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| Demolição demora entre seis a nove meses Estoril-Sol Hotel vai abaixo no próximo mês Luís Filipe Sebastião Sociedade assegura que serão "tomadas medidas para minimizar os inconvenientes que resultam de qualquer demolição" O Hotel Estoril-Sol começará a ser demolido no próximo mês, logo após a autarquia aprovar o novo empreendimento habitacional que vai substituir a unidade hoteleira. O presidente da Câmara de Cascais, António Capucho, prevê que o projecto possa ser aprovado "dentro de 15 dias". De acordo com o autarca social-democrata, o projecto de execução do novo empreendimento, da autoria do arquitecto Gonçalo Byrne, já está "em fase final de apreciação" pelos serviços e deve ser aprovado no prazo de duas semanas. "Depois começa a demolição", nota António Capucho, acrescentando que o actual hotel, com 67 metros de altura, será desmantelado pelo método convencional, uma vez que "a implosão tinha um impacto muito negativo na envolvente". O autarca estima que a demolição demore "entre seis a nove meses". Seja como for, no final de Junho, quando Cascais receber o Campeonato do Mundo das Classes Olímpicas de Vela (ISAF/2007), os trabalhos de maior impacto já estarão executados. O promotor deverá vedar a "ferida" que a demolição do hotel provocará na encosta da frente do Parque Palmela, um pouco à semelhança da tela que actualmente cobre o imóvel condenado com o slogan O vento chama, relacionado com o evento da ISAF. A sociedade Estoril-Sol escusa-se a comentar o projecto enquanto decorre a apreciação camarária. A empresa apenas adianta que a demolição do hotel avança logo que seja emitida a licença. E concede que "estão a ser tomadas medidas para minimizar os inconvenientes que resultam de qualquer demolição" e que "uma parte dos materiais serão reutilizados nas fundações" do novo empreendimento. Amianto é residual A demolição do hotel, definido pela Ordem dos Arquitectos como "uma obra de autor", possui condicionantes importantes. Desde logo, os resíduos com substâncias perigosas, nomeadamente amianto, identificados no edifício. Um levantamento da empresa Afassociados quantifica em 10,5 toneladas o volume de amianto existente numas dezenas de metros quadrados de chapa em fibrocimento, da cobertura do "arraial" e do squash, e nalgumas centenas de metros de condutas de esgotos. O documento dá ainda conta da existência de alguns vestígios marginais de isolamentos em amianto, mas que a maior parte já antes havia sido removida numa campanha promovida pela direcção da unidade hoteleira. O transporte destes e de outros resíduos perigosos, como óleos dos postos de transformação e fluidos nos equipamentos de refrigeração (CFC), será efectuado de acordo com as normas estipuladas pelo Ministério do Ambiente. O presidente da autarquia salienta que a questão dos resíduos perigosos "está salvaguardada". Só restará uma pequena quantidade de vestígios de amianto nuns anexos. A demolição, segundo o projecto da Afaconsult, será ainda condicionada pela elevada altura do imóvel (18 andares), junto à Avenida Marginal, inviabilizando meios convencionais a partir de sul, "o que aumenta o raio de dispersão dos escombros e levanta problemas de segurança". Outros cuidados residem na necessidade de "não danificar os poços de fundação" do hotel e de assegurar que os trabalhos "não provocam derrocadas da encosta, de forte inclinação", apesar de protegida por um muro de betão. Por fim, será imperioso "evitar a instabilidade de um outro hotel afastado cerca de dez metros do edifício a demolir", o novo Cascais Mirage. O projecto a partir da arquitectura arrojada de Gonçalo Byrne, com perto de 54 mil metros quadrados e um investimento de 62,2 milhões de euros, aproveitará as fundações existentes, com 30 metros de profundidade, para as novas edificações: três torres em vidro com 14 pisos elevados para habitação, um piso térreo para escritórios e serviços e duas caves para estacionamento. Uma ponte com 40 metros de vão une as duas torres que dão para a Marginal, entre os pisos seis e dez, altura a partir da qual as três torres se desenvolvem em consola. A construção do complexo, limitada pelo plano de pormenor aprovado para a zona ao máximo de 150 fogos para habitação, prevê ainda uma centena de lugares de estacionamento público à superfície e o realinhamento da Marginal, com a construção de uma passagem pedonal inferior que ligará o paredão ao Parque Palmela. A Estoril-Sol fica obrigada a compensar a capacidade hoteleira da antiga unidade com a recuperação do Hotel Miramar, no Monte Estoril, e a construção de um novo junto ao Casino Estoril. L.F.S. http://jornal.publico.clix.pt/notici...6828&sid=11787 | |||||||||||
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