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| Zero Hora 30 de julho de 2008 | N° 15678 Uma nova visão do cais Muro sofreria a primeira intervenção desde que foi construído Se a nova proposta de revitalização do Cais do Porto da Capital se concretizar, o polêmico muro da Mauá poderá sofrer a primeira intervenção de sua história. Oplano escolhido para a área prevê reduzir a altura do paredão de concreto construído na década de 70 para evitar que se repetisse uma enchente como a de 1941. O objetivo da proposta vencedora é ampliar a visão dos armazéns e do Guaíba para quem circula a pé ou de carro pela Avenida Mauá. Com 2.647 metros entre a rodoviária e a Usina do Gasômetro, o muro tem três metros. A estrutura, que representa 4% da extensão dos diques da cidade, compõe o sistema de proteção contra cheias do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP). - Desde a construção do muro da Mauá, nenhum projeto deu garantia de segurança. Neste momento, é absolutamente inviável retirar o muro para se ter uma vista melhor do Guaíba. Na qualidade de diretor-geral do DEP, eu não assumiria o ônus e depois ser apontado como culpado em caso de uma enchente como a de 1941 - afirmou o diretor-geral do DEP, Ernesto da Cruz Teixeira. Sobre a proposta de reduzir pela metade o muro, Teixeira prefere não se manifestar porque o departamento não foi ouvido pelo corpo técnico da M. Stortti Consultores Associados (MSCA), empresa que encabeça o consórcio selecionado pelo Projeto de Revitalização do Cais Mauá. Apresentado pela governadora Yeda Crusius na segunda-feira, o plano para o cais deve ser encaminhado em 30 dias para análise da Câmara de Vereadores. Na discussão, poderão ser realizados ajustes. De acordo com o diretor da MSCA, Maurênio Stortti, uma idéia adicional é abrir um canal de comunicação direta com a sociedade por meio de um site, para que a empresa receba opiniões e sugestões. Conforme Edemar Tutikian, coordenador executivo do projeto de revitalização, o chamado plano de negócio é um conceito que poderá ser alterado até a execução do projeto. Isso significa que qualquer intervenção poderá ser feita de forma diferente da apresentada inicialmente. Concessão de exploração deve ser de 30 anos A expectativa é abrir licitação até dezembro para selecionar a empresa que receberá concessão para explorar comercialmente o cais do porto por 30 anos. A vencedora terá de reembolsar o custo do projeto em até R$ 700 mil. A previsão é iniciar as obras no segundo semestre do ano que vem, em um investimento que totalizará R$ 400 milhões. Em 2011, está prevista a conclusão da primeira etapa da obra. Em 2013, deve ocorrer o término das intervenções. Pela proposta, os armazéns, recuperados, vão abrigar bares, restaurantes e lojas. Na beira do cais, o plano prevê a instalação de plataformas flutuantes para pedestres, que acompanhariam a variação de nível do Guaíba.
