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Old 14th October 2006, 15:44   #26
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Default Ciclovia vai “preencher vazio” do vale do Mondego

É uma obra «muito falada porque é pouco construída» e «apenas» o município da Figueira da Foz já deu alguns passos no terreno para que Coimbra, Montemor-o-Velho e Figueira da Foz fiquem ligadas ao longo do rio Mondego. Miguel Ferreira, um dos arquitectos responsáveis pelo projecto da ciclovia, falava ontem, em Montemor-o-Velho, no âmbito de uma conferência promovida pela Cooperativa Teatro dos Castelos, defendendo que a obra, mais do que ser uma forma de ligar os três centros urbanos, é um projecto que permite dar outra vida ao vale do Mondego, «repensando este território».
«O sentido da ciclocia é o de aproximar as populações ao rio e preencher o vazio que existe neste momento no vale do Mondego», explicou, defendendo ser «urgente olhar para este vazio de outra forma». E ter uma visão diferente significa partilhar a agricultura – que em Montemor continua a ser uma sector que «movimenta capitais mas não movimenta pessoas» – com outras áreas, como a cultura e o desporto, «potenciando o que já existe» e «dando novo significado ao vale». Exemplificando, Miguel Figueira falou da possibilidade de ligar a ciclovia com os centros de estágio, as praias fluviais, o centro náutico, o Portugal dos Pequenitos, os hipódromos, os centros históricos, entre outras ofertas que existem nas proximidades do rio, entre Coimbra e a Figueira da Foz.
Ideias que não são novas – muito pelo contrário – mas também não são concretizadas. Segundo o arquitecto, apenas o município da Figueira da Foz já deu alguns passos no terreno com a construção de «um pequeno troço», e Montemor «mostra vontade» esperando que, neste concelho, «quando arrancarem as obras no centro náutico e no leito abandonado, arranquem também com a ciclovia». Datas para a conclusão não há, até porque, explica, este é um projecto que não se pretende seja construído em contínuo, mas faseado, por forma a que um dia «todos os pequenos troços se unam» de Coimbra à Figueira da Foz.
Ao todo são 43 quilómetros de via para bicicletas, o que, em tempo, representa uma ligação de pouco mais de duas horas (a uma velocidade média de 20Km/ /hora), entre os três centros urbanos.
O encontro de ontem foi o culminar do Quarteirão Primavera, uma iniciativa da Cooperativa Teatro dos Castelos que permitiu, ao longo de toda a estação, levar um sem número de espectáculos culturais a Montemor-o-Velho.
As iniciativas – exposições, concertos, uma mostra de vídeo, teatro e conferências – pretenderam «levar visitantes à parte abandonada da vila (a zona do casco do castelo», explicou Júlio Sousa Gomes, da cooperativa, sublinhando que esse objectivo «foi conseguido».

in Diário de Coimbra

Last edited by daniel322; 14th October 2006 at 16:41.
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Old 14th October 2006, 15:45   #27
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Default Metro Mondego

O projecto já está aprovado pela maioria dos accionistas, por isso o traçado entre Lousã e Serpins do Metro Ligeiro de Superfície (MLS) vai mesmo ficar de fora, optando-se com uma solução de rodovia para fazer a ligação da Lousã a Serpins e às restantes freguesias do concelho que, no entender da administração da Metro Mondego (MM), traz muitas vantagens. Ontem, em conferência de imprensa, a administração da MM apresentou a solução que, considera, é financeiramente muito mais barata e permite uma maior abrangência em termos de utilizadores.
A solução apresentada passa pela utilização de transportes rodoviários que farão a ligação de todas as freguesias com a Lousã, sede de concelho, de onde partirá o metro em direcção a Coimbra. Esta solução permite que as freguesias de Foz de Arouce, Casal de Ermio, Serpins e Vilarinho passem a dispor de um meio de transporte rodoviário que, até aqui, é praticamente inexistente. Com este serviço o número de utilizadores do metro será muito maior uma vez que de um universo de pouco mais de 1700 habitantes (de Serpins), o metro passará a estar ao dispor de mais de cinco mil habitantes (correspondentes aos habitantes das quatro freguesias).

Falta “um sinal
da tutela”

Aprovada que está esta a versão definitiva dos documentos do concurso internacional do MLS, entregue a 30 de Novembro ao Governo, parecem estar reunidas as condições para o lançamento do concurso público internacional, esperando os administradores «um sinal da tutela». E nem um Governo em gestão parece abalar as convicções dos administradores em que o concurso seja lançado muito brevemente. «Todos os cenários convergem no sentido de que o metro vai ser brevemente lançado a concurso internacional», disse José Mariz. Por outro lado, assegurou, «este é um acto administrativo e na fase actual ele não vai a Conselho de Ministros», disse afirmando que o processo necessita apenas de um despacho conjunto do secretário dos Transportes e Comunicações e do secretário de Estado do Tesouro e das Finanças. José Mariz acrescentou, de resto que, «este é um processo que está em curso» e não é uma solução que «um Governo em gestão fosse apressadamente tirar de qualquer gaveta para lançar».
Questionado sobre a possibilidade de impugnação do concurso público por Fernando Carvalho, presidente da Câmara Municipal da Lousã, que já manifestou esta intenção como forma de manifestar o seu desagrado com a exclusão do troço Lousã/Serpins, os administradores asseguram que, e invocando os estatutos da sociedade, a aprovação necessita apenas do voto da maioria dos accionistas, o que já aconteceu.

