11th February 2007, 16:50
|
#1 |
| Outstanding Member
Join Date: Sep 2006 Location: Coimbra
Posts: 1,534
Thanks: 0
Thanked 0 Times in 0 Posts
Rep Power: 4  | Franceses querem participar na Ota e no TGV Quote:
Os grupos franceses Alstom, ADP - Aéroports de Paris , Transdev e Vinci reafirmaram ontem ao ministro das Obras Públicas o seu interesse em participar no desenvolvimento dos projectos do aeroporto da Ota e da rede de alta velocidade. Os responsáveis dos quatro grupos, que integraram uma delegação chefiada pelo ministro francês dos Transportes, Dominique Perben, reuniram-se com Mário Lino e os secretários de Estado das Obras Públicas e dos Transportes, Paulo Campos e Ana Paula Vitorino, respectivamente. Foram apresentados os projectos de alta velocidade, terceira travessia sobre o Tejo e aeroporto da Ota, avaliados, no global, em 131 mil milhões de euros.
Mário Lino confirmou aos jornalistas, no final da reunião, que os grupos Alstom, Vinci, Trandev e Aéroports de Paris "fizeram manifestações de interesse em participar nos projectos". O ministro recordou que a ADP já participou em várias fases do desenvolvimento da Ota. Mário Lino voltou a afirmar que também recebeu manifestações de interesse de grupos portugueses.
Dominique Perben realçou que existe uma grande vontade de trabalhar em comum e as empresas francesas estão "muito interessadas nos grandes projectos portugueses", e citou os sectores marítimo, aeroportuário, rodoviário e ferroviário. O ministro dos Transportes francês recordou que duas das empresas que integraram a delegação estão já envolvidas em projectos portugueses e citou os casos da Transdev, que gere o Metro do Porto, e do Grupo Vinci, parceira da Lusoponte na Ponte Vasco da Gama.
As empresas que acompanharam Dominique Perben já demonstraram por diversas vezes a vontade de crescer no mercado nacional. A Alstom é uma das que mais querem crescer, sobretudo na área ferroviária. Actualmente, a empresa possui uma fábrica em Setúbal de produção de energia (centrais térmicas e hidroeléctricas.
O encontro entre os dois ministros teve ainda por objectivo a presidência da União Europeia, que Portugal assume no segundo semestre deste ano, e a questão das auto-estradas marítimas, que o Governo francês quer incentivar, numa tentativa de retirar camiões das auto-estradas europeias, nomeadamente dos Pirenéus. Os operadores que privilegiem o transporte marítimo de carga entre os portos portugueses e franceses poderão vir a receber ajudas públicas, anunciaram.
| fonte |
| |