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| Zero Hora 31 de julho de 2008 | N° 15679 Novo cais deve gerar quase 10 mil empregos Além de transformar o visual do Cais do Porto, a nova proposta de revitalização promete movimentar a economia da Capital. O empreendimento de R$ 426 milhões, que deve atrair um público superior a um milhão de pessoas por mês, abrirá 9,1 mil empregos e renderá R$ 533 milhões em impostos durante o período de concessão, de 30 anos. As estimativas foram apresentadas ontem pela M. Stortti Consultores Associados (MSCA), empresa que encabeça o consórcio que teve o plano de negócio selecionado pelo Projeto de Revitalização do Cais Mauá. Na área entre a Estação Rodoviária e a Usina do Gasômetro, estão previstas três torres comerciais, sendo um hotel de 20 andares, com centro de eventos para mil pessoas e dois prédios com capacidade para mil escritórios de 60 metros quadrados, um com 20 andares e outro com 14. Ao lado da Usina do Gasômetros, será erguido um shopping. Pela proposta, os nove armazéns que serão mantidos abrigariam bares, restaurantes, lojas e espaços culturais. Para manter o fluxo noturno, uma possibilidade é instalar uma faculdade na área. Onde estão as vagas 5,4 mil empregos diretos shopping 278 hotel e centro de eventos 26 lojas dos armazéns 239 bares e restaurantes 460 museu 29 terminal hidroviário 8 escritórios/edifícios 4.378 1,4 mil empregos indiretos 2,3 mil empregos durante a obra Total: 9,1 mil empregos Fonte: M. Stortti Consultores Associados (MSCA)
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| Jornal do Comércio 31/07/08 Cais do Porto: Projeto prevê revitalização completa Uma proposta audaciosa pretende modificar totalmente a estrutura do Cais do Porto da Capital. Ontem a empresa M. Stortti Consultores Associados (MSCA) apresentou o projeto arquitetônico, legal e financeiro que prevê investimento inicial da ordem de R$ 426 milhões nos primeiros cinco anos de obras. A idéia de uma Parceria Público-Privada (PPP) foi descartada. A intenção agora é montar um sistema de concessão da área pública por um período de 50 anos - 30 anos prorrogáveis por mais 20. Desta maneira, a empresa ou o consórcio vencedor da licitação (que deve ser lançada ainda neste ano) seria responsável pela execução do projeto que atinge 150 mil metros quadrados de área construída, além de uma série de intervenções paisagísticas. "Queremos que o porto esteja remodelado já para a Copa do Mundo de 2014. Acreditamos que 80% das obras estarão concluídas um ano antes", informa o diretor da MSCA, Maurênio Stortti. Com relação ao famoso Muro da Mauá, construído para evitar alagamentos, a proposta deve levantar polêmica. "O muro tem seis metros. Três para baixo e outros três para cima. Poderíamos rebaixá-lo e construir um talude de um metro e meio coberto com vegetação, o que vai possibilitar a visualização do cais", explica o arquiteto Rodrigo Poltosi. Fora isso, está prevista a construção de três torres com altura inferior à chaminé do Gasômetro. Duas abrigariam até mil escritórios em uma ponta. Na outra, um hotel de luxo com 300 apartamentos e um centro de convenções com capacidade para mil pessoas. "Porto Alegre tem espaço para ampliar a rede hoteleira de alto nível", ressalta Stortti. Em cada lado do cais seria construído ainda um estacionamento com capacidades para 2,3 mil e 1,2 mil veículos. Além disso, um shopping center de 13 mil metros quadrados de área para lojas compõe o projeto. Segundo Poltosi, o deslocamento interno se daria através de um trem elétrico. "O antigo frigorífico abrigaria um museu e teríamos também um terminal hidroviário para receber passageiros na travessia entre Guaíba e a Capital", acrescenta o arquiteto. Stortti salienta que o projeto é pioneiro no Brasil. "Ele tem como base a sustentabilidade", afirma. Ao fim do prazo de meio século, o poder público recebe de volta a área com toda a estrutura física construída, ao custo de uma indenização que será amortizada ao longo do período. "O Estado continua mantendo a posse do local e pode geri-lo através de governança conjunta", garante. _____________ Reportagem retirada do Blog Porto Imagem
