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| Pelha ![]() Join Date: Sep 2006 Location: Lisbon
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| | #18 | |||||||||||
| Premium Member ![]() Join Date: Oct 2006 Location: Viseu - PT
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| | #19 | |||||||||||
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| A construção rápida de um novo aeroporto de Lisboa é a principal preocupação dos empresários, que recusam prolongar o debate público. É urgente avançar com o novo aeroporto, seja em que localização for. Ota, Poceirão ou Rio Frio, os empresários e especialistas são unânimes na resposta: o local é indiferente quando o principal problema é o atraso que o processo já leva. Ao mesmo tempo, criticam o que parece evidente: a polémica em torno da localização do NAL – Novo Aeroporto de Lisboa – é um sinal evidente de pressões ao nível político e económico, ‘lobbies’ que têm gerado uma confusão crescente face às vantagens e desvantagens das várias localizações. Soma-se a isto custos económicos e empresariais que este atraso pode acarretar para o desenvolvimento do país. Os vários empresários e especialistas contactados pelo Diário Económico concordam a uma só voz que é necessário avançar com a construção, mas enquanto os primeiros desvalorizam a importância da discussão da melhor localização para o aeroporto, os segundos esgrimem argumentos técnicos a favor da Ota – solução até agora defendida pelo Governo socialista em exercício – ou sublinham os atractivos das várias alternativas que parecem existir na margem sul do Tejo. António Mota, presidente da maior construtora nacional e líder do principal consórcio já perfilado para a construção do novo aeroporto, associado à privatização da ANA, é peremptório ao dizer que “quem tem de decidir a localização é o Estado; nós estamos interessados em concorrer às privatizações dos aeroportos”. O presidente da Mota-Engil acentua a necessidade de tomar uma decisão “rapidamente”. “Faço jus à posição do Governo de que há um tempo para estudos. O país precisa de decisões. Nunca se fará uma obra destas com o consenso de todos”, defende Diogo Vaz Guedes. O presidente da Somague considera “crucial ter um novo aeroporto, principalmente para um país que pretende ser uma referência no turismo”, mas reconhece que a informação sobre a escolha da localização do NAL não tem sido clara” e tem a “intuição” de que “não fará muito sentido o novo aeroporto ser na Ota”, preferindo a opção da margem sul “do ponto de vista logístico”. Pedro Gonçalves, da Soares da Costa, que também está interessada na corrida à construção do novo aeroporto, sublinha que “o que nos interessa é o negócio da privatização e da construção”, adiantando que “a localização é irrelevante para nós”. Vera Pires Coelho, líder da Edifer, também vai participar num consórcio para disputar o novo aeroporto e a privatização e pensa que a discussão sobre a melhor localização do NAL “não é relevante”. “Consideramos importante que se façam projectos, mas depois de tantos anos custa-nos a perceber tantos estudos e tanta contestação”, desabafa. A Brisa, de Vasco de Mello, é outra das interessadas no projecto, tendo-se associado à Mota para participar no projecto. A concessionária de auto-estradas não comenta a situação, mas sabe-se que a opção da Ota lhe será mais favorável porque poderá fazer a exploração da ligação do novo aeroporto neste local até à A1 e à A10, num troço de cerca de 16 quilómetros que já está assegurado em contrato estabelecido com o Estado português. Ainda faltam estudos A grande amplitude de opiniões sobre o NAL estende-se à necessidade de efectuar mais estudos para esclarecer a questão. Há quem, como José Sócrates, considere que já se perdeu tempo demasiado em estudos e análises, defendendo que se passe agora à acção e às decisões definitivas. Mas são crescentes as vozes críticas de técnicos de vários quadrantes profissionais e políticos que se queixam da inexistência de estudos pormenorizados de impacto ambiental, de de senvolvimento sustentável, de análise custo-benefício e de efeito sócio-económico de uma infra-estrutura deste tipo na economia nacional. Uma opinião cujos adeptos têm crescido a olhos vistos e que parece receber guarida na atitude céptica que o Presidente da República, Cavaco Silva, tem deixado transparecer em relação a este projecto. “O novo aeroporto é uma questão de ordenamento do território e, se queremos criar à sua volta uma pequena cidade, com hotéis e oferta cultural, e criar 20 a 25 mil empregos, a Ota pode não responder a este aspecto importante”, alerta Fernando Santo, bastonário da Ordem dos Engenheiros. Considerar que a questão importante “é tornar o novo aeroporto competitivo em termos de taxas, nomeadamente para as ‘low cost’”, pelo que uma alternativa à Ota com um menor custo de construção será mais favorável. Fernando Santo entende que “não foi estudada a componente de desenvolvimento sustentável deste projecto” e bate-se pela realização de estudos que avaliem as vantagens de alternativas à Ota. Henrique Neto, presidente da Iberomoldes e destacado dirigente socialista têm outra visão deste processo, que não é mais do que uma luta entre as PME industriais a norte, e os interesses que se movimentam a sul. “Estão previstos 7 mil milhões em grandes investimentos na margem sul do Tejo.” E é natural que essas grandes famílias que lucram com esses investimentos e com a especulação imobiliária a sul pressionem o Governo a não avançar para a Ota”, acrescenta Henrique Neto. Mais: “o Governo não quer a Ota” e o afastamento de Jorge Coelho e António Vitorino nesta matéria é sintomático de que se prepara para a deixar cair”, garante o ex-dirigente socialista. Em paralelo, José Roquette, responsável pelo área de desenvolvimento e novos projectos do Grupo Pestana, maior grupo hoteleiro nacional, também considera que a opção da Ota “não parece ser a ideal, por afastar Lisboa dos principais mercados emissores” e acredita que “existiriam uma ou duas possibilidades melhores, porque mais próximas”. Caso o poder político liderado por José Sócrates pretenda analisar as alternativas de localização à Ota – maioritariamente apontando para espaços na margem sul do Tejo – o Governo português enfrenta não só a escassez de tempo para apresentar conclusões de estudos mais detalhados sobre estas vertentes de discussão do novo aeroporto internacional de Lisboa, mas terá também de equacionar uma novo dado do problema, uma vez que um aeroporto a sul do Tejo implicará quase obrigatoriamente o investimento numa nova travessia rodoviária ou a ampliação e melhoria de uma das actualmente existentes, a Ponte Vasco da Gama. http://diarioeconomico.sapo.pt/edici...lo/766367.html
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