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| Zero Hora 15 de agosto de 2009 | N° 16063 Irlandeses voltam a atacar carne brasileira Entidade exportadora diz que alegações de europeus podem ser rebatidasA principal fonte de resistência da União Europeia (UE) em adquirir carne brasileira é a Irlanda, que vem fazendo intriga em relação ao produto brasileiro. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Roberto Giannetti da Fonseca. Ele descarta, porém, que a atuação do país concorrente acabe por prejudicar as exportações brasileiras: – Trata-se de um jogo de mercado deles. Não há razão para fazerem isso com a carne brasileira. Segundo Giannetti, a alegação de que as fazendas brasileiras descumprem o acordo com a UE é rebatível. – A Irlanda não tem nem competência para criticar, logo um país que teve a vaca louca – disse, acrescentando que o bloco econômico saberá avaliar que se tratam de acusações para resguardar o mercado local. Para o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil), Alessandro Teixeira, a melhor defesa é o ataque. – No ano passado, fui ríspido sobre o tema, na Inglaterra, e disse que, se fizessem um teste cego com a carne irlandesa, ela iria para o lixo. Vou continuar batendo – afirmou. Na avaliação de Teixeira, a Irlanda não admite que a carne brasileira é de melhor qualidade e tem preço menor. Setor cobra mais pressão de Lula sobre Calderón Em outra frente, os exportadores de carnes (suína, bovina e de aves) do Brasil querem que o Palácio do Planalto tenha uma posição mais dura em relação às importações mexicanas de proteína animal e exija que o país cumpra as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), deixando de usar argumentos ilegais para impedir a entrada dos produtos brasileiros em seu mercado. Os representantes das três cadeias produtivas esperam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveite o encontro marcado para este final de semana com o presidente do México, Felipe Calderón, para reforçar o apelo. O México é um dos maiores importadores de produtos do agronegócio, mas compra a maior parte dos EUA. No caso das carnes, boa parte das compras mexicanas dos americanos não está dentro do Acordo de Livre Comercio da América do Norte (Nafta) e, ainda assim, o México impede a entrada dos produtos de outros países. – Não tem sentido não ser executada a análise técnica referente à sanidade do produto do Brasil. Trata-se, nesse caso, de barreira ilegal – diz Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira das indústrias Produtoras e Exportadoras de Carne Suína (Abipecs).
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| Zero Hora 20 de agosto de 2009 | N° 16068 Gripe afeta venda de carne suína A gripe A está prejudicando a venda de carne suína no mercado brasileiro, segundo o copresidente do conselho de administração da BRF Brasil Foods, Luiz Fernando Furlan. O executivo e ex-ministro do Desenvolvimento afirmou que os consumidores têm associado a doença ao consumo da carne suína. – Estive recentemente em Santa Catarina, e os produtores rurais estão com dificuldades devido ao recuo da demanda – disse Furlan.
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| Zero Hora 21/08/09 A tecnologia que atrai o produtor Inovação ajuda a manter o agricultor de pequeno porte enraizadoApesar dos 27 anos circulando pelo campo como jurado no Prêmio Gerdau Melhores da Terra, o professor de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Luiz Fernando Coelho de Souza ficou admirado com o que encontrou pelo interior gaúcho e uruguaio este ano. Souza diz nunca ter visto tantas propriedades rurais de pequeno porte equipadas com tanta tecnologia. E garante: tal cenário já traz consigo os primeiros indícios da formação de um novo perfil no campo. Pelo que se percebe, a chegada das máquinas não expulsa a mão de obra do campo. Pelo contrário: incentiva ainda mais os jovens a continuarem na agricultura. – Ao estarem ligados com o mundo, os agricultores passaram a exigir mais conforto também na zona rural. Eles têm filhos na faculdade, ficam conectados à internet e pensam na qualidade de vida da família. Hoje, a gurizada tem orgulho de dizer que é agricultor e que tira da terra o seu sustento – comemora Souza, que também coordena a comissão julgadora do prêmio. Equipamento permite criador dar atenção a outras culturas Criador de vacas no interior de Teutônia, no Vale do Taquari, Oscar Blume, 44 anos, é um dos