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| Outstanding Member ![]() Join Date: Sep 2006 Location: Coimbra
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| Há quatro anos que os HUC têm um projecto para a construção de um silo de estacionamento. O actual presidente do Conselho de Administração afirma desconhecer a existência desse projecto, mas Paiva de Carvalho insiste que está feito e que custou mais de 250 mil euros (50 mil contos) «Se perderam o projecto seria bom que alguém o encontrasse, porque custou dinheiro, mais de 250 mil euros (50 mil contos) e está todo pago», reage Paiva de Carvalho ao anúncio de um concurso público para um silo de estacionamento nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC). A intenção de avançar para a construção de um silo de estacionamento foi divulgada e confirmada pelo actual presidente do Conselho de Administração dos HUC, Agostinho Almeida Santos, que nos afirma desconhecer «a existência de um estudo ou projecto já feito». Neste momento, diz, «tenho o meu projecto e o silo para o estacionamento poderá vir a ser construído na zona encostada à Casa do Pessoal», ocupando o espaço arborizado, hoje também usado para parqueamento de carros, à superfície. «Estou cá para governar o hospital com as condições que tenho e não tenho conhecimento de que esteja feito o projecto para um silo», acrescenta Agostinho Almeida Santos. José Paiva de Carvalho, que cumpria o segundo mandato como presidente do Conselho de Administração entre 1999 e 2002, também já tinha anunciado a intenção de construir estacionamento subterrâneo, para resolver «o problema recorrente do estacionamento nos HUC», e na edição do Diário de Coimbra de 22 de Janeiro de 2001 deu conta do andamento do processo, que «ficou concluído com a realização do projecto», recorda-nos hoje. «O projecto, que foi pago na totalidade e em três tranches», incluía quatro níveis, cada um com a sua entrada e saída própria, sendo que o acesso do nível inferior seria feito pela rotunda do actual Pólo III da Universidade de Coimbra». Paiva de Carvalho recorda ainda que o silo teria capacidade para mais de 1600 lugares e estava projectado para ser construído exactamente no mesmo local para onde está agora anunciado. «Já nessa época era previsível que o estacionamento fosse pago, mesmo pelos funcionários, mas também havia a ideia, com esboço, de se construir um segundo silo, por detrás do Auditório dos HUC, com menos profundidade, uma vez que essa é uma zona rochosa, admitindo-se que por cima do silo seriam construídas algumas salas de apoio à formação e pós-graduação». 30 mil carros por dia nos HUC Paiva de Carvalho sublinha ainda que chegou a receber uma visita da empresa Bragaparques, para executar o silo, mas «não achei a proposta deles muito favorável e por isso não foi aceite». O problema do estacionamento dos HUC tem marcado várias administrações dos HUC, pela quantidade de carros que ali circulam diariamente, cerca de 30 mil, mas também pelos transtornos que causam nas artérias em redor do hospital. Para aquele local, porém, «não há muito que inventar e, a serem criados lugares de estacionamento, tem de ser sempre na vertical, mas não se deve ignorar o trabalho que está feito», considera o anterior presidente do Conselho de Administração. Olinda Brandão, que ocupou funções de administradora-delegada neste segundo mandato de Paiva de Carvalho, afirma-nos lembrar-se «dos grandes volumes do projecto, que são sempre muitos», tal como se lembra do pagamento do mesmo, apesar de não conseguir especificar a quantia exacta. O lugar de Paiva de Carvalho foi preenchido, em 2002, por Nascimento Costa, que depois de confrontado com estas memórias esclareceu apenas que «os planos de desenvolvimento do Hospital são assuntos exclusivos das administrações, que não têm hiatos, mas antes uma governação contínua. As decisões não são exclusivas, sejam as minhas ou de quem for», preferindo assim não acrescentar nenhum dado a este processo. Em Agosto de 2005 é Agostinho Almeida Santos que assume as funções de presidente do Conselho de Administração dos HUC e, um ano depois de tomar posse, em Setembro último manifestou preocupação com a situação dos estacionamento, não querendo «prometer», para já, a «construção de um silo sem ter a certeza de que vou cumprir», sendo certo que o estacionamento passaria a ser pago dentro de pouco tempo, «para dissuadir e diminuir a procura». Ontem, Agostinho Almeida Santos ainda não deu certezas quanto à forma de financiamento deste silo que se pretende construir, admitindo como certo que «existe dinheiro, na banca, nos privados, no Estado e até o próprio hospital tem os seus recursos». fonte
__________________ Coimbra | |||||||||||
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