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| Zero Hora 03 de agosto de 2008 | N° 15682 Planos para o fim do muro Candidatos expõem seus projetos para a estrutura na Avenida Mauá Com a função de proteger a Capital das cheias do Guaíba, um paredão de concreto erguido entre 1971 e 1974 também priva os porto-alegrenses da vista da orla e cria dificuldades aos projetos de revitalização da região. Longe de ser consenso entre especialistas, o Muro da Mauá já surge como tema de discussão na campanha eleitoral. No levantamento realizado por Zero Hora, a maioria dos candidatos defende a derrubada ou alterações na estrutura. Apenas o prefeito José Fogaça (PMDB) posicionou-se contra eliminar o muro, por questões de segurança. Desde a conclusão da obra, surgiram propostas para substituir o muro e ampliar a visão de quem passa pela Avenida Mauá. Em 1996, uma alteração foi cogitada pelo projeto Porto dos Casais, que não foi levado adiante. Entre os 39 planos apresentados, venceu a idéia do arquiteto Alberto Aldomilli, professor do UniRitter. Ele propôs como alternativa a utilização de placas móveis de concreto pré-moldado, que ficariam deitadas à espera de uma possível cheia, funcionando também como a base de uma ciclovia. – A estrutura é viável e não seria tão cara. Com cerca de R$ 1 milhão seria possível fazer – diz Aldomilli. Apresentada na segunda-feira passada, uma nova proposta de revitalização do cais do porto prevê que a parte do muro erguida acima do solo seja reduzida de 3 metros para 1,5 metro. O projeto segue agora para discussão na Câmara Municipal. – Conforme avaliações técnicas, a altura de 3 metros é superdimensionada, caberia uma redução – argumenta Maurênio Stortti, diretor da MSCA, empresa selecionada para o projeto. A história, entretanto, mostra o contrário. Em 1941, o Guaíba atingiu 4,7 metros acima do nível normal, o que representou 1,7 metro na área do cais. A enchente deixou 70 mil porto-alegrenses flagelados. – Um muro de 1,5 metro não seria suficiente para barrar a água. Entendo que, para redução da altura, seria preciso um sistema complementar para atingir três metros em caso de necessidade – avalia o doutor em hidrologia Joel Goldenfum, professor do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Para o especialista, alterações na estrutura atual comprometeriam o sistema de proteção contra cheias. Goldenfum avalia que alternativas móveis, que dependem de operação manual e manutenção periódica, não são confiáveis. O diretor-geral do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP), Ernesto da Cruz Teixeira, diz que até o momento não surgiu nenhum projeto que garanta a segurança da população contra novas cheias: – O muro é imprescindível, mas não é eterno. Se for comprovada a existência de uma alternativa viável, poderemos pensar no assunto.
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| ![]() Como já disse milhões de vezes, mesmo antes do projeto de revitalização do caís, eu acho um absurdo o muro... É um obstaculo sem sentido... Uma parede que separa Porto Alegre do Guaíba, e mais, que separa o Caís do desenvolvimento... Os que são favoráveis a sua manutenção argumentam que uma grande enchente traria grandes prejuízos para a cidade se não houver esse muro... Tudo bem, mas quando foi a ultima grande cheia??? 1941, sim, fazem 67 anos que não ocorre nenhuma grande cheia... Ou seja, nós temos um muro que atrapalha a cidade, especialmente o caís do porto e consequentemente o centro, já que o mesmo está localizado no centro, sem serventia alguma a tantos anos... Eu me pergunto, será que os custos economicos do muro durante todo esse tempo não compensam com sobre uma enchente a cada 70 anos??? Pois sem dúvida os custos de ter se mantido esse muro foram pesados... O custo de ter mantido o caís tanto tempo isolado, o que impediu um reformulação natural... A degradação da av. Mauá... O empurrão que deu para degradar o centro... Será que todos esses custos compensam??? Abaixo vou mostrar imagens que sairam no Jornal Zero Hora, fazendo uma simulação com e sem o muro: Visão com o muro... ![]() Visão sem o Muro ![]() Visão Interna, com o Muro ![]() Visão Interna, sem o Muro ![]() Aproveitando as imagens, vou ir mais longe... Por que deixar esses galpões??? Acho um absurdo o argumento de que é patrimônio histórico... Imaginem o projeto de revitalização do cais, só que sem os galpões... Seria mil vezes melhor... Poderia se alargar a av. mauá e construir uma explanada para que as pessoas pudessem ter um amplo acesso ao guaíba e as novas torres que serão erguidas... Acho que o projeto seria muito mais clean e traria muito mais proveito para a população da cidade... Lamentavelmente, parece que não vão tirar nem o muro, quanto mais os galpões...
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