rostos dessa nova tendência. Há 20 anos renovando o maquinário, Blume investiu há cerca de um ano no chamado vagão-tratador, da gaúcha Ipacol, de Veranópolis, que mistura e distribui a ração para os animais. Em duas horas, a máquina faz o que duas pessoas juntas não conseguiriam terminar em um dia. Ao calcular com precisão a dosagem e a proporção correta de cada insumo a ser usado na alimentação do gado, o equipamento ainda consegue deixar o produto mais homogêneo, o que reduz a quantidade de sobras. Com o tratador, Blume conseguiu dar mais atenção às outras culturas que produz em 199 hectares de terras, como silagem, canola e milho. Também investiu mais na propriedade: as 50 vacas que criava há um ano ganharam a companhia de outras 150. – Se não investimos em tecnologias que fazem render o trabalho, os jovens não querem ficar aqui – conta Blume. Os filhos Leila Francine, 20 anos, e Júnior Gustavo, 17 anos, não pensam em sair e planejam continuar o trabalho do pai. Até o namorado de Leila pediu demissão de uma fábrica de calçados para se dedicar à agricultura. A partir de amanhã, os jurados – todos especialistas na área de ciências agrárias – se reúnem. Dali sairão os nomes dos grandes vencedores de cada categoria do 27º Melhores da Terra
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| Zero Hora 26 de agosto de 2009 | N° 16074 Ministros voltam a divergir sobre índices A adoção dos novos índices para medir a produtividade das propriedades rurais voltou a opor ontem os ministros da Agricultura, Reinhold Stephanes, e do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel. Stephanes participou de uma reunião da bancada ruralista, onde admitiu a possibilidade de alteração da proposta e chegou a estimar que 2% dos municípios gaúchos não teriam condições de atingir os novos indicadores. Cassel contra-argumentou, afirmando que o colega participou da discussão e afirmou que quem é contra a mudança protege quem não produz. Durante a audiência com a bancada ruralista, Stephanes foi mais longe: segundo ele, de 4% a 5% das cidades brasileiras não vão alcançar os novos índices. Peemedebista, o ministro foi convidado pelos colegas de partido para falar sobre o impasse dos índices. Na reunião, os deputados pediram para ele não assinar a portaria. O principal argumento dos parlamentares é que a medida precisa ser melhor avaliada, com análise não só do rendimento das propriedades, mas também as questões climáticas, tecnológicas, de mercado e comercialização. – Não é uma questão de ser radical, mas de bom senso. Estamos em crise e queremos que o índice não seja definido agora – defendeu o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Stephanes afirmou que vai levar a recomendação ao presidente Lula. – Não houve determinação do presidente. Se ele tivesse determinado não restaria outra posição se não assinar ou deixar o cargo. Primeiro, pretendo conversar com o Lula, se houver acordo seria interessante usar critérios mais adequados para avaliar a produtividade nas propriedades – disse Stephanes. O Ministério do Desenvolvimento Agrário não quis comentar a estimativa divulgada por Stephanes, Mas Guilherme Cassel disse que as pressões para que os índices não sejam alterados vão trazer ineficiência para o setor primário do Brasil. Cassel rebateu a reclamação de alguns produtores de que a alteração poderia prejudicar algumas lavouras em anos atípicos. Cassel disse ainda que produziu a portaria e a entregou, já assinada, a Stephanes, na última quinta-feira. – O trabalho foi feito de forma coletiva, com equilíbrio e bom senso, com a equipe de Stephanes, que participou da elaboração dos novos índices intensamente – continuou.
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| Zero Hora 08 de setembro de 2009 | N° 16088 Mais espaço para Brasil exportar soja A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais revisou para cima a expectativa de exportação de soja. Segundo o relatório, o embarque deverá chegar a 27,1 milhões de toneladas, alta de 3,43% em relação à estimativa feita em agosto. Os dados se referem à safra comercial 2009/2010, o que equivale à safra agrícola 2008/2009. O motivo: os problemas climáticos que afetaram a Argentina abriram mais espaço para o Brasil no mercado internacional. A entidade também revisou o processamento de soja. No caso, para baixo: caiu de 30,9 milhões de toneladas para 30,2 milhões.
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