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| O IC 19 foi o protagonista do debate que na quarta-feira juntou 300 pessoas no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra. A inciativa do Diário de Notícias e da TSF, a primeira no âmbito do lançamento dos novos suplementos regionais DN Cidades, permitiu discutir durante quase três horas as acessibilidades e mobilidade urbana no concelho de Sintra. Na mesa estiveram Mário Lino, ministro das Obras Públicas, Fernando Seara, presidente da Câmara, João Soares, vereador em Sintra, e representantes das comissões de utentes do IC19 e da Linha de Sintra. Algumas novidades marcaram a noite. Desde logo a presença do ministro, que confessou não ter por hábito participar neste tipo de debates. "Há trezentas e tal câmaras e se o fizesse, não fazia mais nada", assumiu. Mas a principal novidade foi o anúncio da entrada em funcionamento das Autoridades Metropolitanas de Transportes (AMT) . "Espero ter pelo menos uma AMT implementada ainda no primeiro semestre de 2007", informou Mário Lino. "Terá um papel fundamental. Além de uma estrutura permanente e com capacidade de actuação, irá ter poder de decisão vinculativo em certas matérias", disse. Na análise que fez da evolução da mobilidade no contexto da área metropolitana, Mário Lino considerou que o caminho seguido em Sintra "tem sido ao contrário do desejável" e mesmo "irracional". Os dados disponíveis indicam que, "entre 1991 e 2001, a percentagem de munícipes a optar pelo transporte individual aumentou de 26 para 46 por cento, ao mesmo tempo que a utilização de transportes públicos nos movimentos pendulares Sintra-Lisboa, decaíu de 51 para 36 por cento". Para João Soares, "não há solução para este problema, enquanto as autoridades públicas não fizerem um combate muito sério aos automóveis" e enquanto não existir uma "legitimidade metropolitana" que vença os "chauvinismos concelhios", referindo-se às 18 autarquias de Lisboa. "Em vez de subsidiar os transportes públicos, a melhor forma é tornar mais caro o transporte individual", sugeriu Mário Lino. "As câmaras podem ter um papel, através do estacionamento, da abertura de corredores BUS, ou de outras formas que dificultem a entrada de automóveis", sugeriu. http://dn.sapo.pt/2006/12/01/cidades...tropolita.html
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