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| Senior Member ![]() Join Date: Sep 2006
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| O Ministério do Ambiente chumbou a construção de uma ilha artificial de cem hectares em frente à praia de Vale de Lobo, no Algarve, uma iniciativa do grupo de empresas que detém o empreendimento turístico local. Segundo dois estudos técnicos encomendados pelo ministério, a eventual construção da ilha – designada pelos promotores como Nautilus Island – irá alimentar o areal da praia fronteira, onde está o empreendimento turístico que pertence aos promotores do projecto, mas agravar a erosão dos areais a poente e a nascente, fazendo recuar as respectivas linhas de costa. A decisão vai ser anunciada pelo ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, numa conferência de imprensa esta tarde em Lisboa. Esta área já está a braços com problemas de recuo dos areais devido à erosão resultante da actual dinâmica dos areais, com perspectivas de se agravar com o quase certo aumento do nível médio das águas do mar que se perspectiva para as próximas décadas devido ao aumento esperado da temperatura global. http://www.publico.clix.pt/shownews....608&idCanal=80
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| Alpinismo é que é! ![]() Join Date: Jan 2007 Location: Portuguese Capital of the nice girls - Lisbon, Portugal
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| OK! está na moda as ilhas, mas não creio que haja necessidade de se fazer tal coisa.
__________________ sou a mais saborosa bolacha | |||||||||||
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| | #3 | |||||||||||
| Pelha ![]() Join Date: Sep 2006 Location: Lisbon
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| Podíamos era aproveitar as ilhazitas do Alqueva! | |||||||||||
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| | #4 | |||||||||||
| Alpinismo é que é! ![]() Join Date: Jan 2007 Location: Portuguese Capital of the nice girls - Lisbon, Portugal
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| já estamos a começar a aproveitar troia, que é qs uma ilha
__________________ sou a mais saborosa bolacha | |||||||||||
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| | #5 | |||||||||||
| Junior Member ![]() Join Date: Jul 2007
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| Pedro S. Guerreiro A ilha do dia antes Quando o Ministério do Ambiente vem chumbar a Ilha em frente a Vale de Lobo, não está a comprometer um projecto, está a repor os índices de vergonha num negócio opaco entre a Caixa Geral de Depósitos, que pagou mais de 50 milhões de euros, e o empresário Sander van Gelder, que os recebeu. Se quisermos ser benignos, podemos entender que a ilha de Vale de Lobo foi uma fantasia das arábias, um deslumbramento onírico imaginado por uma inspiração esdrúxula. Mas na pior das hipóteses, a ilha foi uma golpada publicitária de um empresário que queria vender um projecto de uma vida (foi van Gelder que fez Vale de Lobo tal como a conhecemos) por uma mão cheia de dinheiro. Porque não houve um estudo para a ilha, nada sobre impactos ambientais, alterações de marés, o que quer que fosse. Nem podia haver estudo - porque não havia sequer projecto. Qual a profundidade da ilha? Não se sabia. O que lá podia ser construído? Desconhecia-se. Como se pode fazer um plano de pormenor, um PDM de uma miragem aquática? Não pode nem podia, porque a ilha nunca existiu nem nunca existirá. O nome desta erupção fantasma é aliás sintomático: a ilha chamava-se Nautilus e Júlio Verne não deliraria melhor. Mas a ilha não é um "fait divers". É um negócio mal contado, que foi mediatizado desde o princípio (quando o "Expresso" revelou os fantásticos planos de van Gelder para a Vale de Lobo que ele queria vender - e para o qual teve várias propostas) até ao fim (quando o negócio foi fechado, formalizando a diversificação da Caixa Geral de Depósitos para o turismo). Não se soube quanto custou, quem comprava e nem sequer o que se comprava. Com Ilha? Sem ela? Segundo o Jornal de Negócios hoje revela, é a Caixa Geral de Depósitos que entra com quase todo o dinheiro, cerca de 200 milhões, comprando um quarto do projecto e financiando parte do resto, detido por cinco empresários. Mais: o valor da aquisição não inclui a Ilha (embora inclua um segundo preço, a pagar caso a ilha fosse aprovada) - livrámo-nos dessa, de ver o banco estatal enfiar o barrete de Sander van Gelder. A estratégia de diversificação de negócios da Caixa Geral de Depósitos tem tido várias inspirações. Na Portugal Telecom, está "para ganhar dinheiro" mas faz o que o Governo mandar, como o administrador Armando Vara reconheceu ao "Sol" há um par de meses. Na Sumolis, comprou para vender e arrisca-se até a fazer uma boa mais-valia em troca de uma dor de cabeça. Em Vale de Lobo, o negócio não será turístico, será lotear para vender e financiar com crédito à habitação as aquisições das casas de férias. A Ilha? Por um canudo. Em "A Ilha do Dia Antes", Umberto Eco escreve a história de um náufrago nos mares do Pacífico, sozinho num barco encalhado em frente a uma ilha. Mas o náufrago não sabe nadar e a ilha abundante que lhe está à frente dos olhos é-lhe cruelmente inacessível. Até ao momento em que o náufrago arrisca, engendra uma forma potencialmente suicida de chegar à ilha e se atira ao mar. Na costa de Vale de Lobo, a história é menos dramática mas a ilha também não está acessível: a Nautilus é uma ficção, não existe. O que existe é esta forma torta de fazer negócios, sem transparência e com manobras de propaganda, com um empresário a atear fogo de artifício para valorizar a sua venda e um banco do Estado a entoar o coro. http://www.negocios.pt/default.asp?S...ntentId=290843 | |||||||||||
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