Imagem do Marco Bruno

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Old 14th October 2006, 15:48   #28
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Default Metro Mondego prepara sistema de informação inovador em Coimbra

Um invisual que queira saber o percurso que deve fazer até determinado sítio vai passar a poder ouvir a resposta na máquina de validação do bilhete do futuro metropolitano ligeiro de superfície de Coimbra. Ou ainda, para as pessoas que se desloquem, por exemplo, em cadeiras de rodas, o sistema de informação, que já está a ser desenvolvido pela Metro Mondego, vai possibilitar que a pessoa saiba se a rua onde vai sair é inclinada ou não. Se for, pode, através do telemóvel, do computador ou através da própria máquina de validação, escolher outra paragem.
E a rua pode até nem ser íngreme, mas se as pessoas portadoras de deficiências motoras preferirem ficar à porta de casa, o sistema de informação, que foi ontem apresentado à imprensa, inclui dados sobre a proximidade de praças de táxis nas paragens do futuro metro. E não é ficção científica, é simplesmente a utilização das novas tecnologias: "Esta é muito diferente das outras", afirmou Paula Trigueiros, engenheira da empresa Ideógrafo, durante a apresentação do projecto. Para além desta investigadora e do arquitecto João Redondo, da mesma empresa, a Metro Mondego escolheu ainda como parceiro o Núcleo Regional do Centro da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral.
O presidente do Conselho de Administração da Metro Mondego, José Mariz, realçou o facto da Metro Mondego "lançar este projecto com três anos e meio de antecedência". Isto, numa altura em que o projecto ainda corre o risco de ser inviabilizado pela Câmara Municipal da Lousã, que se recusa a aceitar que a ligação não chegue até Serpins. Mas, apesar disso também, o concurso público internacional já foi lançado, em Fevereiro.
Ainda na sessão de apresentação do projecto, denominado "Mondego - Informação em Movimento (MIMO), Paula Trigueiros explicou que "toda a filosofia do trabalho" que está a ser desenvolvido "se baseia no design inclusivo": "Se conseguirmos resolver o problema de quem não vê, conseguiremos resolver os problemas de todos", exemplificou a engenheira.
Assim, o projecto vai ser pensado tendo em conta necessidades especiais, que podem ir desde o analfabetismo às deficiências físicas, passando pela atenção requerida pelos idosos e ainda turistas que desconheçam a cidade e a língua. Desta forma, vão ser traçados diversos "perfis", dos quais as pessoas escolherão um quando adquirirem o bilhete que, por sua vez, incluirá um chip que acciona os mecanismos adequados às necessidades em causa.
"Que percurso fazer?"; "Haverá avarias na linha?"; "Quanto custa?"; "Quantas paragens faltam?"; "Qual a saída para a rua?"; "Posso sair em cadeira de rodas?" são apenas algumas das perguntas pensadas para o projecto. As respostas podem ser obtidas antes, durante ou depois da viagem, através da Internet, do telemóvel, da máquina de validação, de quiosques e de outros sistemas que serão introduzidos nos comboios.
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Old 14th October 2006, 15:54   #29
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Default Coimbra Sports Complex

(already inaugurated)

Pavilhão Desportivo e Complexo Olímpico de Piscinas, Coimbra
Multipurpose Sports Hall and Olympic Pool Complex, Coimbra


Complexo Municipal de Piscinas, Pedrulha (Coimbra)
Municipal Pool Complex, Pedrulha (Coimbra)


Complexo Municipal de Piscinas, S. Martinho (Coimbra)
Municipal Pool Complex, S. Martinho (Coimbra)


Habitação para Estudantes, Coimbra
Student Housing, Coimbra
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Old 14th October 2006, 16:06   #30
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Default Aprígio Santos projecta shopping para Figueira da Foz



Aprígio Santos pretende construir um centro comercial, perto do acesso urbano à A14. O investimento previsto é de 85 milhões de euros e criará 1.700 postos de trabalho.
A empresa Aprígius, de Aprígio Santos, tem projectada a construção de um centro comercial com 125 lojas, creche, salas de cinema, clínica privada, espaços lúdicos, restauração, entre outras valências. Segundo o DIÁIRO AS BEIRAS apurou, o empreendimento reserva uma área considerável para comerciantes da Figueira que ali pretendam instalar–se.
O projecto do presidente da Naval prevê um investimento global que ronda os 85 milhões de euros e a criação de 1.700 novos postos de trabalho. Os terrenos onde o empresário ambiciona construir o centro comercial, com 30 mil metros quadrados de área útil, localizam-se nas traseiras do quartel militar, perto do acesso urbano à A14.
Com remetente da Direcção Regional de Economia - entidade a que a Aprígius enviou o pedido de autorização –, a proposta já deu entrada na edilidade figueirense, quinta-feira última. “Trata-se de um projecto de âmbito regional. Como tal, implica a apreciação por parte de diversas entidades, entre as quais a autarquia da Figueira”, declarou Duarte Silva, presidente da câmara.

ACIFF vota contra

Os terrenos do empresário Aprígio Santos encontram-se numa mancha verde onde a autarquia vai construir um parque de lazer urbano. Duarte Silva confirma, recusando–se, porém, a fazer comentários acerca da posição que a câmara vai tomar. “Primeiro temos de apreciar o projecto, para podermos emitir um parecer”, explicou. A câmara tem agora 25 dias para se pronunciar.
Da parte de Aprígio Santos, ouvimos a promessa de que poderá prestar declarações sobre o assunto durante a próxima semana. Entretanto, a direcção da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF), uma das entidades chamadas a pronunciar-se, aprovou, por unanimidade, uma declaração que rejeita o empreendimento.
Fernando Cardoso, presidente daquela estrutura empresarial, sintetiza os argumentos que conduziram à tomada de posição: “Estamos contra por razões de natureza económica e urbanística. Este projecto prejudica o comércio e a restauração locais e descaracteriza a cidade. Além disso, não traz qualquer mais-valia”.

http://www.asbeiras.pt/?area=destaqu...ae9f3a1ebaea13
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