Condições geológicas desfavorecem a formação do depósito de petróleo na costa gaúcha Não é só a beleza natural das praias que diferencia o litoral do Rio Grande do Sul e o de Santa Catarina. Em setembro de 2008, o presidente da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, cogitou da hipótese de que a camada pré-sal pudesse se estender até o litoral gaúcho. Um ano e um mês depois, ainda não há evidências, e geólogos avaliam que terminam em Florianópolis as condições que permitem sonhar com megajazidas. Mesmo assim, pode existir petróleo no Estado, tanto na costa quanto em terra. A explicação para que o pré-sal termine antes de cruzar o Mampituba vem da formação geológica do planeta, explica o geólogo Luiz Fernando De Ros, professor do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS): – A formação dos depósitos do pré-sal, assim como do sal que atua como selo dos reservatórios, foi condicionada por uma barreira vulcânica que se formou na altura de Florianópolis na metade do período Cretáceo (145 milhões a 65 milhões de anos atrás) e restringia o abastecimento de água do mar mais ao Norte. Naquela época, na Bacia de Pelotas, ao Sul dessa barreira, ocorriam condições marinhas normais. Giuseppe Bacoccoli, geólogo com mais de 30 anos de trabalho na Petrobras, complementa: – O petróleo foi gerado essencialmente nos grandes lagos que antecederam a formação do mar e do sal. Havia lagos doces de Florianópolis para cima. Abaixo, o mar estava mais aberto. Pode abrigar uma rocha que pode ser geradora de petróleo ou não, mas certamente não a imensa camada de sal que caracteriza o pré-sal. Para De Ros, é “geologicamente estapafúrdio” haver pré-sal sem camada de sal. – Não tem nenhuma chance. Bacoccoli não é tão taxativo. Destaca que na Bacia de Pelotas há um delta de formação geológica mais recente, próximo a Rio Grande. Lembra que, em pesquisas prévias da Petrobras, já houve registro de hidratos de gás – um dos indícios da existência de óleo. – Pode haver rochas da mesma idade e parentes do pré-sal, capazes de gerar petróleo e gás. Só que não estariam debaixo do sal, mas de algo equivalente – especula. Bacoccoli reforça que, embora a área definida oficialmente com pré-sal vá até o Espírito Santo, geologicamente ela se estende pelo menos até Alagoas. – Por isso seria interessante uma estadualização da exploração. Como na época da descoberta da Bacia de Campos, agora todos os esforços federais vão para o pré-sal. No Rio Grande do Sul, há peculiaridades na região de Bagé que seria interessante estudar se houvesse regionalização da pesquisa, como nos Estados Unidos. Os gaúchos têm, no entanto, a perspectiva de contar com borrifos da produção na camada pré-sal. A divisão dos royalties passa por uma discussão no Congresso, no conjunto das novas regras da atividade. O relator da matéria, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), propôs a elevação da alíquota de 10% para 15%, com divisão em partes iguais entre Estados produtores e não produtores (22% do total, compartilhado ainda por União e municípios). Como hoje 11 Estados têm direito aos royalties, o grupo dos não produtores terá mais participantes e, portanto, volumes menores individualmente – mas já é um avanço em relação ao formato atual.
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| Zero Hora 02/11/09 Ações da Nestlé deixam município preocupado Palmeira das Missões teme perder investimentos após empresa arrendar fábrica em Carazinho Pouco mais de um ano depois da inauguração da fábrica da Nestlé em Palmeira das Missões, no noroeste do Estado, um sentimento de frustração desponta na cidade de 33,8 mil habitantes. A preocupação é que a Nestlé não amplie a unidade no município em razão de apostar no arrendamento feito recentemente da indústria da Parmalat em Carazinho, no norte gaúcho. Em busca de garantias de que a empresa manterá o plano de investir em Palmeira das Missões, uma comitiva liderada pelo vice-prefeito Nereu Piovesan (PT) e pelo deputado estadual Jerônimo Goergen (PP) foi a São Paulo para encontro com dirigentes da Dairy Partners America – a joint-venture formada por Nestlé e a cooperativa neozelandesa Fonterra –, que comanda a indústria. Hoje, na unidade, não há industrialização de produtos. O leite é desidratado e depois segue de caminhão até outras fábricas da companhia no país. – Tínhamos criado uma expectativa de que, em breve, a empresa estaria processando leite condensado, creme de leite. Mas o que temos é apenas um posto de recebimento de leite, sem perspectiva de se agregar valor ao produto por aqui – frisou o presidente do Sindicato Rural de Palmeira das Missões, Hamilton Jardim. Integrante da direção estadual do Movimento dos Pequenos Agricultores, Plinio Simas lembra que, quando a Nestlé decidiu instalar-se no município, a promessa era de que seriam criados 250 empregos diretos. Atualmente, são cerca de 60 vagas na unidade. Outro problema, segundo Simas, é que os pequenos produtores têm dificuldades para entregar leite à indústria porque não atingiriam a qualidade exigida. – A empresa recebeu benefícios, como desconto de impostos e o terreno para se instalar aqui. Temos de cobrar que eles cumpram com os empregos prometidos – disse Simas. Empresa informou que os investimentos prosseguirão Para facilitar a instalação da indústria, a prefeitura doou o terreno de 50 hectares à margem da rodovia Palmeira das Missões-Santo Augusto (BR-468) e colaborou na terraplenagem. A indústria ainda recebeu incentivos fiscais do município e do Estado, pelo Fundopem. A expectativa era de que novas etapas da planta fossem construídas, aumentando o processamento de leite e o número de empregos. Quando a Nestlé completou a operação de arrendamento da fábrica da Parmalat em Carazinho, em setembro, cresceu o temor de que a unidade de Palmeira das Missões fosse deixada em segundo plano. As duas cidades ficam a 90 quilômetros uma da outra. Segundo a Nestlé, por meio de sua assessoria, a empresa, que assumiu a fábrica da Parmalat em 1º de setembro, está fazendo um estudo para reestruturação da planta. Apenas 26 funcionários da captação de leite foram mantidos. Também foi confirmado que os investimentos em Palmeira das Missões prosseguirão, mas não houve confirmação sobre o leite vir a ser processado na cidade no futuro.
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